<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022</id><updated>2012-02-16T10:11:54.668-08:00</updated><category term='u'/><title type='text'>Aos/as Examinadores/as</title><subtitle type='html'>Afasto o lugar para outro lado,são as veias abertas de várias virtualidades inacabadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>103</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5416426341962234318</id><published>2011-08-10T15:32:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T15:35:37.441-07:00</updated><title type='text'>Retornaremos em breve !</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-pmoYb_Zg5_s/TkMHZQiUWQI/AAAAAAAAASE/m2sD5spfol8/s1600/DSC00292.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; 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margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-isM1IwUCZqE/TY_uCG2jlGI/AAAAAAAAAR4/0Px71DIZOtM/s320/DSCN1283.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588947382556660834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os profetas do século XX no Nordeste: Comblin e Côrtes (José e Lula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo F. (Paraibucano, jogador de palavras virtuais e vivenciador das lembranças traçadas em Bayeux e Sumé)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1994 minha formação musical mudou radicalmente, os discos e fitas de heavy metal, punk rock e rock n´roll, foram trocados por uma enxurrada de músicas, cantores/as e autores/as nordestinos, o primeiro deles que tomar conta das minhas horas e reflexões foi Zé Ramalho, o disco intitulado Força Verde (1982) tornava minha compreensão política e social ampliadas, escutei tanto que sabia as músicas decoradas, descobri o forró, o galope, Zé Limeira, o monte Olímpia (morada dos deuses e dos loucos) e que os cristais do tempo eram as crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse rastro descobri enquanto bom paraibucano os antecedentes fonográficos de Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Xangai, Zé Ramalho, Jaguaribe Carne e Lula Côrtes, um movimento que denominei de “psicodélica intervenção nordestina”, o nordeste era mais rico que minha compreensão. Em Recife o “movimento udigrudi”(underground), era a ponte que faltava para minha completa percepção dos espaços territoriais que trafegava nas viagens entre Recife-João Pessoa nos anos de 1993-2001, de longe percebi que não era mais o mesmo, e de perto que ainda era o de sempre, inquieto, crítico, sarcástico e notívago.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice desse momento musical no nordeste é o afamado disco Paêbirú (Zé Ramalho e Lula Côrtes), fato que descobri apenas anos mais tarde, o disco tem a música Beira Mar e crava um experimentalismo que transita entre a música clássica (referencia à Villa Lobos são constantes), a complexidade visual da produção onde são apontados os elementos Terra, Fogo, Água e Ar, o encontro entre o rock n´roll com regionalismo aboiador, e por fim, uma concepção de ruptura, visto que, o lançamento foi independente, assim como, sua quase completa inacessibilidade, em face das enchentes que varreram a fita original e cópias de lp´s, restando apenas 300 cópias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano de 2009, de acordo com a Revista Rolling Stones (Edição 24, matéria de Cristiano Bastos, intitulada Agreste Psicodélico), o vinil era considerado o LP mais caro do mercado brasileiro, uma relíquia, raridade de uma época de total transgressão e desobediência ao que estava posto enquanto música brasileira, tanto que é considerado por alguns especialistas uma dimensão tão importante quanto a revolução protagonizada pelo tropicalismo, como sabemos, o tropicalismo conquistou espaço na crítica, memória registrada e novos mercados no final do século XX, enquanto o outro ficou para deslumbramento de quem busca rastros de seus ícones regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda essa movimentação em torno de Paêbirú destaco a difusão das rochas de Sumé (PB) e suas inscrições, a percepção histórica e antropológica dos caminhos traçados pelos índios cariris ampliando a compreensão do domínio cristão sobre as regiões do interior nordestino, a visita de Dom Pedro II na Paraíba e por fim rompendo para uma nova perspectiva um documentário de 2009 intitulado Nas paredes da Pedra Encantada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de 1999 minha opção profissional foi redimensionada radicalmente, talvez os sons, a literatura, os gritos, as relações sociais, transformaram um estudante de direito insatisfeito com o curso escolhido, para rapidamente presenciar e participar de mundo novo, com conceitos, práticas, reflexões e efervescência que desafiavam o óbvio. Inserido na advocacia popular e catapultado a temas como direitos humanos, militância social, direito crítico e alternativo, desobediência civil, transgressão proativa, políticas públicas, sistemas internacionais, marxismo, feminismo, cristianismo social e outros, chego por esses caminhos até a teologia da libertação, a transgressão cristã impulsionada na América Latina nos anos de 1960-1980, época da formulação musical psicodélica interventiva nordestina, aproximações especulativas, porém, momento político igual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha “tomada de consciência” imaginava mudanças estruturais na sociedade, na economia, nas relações humanas, na política, seja no campo, como na cidade, acreditava que tudo estava no seu ápice, recém passados da ditadura militar, da construção de uma constituição cidadã e do movimento “caras pintas”, as grandes revoluções estavam logo ali, unidos contra a Alca, fortes e articulados contra a criminalização dos militantes dos movimentos sociais, passeatas e romarias que aglutinavam centenas de bandeiras, acampamentos em praças públicas , enfrentamentos contra a opressão, surgimento da Venezuela em um novo cenário, Cuba, siempre, custa um debate, a fragilidade do imperialismo, caem as torres, novas ordens mundiais made in China, músicas dos anos de chumbo, mangue –sou, sou mangue boy, desafio ambiental após Rio-Eco 92, articulações locais, nacionais, internacionais, moratória ao FMI, eleições – quase lá mais uma vez, lá pela primeira vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que nossas narrativas e impressões sociais passam necessariamente pela nossa compreensão e existência enquanto ser político, a convicção e vivências em alguns espaços e relação pode gerar uma gigantes euforia, tamanha credulidade em nossa sinergia que nada parece nos segurar, estava tudo pronto, lia e relia o mundo, tudo a volta seria alterado, alteridade, multidisciplinariedade, fim da modernidade, Paulo Freiriando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler um texto de um Padre Belga radicado na Paraíba, senti que estava ainda engatinhando em vários processos e sequer uma perspectiva conjuntural ainda era possível sinalizar, alertou por suas linhas o Padre Comblin: A América Latina mudou em trinta anos. De uma situação de opressão, passou para uma situação de exclusão. A população duplicou. Quase a metade da população migrou do campo para a cidade Porém, não sabe o que fazer na cidade. Acumulou-se uma imensa riqueza, mas concentrou-se numa minoria de privilegiados...A libertação torna-se, ao mesmo tempo, mais urgente e mais remota. Há trina anos tudo parecia simples. Agora tudo parece complexo. &lt;br /&gt;Chocado e inconsolável ao escutar algo que não queria ouvir, a resistência ao confronto das idéias, a visualização de uma amplificação de pautas de movimentos, fragmentação irretroativa, novos mundos, competição de organizações não-governamentais, rumo ao associativismo, as dívidas e as burocracias, avante o cooperativismo, resignado aguardando opções, agora são múltiplos sentidos, são muitos os livros, são gigantes demais as linhas que nos interne-teiam, comunicações atravessadas, Avalora e Cidade de Deus, são dos Lins, são tantas preocupações. &lt;br /&gt;Era a volta de Paêbirú ou a imersão nele, era necessário cair no mundo, visitar do Rio de Janeiro, Garanhuns, Salgueiro, Brasília, Palmas, Goiana, Itambé, São Paulo, Florianópolis, Conceição, Oriximiná, Macapá, Salvador e o voltar pelo Conde, sentar em Recife para depois retornar ao outro lar em João Pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário viver, para poder estudar, era preciso sentir para poder criar, era o desafio entre o técnico e o popular, a luta do lúdico e a firmeza em atuar, escutar mais para ter condições de falar e falar para não deixar de ser ouvido, era hora de scannear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma especialização em direitos humanos (CCHLA/CDH/UFPB) no ano de 2003, resolvi encarar um desafio, entrevistar padres ligados a questão da reforma agrária, queria entender de onde eu vinha, onde eu estava, para que lugar estava indo, com quem compartilho sonhos e sequer não são originalmente meus, seus ou deles, pois, encontrei “muita gente se arvora a ser Deus,e promete tanta coisa pro sertão, que vai dar um vestido pra Maria,e promete um roçado pro João, entra ano, sai ano, e nada vem, meu sertão continua ao deus-dará, mas se existe Jesus no firmamento, cá na terra isto tem que se acabar.”( Procissão de Luiz Gonzaga). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E buscando nas procissões, romarias, contatos e nas entrelinhas, conheci o Padre Comblin, o tal belga, que me colocou para pensar, então era hora de entrevistá-lo, quando encontrei aquela força de pessoa, apesar de ter mais de oitenta anos, um vivacidade iluminada que continuava a prestar assessoria a diversas entidades de formação de lideranças populares no Brasil, assim como orientação teológica a grupos no Nordeste, Brasil e América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padre Comblin se mostrou muito ativo fisicamente e mentalmente, demonstrando sempre uma viva critica ao modelo neo-globalizante, as empresas multinacionais, ao Partido dos Trabalhadores, a Igreja, perpassando em cada temática por análises das condições sociais, econômicas e políticas conjugas por as reflexões filosóficas e teológicas, impossível não perceber um refinado senso de humor e pessimismo esperançoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas últimas impressões, apenas quem teve a oportunidade de conhecê-lo pode dimensionar, apenas com as obras escritas, entrevistas e aulas em todo mundo, tais nuances podem passar despercebidas. Recordo que a entrevista durou duas horas e meia, porém tão rica quanto à entrevista foi cerca de uma hora em que conversamos com o gravador desligado, tomando suco e comendo biscoitos amanteigados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Comblin, ou Padre José Comblin , nasceu em Bruxelas na Bélgica no dia 22 de marco de 1923. Foi criado com valores rígidos e tradicionais da religião e da valorização do trabalho. Entrou no seminário em 1940 em Lovaina na Bélgica, estudando Ciências Biológicas e Filosofia até o ano de 1942. Em 1943 seguiu para o seminário São José em Malinas onde curso do I ao III ano de teologia; entre 1946 e 1950 cursou a Faculdade e Teologia em Lovaina, tornando-se Doutor em Teologia . Entre 1968 e 1972 começou a dar aulas no Equador, sendo professor de Teologia no Instituto Pastoral Latino Americano (IPLA); de 1971 e 1988 lecionou na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lovaina , sem dúvidas um dos maiores escritores da Teologia da Libertação no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco algumas das passagens que no ano de 2003/04 durante nosso contato consolidaram algumas questões na minha perspectiva de vida, assim como, aprendi a fazer as perguntas certas, ao invés de procurar a resposta, após 07/08 anos, sua capacidade profética é inquestionável: “Hoje em dia não se fala mais em transformação, até o PT se transformou em capitalista, não se imagina em transformação social, em alguns lugares se fala de reforma agrária, como na CPT, mas todo mundo sabe também que do outro lado o MST nunca vai fazer uma revolução contra Lula. O governo conseguiu congelar todos os segmentos sociais, então serão oito anos acabando com os movimentos sociais, é a mesma coisa quando abafam a Teologia da Libertação dentro da Igreja. A Teologia da Libertação também é afetada, é claro, por movimentos que se dizem nascer dela, mas não criam nenhum antagonismo social. Tudo assim de uma só vez dito parece confuso, mas tudo está o tempo todo acontecendo, assim também teremos o fim do latifundiário incompetente, por que vai ser engolido pelas industriais multinacionais que vão plantar muito milho e soja, todos transgênicos é claro. Tudo que falei é pensar na forma de situar e agir em longo prazo, a população vive hoje manipulada pela televisão, todos confundidos (...) Ainda hoje é a mesma coisa, pouca coisa mudou, ainda tem o latifúndio e não se fez a reforma agrária, e pelo visto ainda haverá por muitos anos. Veja bem aqui no Brasil, Lula já desistiu da reforma agrária e vai ficar sete anos sem fazer reforma agrária, depois no dia que todas as terras estiverem nas mãos de grande empresas multinacionais quem vai falar de reforma agrária na terra da soja? (...) Que Governo popular é este que no seu primeiro ano vai até DAVOS e diz exatamente o que aquelas  pessoas queriam escutar? Falou da fome, miséria, da ajuda internacional, não falou da mudança das estruturas financeiras, dos grandes esquemas de corrupção empresarial e no final chorou um pouco, você quer coisa que rico gosta mais do que ver gente chorando? Do PT eu acho que não se pode esperar nada, acho que vivemos nas trevas, no Brasil e no mundo. Mas eu espero uma aurora, de algum lugar tem que sair (risos) sempre saí, temos que agüentar, mesmo que muitos caiam e se convertam ao sistema vigente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que registrar nesse momento que os profetas não habitam mais as nossas vidas?Quais os ensinamentos dos segredos talhados por Sumé? O nome Sumé da pedra e da cidade que resistiu a Igreja Católica quando propôs e estimulou o uso do nome de São Tomé para apagar vestígios de uma “religião pagã”, a mesma religião da qual surge na Bélgica no começo do Século XX um teólogo que irá atravessar o atlântico para voicerar sua opção pelos pobres, sua radicalidade em palavras mansas e escritos provocantes, onde se encontram Comblin e Côrtes? Cada um de sua forma fez música, cada um do seu jeito produziu seguidores, cada um com sua imersão fantástica catalizaram e multimensionaram nossas pequenas vitórias, angústias e dúvidas, para uma largueza solidária e pulsante.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha trajetória consigo perceber, entender, relacionar, estimular na memória mesmo que com suas cargas emocionais estimuladas ao extremo que ainda temos tempo para ouvir músicas que nos transportam para outras dimensões, ler escritos que movem o senso comum para uma perplexidade perante o mundo e as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao José e ao Lula, muito obrigado pelas experiências compartilhadas, os segredos talhados nesse ser humano que não se contenta a ser o mesmo todos os dias, mas não perde sua folia e indignação, são pequenos Sumés e Avarzeados, saltitando nas virtualidades e ações de um paraibucano que um dia será letrado e musicará sua compreensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3026533130777570356?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3026533130777570356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3026533130777570356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3026533130777570356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3026533130777570356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2011/03/os-profetas-do-seculo-xx-no-nordeste.html' title='Os profetas do século XX no Nordeste: Comblin e Côrtes (José e Lula).'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-isM1IwUCZqE/TY_uCG2jlGI/AAAAAAAAAR4/0Px71DIZOtM/s72-c/DSCN1283.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-7874130811029792931</id><published>2011-01-24T18:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T18:58:36.462-08:00</updated><title type='text'>Maria saiu e voltou.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TT48DZhhtvI/AAAAAAAAARk/dka2-HbHTdc/s1600/DSC09720.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TT48DZhhtvI/AAAAAAAAARk/dka2-HbHTdc/s320/DSC09720.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565952218565293810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria saiu da esquina, pulou no assoalho: - É vivida!É vivida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do beco correu um segredo...O olho longo disparou o cílio postiço .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançá-la é tentativa sem sucesso maquinou o botão com seu casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiou e sussurrou: (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornou ao ventre... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Te aquieta Maria, te aquieta...ainda não é teu dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas mais um dia, uma conquista, daquelas que pulsam as vísceras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-7874130811029792931?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/7874130811029792931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=7874130811029792931' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7874130811029792931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7874130811029792931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2011/01/maria-saiu-e-voltou.html' title='Maria saiu e voltou.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TT48DZhhtvI/AAAAAAAAARk/dka2-HbHTdc/s72-c/DSC09720.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6283904020695392065</id><published>2010-11-21T07:09:00.001-08:00</published><updated>2010-11-21T07:11:47.778-08:00</updated><title type='text'>“A coisa aqui tá preta”: Uma rápida contribuição à construção da consciência histórica negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TOk2XNDHciI/AAAAAAAAARY/QVK--jxKqWs/s1600/Black-Panthers-18.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TOk2XNDHciI/AAAAAAAAARY/QVK--jxKqWs/s320/Black-Panthers-18.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542020588723728930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A coisa aqui tá preta”: Uma rápida contribuição à construção da consciência histórica negra - http://racismoambiental.net.br e/ou http://dignitatis-assessoria.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo F. (Nem tanto afrocentrado quando poderia, nem tão obcecado que não se permite escutar muito choro, samba e o rock ‘n´roll).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto em Homenagem as Crioulas e os Crioulos de Conceição (quilombo vivenciado nas alegrias e tristezas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1975, Chico Buarque lançou o LP “Meus Caros Amigos”, obra com músicas de extrema relevância política, entre elas “O que será? (À Flor da Pele)”, da qual o dueto com o amigo Milton Nascimento ainda é citado como uma das mais belas parcerias da música brasileira. No mesmo LP, músicas relevantes, como Mulheres de Atenas, Olhos nos Olhos, Vai Trabalhar, Vagabundo e Passaredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das “tabelinhas” do LP com Francis Hime, Chico Buarque compôs “Meu Caro Amigo”, que em uma das suas estrofes assevera que a coisa tá preta: “Aqui na terra ‘tão jogando futebol/Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll/Uns dias chove, noutros dias bate sol/Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta/Muita careta pra engolir a transação/E a gente tá engolindo cada sapo no caminho/E a gente vai se amando que, também, sem um carinho/Ninguém segura esse rojão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período histórico e político brasileiro, a Ditadura campeava sua enfurecida frente contra os grupos, partidos e movimento de esquerda, que em parte, entendiam que a única saída do processo ditatorial seria através da luta armada.&lt;br /&gt;Os militares, com o Poder Executivo nas mãos, criavam tipos penais através de Atos Institucionais, possuidores das rédeas eleitorais; promoviam o controle do Poder Legislativo; de quebra, através de nomeações e influência política, determinavam o funcionamento do Poder Judiciário e do Ministério Público. Por fim, utilizavam da mídia escrita e televisiva para transmitir à população brasileira os atos de terrorismo, de subversão, de anti-patriotismo e heréticos, praticados principalmente por jovens de diversas camadas sociais. Mera coincidência com o processo eleitoral no âmbito nacional em 2010?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda sorte, outras formas de resistências organizavam suas bases de atuação teórica e intervenção prática, ou melhor, re-organizavam de maneira mais orgânica a materialidade e subjetividades nas insurgências constituídas e sufocadas no período colonial, imperial e da República Velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articuladas pelo signo da identidade (étnica e/ou cultural), os povos originários e o movimento(s) negro(s) urbano entravam mais uma vez no cenário político nacional, posicionando-se enquanto primeiros movimentos sociais do Brasil, visto que as lutas dos indígenas e da população negra não eram/são prestigiadas na história oficial. Cotidianamente foram soterradas, e mesmo as vanguardas progressistas das esquerdas brasileiras não utilizavam os discursos, as práticas e/ou as potencialidades destes atores socais enquanto tentativa de compreensão de uma realidade brasileira diversificada. Esses silêncios políticos também aconteceram em relação ao movimento feminista e ao movimento LGBT (essa diversidade sequer era pautada). Ao que parece, essas linhas tênues estão sendo articuladas com algumas aproximações, estranhamentos e necessitando ampliar respeito à autonomia e diversidade das contribuições subversivas. De toda sorte, é notório que essas (re)leituras estão em prática e incomodam setores conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante à movimentação política dos/as negros/as, um dos baluartes é o Professor Abdias Nascimento, um dos responsáveis para a retomada do tema/expressão quilombo e da identidade negra em uma perspectiva local-internacional. As propostas de Abdias Nascimento não são apenas de vigor social, cultural e econômica, mas também inauguram no Brasil uma perspectiva que se diferenciava das leituras tradicionais das esquerdas brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdias Nascimento trouxe para o Brasil os debates enfrentados nos EUA, nos anos de 1960-1970, em torno das políticas de ações afirmativas, o pensamento de lideranças políticas e a postura dos Panteras Negras, assim como auxiliou a difundir o pan-africanismo enquanto perspectiva teórica e prática.&lt;br /&gt;O professor ainda foi diretamente responsável pela criação da Fundação Cultural Palmares, lançou a discussão em torno do Quilombismo/ Estado Quilombista e da integração entre o Brasil e África. As repercussões de suas leituras e perspectivas foram marcantes para que a militância negra que associasse em torno dos quilombos a sua representação simbólica de resistência, emergindo o nome de Zumbi e de Palmares enquanto elo vivo de pertencimento de África no Brasil. Não por acaso, o dia 20 de novembro (hoje) é o Dia da Consciência Negra – morte de Zumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento do Movimento Negro Unificado é um dos componentes históricos, no Brasil dos anos de 1970, importantíssimo para a (re)construção da identidade negra. Por justiça histórica, é importante sinalizar a Frente Negra Brasileira (1930), grupos de mobilização da Bahia (Ilê Ayê, Oludum e outros), escolas de samba no Rio de Janeiro, as nações de maracatu em Pernambuco, os grupos literários e os trabalhos acadêmicos realizados pela Escola Paulista de Sociologia entre os anos de 1950-1960, &lt;br /&gt;que também são inexoravelmente parte desse caldo cultural, acadêmico e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante destacar que pouco (apesar de uma melhora significativa nos últimos dez anos) se discute seriamente no Brasil tais nuances. Sempre essas temáticas estão contidas em uma dimensão econômica, conjuntural, estrutural, ideológica, que se apresenta diante da realidade enquanto maior e objetiva, diante do menor e meramente subjetivo. Óbvio que a dicotomia não é tão direta, nem se excluí o componente classe nessas relações. O que é necessário apresentar são as confluências e contradições de algumas assertivas deterministas de ambos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia ajuda sobremaneira em manter essa posição subalterna dos temas identitários, seja por puritanismo/ingenuidade (quando à discussão recai sobre as cotas é senso comum a aprovação destas para os “pobres” e não para os/as negros/as, indígenas e outros segmentos, que são em grande maioria componentes desta camada social excluída ou incluída em um modelo predatório de produção, consumo e sustentabilidade), modismos e/ou por tentativa de manter um espaço autoritário de construção do saber, sempre visceralmente ligada às tradições européias, onde a pretensão de estabelecer qualificações, conceitos, elementos e significados não conseguem apreender a diversidade e vigor do pensamento sul-sul. Desta forma, são desqualificadas teorias, reflexões e ações; são “denunciados” por não formar grupos não uniformes; apontados enquanto “rachados”, apolitizados, barganhadores por mero uso simbólico do poder nas estruturas governamentais etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falta de um maior discernimento das perspectivas alavancadas pelos movimentos culturais ou étnicos, pouco se demonstra que um impulso significativo para a viabilidade política e social do movimento negro foi o entendimento da questão de gênero dentro das suas singularidades. Milhares de mulheres negras atuam/atuaram em espaços políticos em virtude desta visão amplificada dos processos de formação de identidade. As nossas líderes de Conceição das Crioulas são a materialização desse vigor. A discussão de gênero ganhou muito mais destaque dentro da militância negra (vice-versa) do que em outros movimentos sociais (sindicatos, partidos e de luta pela reforma agrária).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Professor Abdias Nascimento, é imprescindível citar que o mesmo foi Deputado Federal e Senador, exerceu docência em Universidades brasileiras, americanas e européias, assim como foi um dos principais criadores do Teatro Experimental do Negro, que tinha como foco a representação do negro em processos de resistência social e afirmação étnica/racial, abordando, principalmente, os apenados do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação do Professor Abdias sempre foi pautada na urgência do passado em processos que possibilitassem a reconstrução de uma memória negra no presente, ou seja: “é urgente a necessidade do negro brasileiro recuperar memória, sistematicamente agredida pela estrutura de dominação ocidental – européia há quase 500 anos”(NASCIMENTO,1994).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As contribuições de Abdias Nascimento são designadas por uma categoria de análise-ação “pan-africanista nascimentista”, através do qual o pensamento global pan-africano toma outras dimensões em terras brasileiras e caribenhas.&lt;br /&gt;Enfim, somos mais “sabedores” e “saboreadores” da vida e obra de Chico Buarque do que de vários artistas e compositores negros/as de samba que influenciaram diretamente as formas de composição dos expoentes da MPB nos anos de 1920-1980. Nas narrativas dos movimentos sociais brasileiros, o movimento negro, feminista e dos indígenas ainda são categorizados enquanto novos movimentos (até pejorativamente de pós-modernos). Chico Buarque cravou em Meu Caro Amigo a expressão “a coisa aqui tá preta”.  A associação é sempre direta ao período da ditadura militar ou algo negativo no cotidiano. Porém, podemos interpretar “a coisa aqui tá preta” e nos posicionar vivenciadores de um momento muito rico na constituição da luta pela igualdade racial no Brasil. Conhecedores mais de Sartre, Foucault, Marx, Weber, Comte ou Maquiavel do que … pois é, a coisa ainda tem que ficar preta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6283904020695392065?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6283904020695392065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6283904020695392065' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6283904020695392065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6283904020695392065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/11/coisa-aqui-ta-preta-uma-rapida.html' title='“A coisa aqui tá preta”: Uma rápida contribuição à construção da consciência histórica negra'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TOk2XNDHciI/AAAAAAAAARY/QVK--jxKqWs/s72-c/Black-Panthers-18.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-7674634391997854347</id><published>2010-11-12T11:17:00.001-08:00</published><updated>2010-11-12T11:19:39.444-08:00</updated><title type='text'>Ano Internacional dos Afrodescendentes e o Racismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TN2TO2IG8pI/AAAAAAAAARQ/ngxR2ENuY4Y/s1600/africano-homem-negocios-olhar-saida-%257E-er524.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TN2TO2IG8pI/AAAAAAAAARQ/ngxR2ENuY4Y/s320/africano-homem-negocios-olhar-saida-%257E-er524.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538744999992554130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil 2011: Estado festejará Ano Internacional dos Afrodescendentes distribuindo livro racista nas escolas&lt;br /&gt;enviado por - Web Site - www.leliagonzalez.org.br&lt;br /&gt;                                                                             Eliane Cavalleiro*&lt;br /&gt;                                                                  Doutora em Educação – USP&lt;br /&gt;                                              Docente na Faculdade de Educação - UNB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    A sociedade competitiva e os preconceitos geram uma violência que deve ser combatida pela escola. Ensinar a viver juntos é fundamental, conhecendo antes a si mesmo para depois conhecer e respeitar o outro na sua diversidade. A melhor maneira de resolver os conflitos é proporcionar formas de buscar projetos e objetivos em comum, através da cooperação, pois assim ao invés de confrontar forças opostas, soma-se a diversidade para fortalecer as construções coletivas (Jacques Delors, UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          De acordo com Delors, a transmissão de conhecimento sobre a diversidade humana, bem como a tomada de consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta constituem fundamentos da educação. Entretanto, às vésperas do Ano Internacional dos Afrodescendentes, o Ministério da Educação do Brasil rejeita consideração do Conselho Nacional de Educação, que atento às Leis que regem a Educação Nacional, pondera sobre a distribuição do livro de literatura infantil Caçadas de Pedrinho (1), de Monteiro Lobato, que, originalmente publicado no ano de 1933, difunde visão estereotipada sobre o negro e o universo africano, apresentando personagens negras subservientes, pouco inteligentes, até mesmo aludindo a animais como o macaco e o urubu quando se referem à personagem negra, como no trecho: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Os movimentos sociais negros há tempos reivindicam ação substantiva por parte do Estado brasileiro em políticas públicas para a educação das relações étnico-raciais. Os movimentos sociais brancos e a elite, por sua vez, recusam toda e qualquer medida que visa combater o racismo e seus derivados na sociedade brasileira. Por sua vez, identificam-se setores progressistas da sociedade que lutam pelos direitos humanos, direitos das mulheres, gays e indígenas, mas que infelizmente se calam diante da luta antirracista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Na questão em debate, de maneira previsível, debocham da pesquisadora e professora universitária e conselheira do CNE Nilma Lino Gomes, responsável maior pelo parecer, que possui formação intelectual que não fica atrás de nossa elite branca, uma vez que possui doutorado pela Universidade de São Paulo e Pós-Doutorado na Universidade de Coimbra, sob orientação de um dos maiores nomes da intelectualidade atual, a saber, Boaventura de Sousa Santos. Mesmo com esse histórico intelectual, ela tem sido vista pelos racistas de plantão como incompetente e racista ao inverso. Isso somente reforça a obsessão pela continuidade da estrutura racista em nossa sociedade. Sobre o autor, Monteiro Lobato, nascido no século XIX, eugenista convicto, diz-se apenas ser uma referencia clássica. Certamente uma clássica escolha da elite nacional, que do alto de sua arrogância e prepotência acredita que seus eleitos sejam intocáveis e não passíveis de qualquer crítica e consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O MEC tem o dever de combater qualquer tipo de situação discriminatória para qualquer grupo racial. Assim, o que deve ganhar nossa atenção nessa contenda é o fato de que mesmo o edital do PNBE/2010, estabelecido pelo MEC/FNDE, ter traçado como objetivo a “Observância de princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convívio social republicano” e ter estabelecido, conforme anexo III do referido edital, que “Serão excluídas as obras que: 1.3.1. veicularem estereótipos e preconceitos de condição social, regional, étnico- racial, de gênero, de orientação sexual, de idade”, temos um ministro que defende a distribuição irrestrita do livro por compreendê-lo como adequado para a educação de crianças em pleno processo de socialização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Considerando que os doutos e doutas que administram o MEC leram Jaques Delors, Paulo Freire, Edgar Morin e tantos outros que adoram citar, não se pode alegar ingenuidade por parte da equipe diretiva do MEC, que aceitou parecer favorável à compra e à distribuição desse livro nas escolas públicas, cujo conteúdo fere o próprio edital por eles instituído. O que deve tomar o centro dessa discussão é o fato de o MEC anunciar uma política que vai ao encontro do disposto nas leis e também das reivindicações dos movimentos negros organizados, em nível nacional e internacional, mas na prática permitir o descumprimento de seu edital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Ao ferir o edital, o próprio MEC abre precedente para que as editoras, cujas obras tenham sido excluídas por veicularem estereótipos, reivindiquem também a distribuição dos livros excluídos.  Por que somente Lobato com estereótipo racial? Que tal o MEC também distribuir literatura sexista? Que tal textos com manifestações anti-semitas?  Será que assim a  sociedade se incomodaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Mas, por enquanto, mais uma vez magistralmente setores conservadores e/ou tranquilos com as consequências da discriminação racial nesta sociedade buscam inverter a discussão, de modo a que o maior problema passe a ser o tal “o racismo ao revés e a radicalidade dos movimentos negros”, e joga-se para debaixo do tapete o que deveria ser o centro da análise: o esfacelamento dos objetivos de combater a disseminação de estereótipos e preconceitos na política do PNBE, MEC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Sejamos de fato coerentes e anti-racistas, reconheçamos a não-observação aos critérios do estabelecidos no Edital do PNBE/2010, insistamos na pergunta e exijamos do MEC uma pronta resposta: o que de fato ele tem realizado, quanto tem investido e qual a consistência e a efetividade de suas realizações, sobretudo em comparação com o que tem investido nas demais questões ligadas à diversidade e aos grupos historicamente discriminados? Dos livros selecionados pelo PNBE 2010, quantos favorecem a educação das relações de gênero? Quantos promovem o conhecimento positivo sobre a história e cultura dos povos indígenas?  Se o MEC tivesse respeito por nós, seríamos informados sobre o cumprimento das metas para a implementação do artigo 26ª da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) (Lei n. 9394/96), que se refere à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras, indo ao encontro de tratados internacionais como a Convenção Contra a Discriminação na Educação (1960) e o Plano de Ação decorrente da III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerância Correlata (2001), ambos sob os auspícios da Unesco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em 17 de abril de 2008, em entrevista à Agência Brasil, apos receber críticas sobre o retrocesso nas políticas para o combate ao racismo, o diretor do Departamento de Educação para Diversidade e Cidadania do MEC, Armênio Schmidt, confirmou a suspensão da distribuição de material didático e de ações de formação de professores na área étnico-racial em 2007. Segundo ele, a interrupção, apenas externa, nas ações voltadas à questão racial ocorreu por causa das mudanças no sistema de financiamento do MEC. Para o diretor tal suspensão se justificava pelo fato de o MEC estar, em 2007, “construindo uma nova forma de indução de políticas, de relação com estados e municípios, que foi o Programa de Ações Articuladas”. Para ele: “Durante [aquele] ano ... [2007] realmente não houve publicações e formação de professores. Mas, na nossa avaliação, não houve um retrocesso, porque isso vai possibilitar uma nova alavanca na questão da Lei [10.639]. Agora estados e municípios vão poder solicitar a formação de professores na sua rede, e o MEC vai produzir mais publicações e em maior número”(2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em 2010, além de não percebermos o fortalecimento da política, tampouco a retomada das publicações e uma consistente e sistemática formação de professores, flagramos o MEC permitindo a participação de livro cujo conteúdo veicula estereótipos e preconceitos contra o negro e o universo africano, constituindo assim flagrante inobservância das normas estabelecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O atual presidente Lula, em seu começo de mandato, evidenciou, no campo da educação, a importância do combate ao racismo, promulgando a Lei 10.639/03, que, como já mencionado, alterou a LDB, tornando obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras na Educação Básica. Tal alteração contou com a pronta atenção do CNE, que, sob responsabilidade da conselheira Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, elaborou as Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino das Relações Étnico-Raciais e de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (CNE/CP 3/2004), cuja homologação foi assinada pelo então ministro da Educação, Tarso Genro. Contudo, embora conte com 83% de aprovação por parte da população e tenha ao longo de seu mandato visitado várias vezes o continente africano e discursado eloquentemente sobre a necessidade de reconhecimento do valor dos afrodescendentes na formação de nosso Estado Nacional, ele encerra seu mandato permitindo  um declínio acentuado na elaboração e na implementação de políticas anti-racistas no campo da educação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Se em 2003 podíamos reconhecer, ainda que timidamente, o fato de o combate ao racismo fazer parte da agenda política brasileira; em 2010, devemos denunciar o descompromisso com essa luta. Descompromisso que pode ser percebido pela redução acentuada do orçamento para a educação das relações raciais, pelo enxugamento da equipe de trabalho da Coordenação Geral de Diversidade e Inclusão Educacional/SECAD/MEC, responsável pela implementação das ações de diversidade étnico-racial. Ainda vale ressaltar que houve a retirada do portal de diversidade da rede do MEC; a interrupção de publicações sobre o tema para a formação de profissionais da educação, pelo frágil apoio que das secretarias de educação para o cumprimento do proposto no parecer CNE/CP 3/2004. Essas constituem algumas referências negativas, entre várias outras apontadas pelos estudos sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nós negros, cidadãs e cidadãos, que trabalhamos duramente longos anos para a eleição do presidente Lula esperávamos mais. Esperávamos mais tanto do presidente quanto da sua equipe executiva que administra a educação brasileira. Esperávamos minimamente que ao longo desses anos a equipe tivesse compreendido o alcance e o impacto do racismo em nossa sociedade. Esperávamos que eles, respeitando os princípios de justiça social, independentemente dos grupos no poder, emitissem manifestações veementes pelo combate ao racismo na educação. Pelo visto as promessas de parcerias e acolhimento das nossas considerações eram falsas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O que temos como resposta, para além do silêncio de toda Secretaria de Educação, Alfabetização e Diversidade, é o posicionamento por parte do ministro, que não vê racismo na obra, colocando-se favorável à sua distribuição irrestrita, que, em companhia de outros elementos no cotidiano escolar, sabemos, contribuirá para a formação de novos indivíduos racistas, como já se fez no passado. Sem dúvida, o discurso do ministro mostra-se engajado com sua própria raça, classe e gênero. O mais irônico é saber que em pleno século XXI o Brasil será visto como um país que avança na economia e retrocede nos direitos humanos da população negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Muitos admiram Monteiro Lobato. Eu admiro Luiz Gama que se valeu das páginas da imprensa em defesa da liberdade dos escravizados e disse, sintetizando nossa ainda atual resistência cotidiana: “Em verdade vos digo aqui, afrontando a lei, que todo o escravo que assassina o seu senhor, pratica um ato de legítima defesa”. O conhecimento é a arma que dispomos para lutar pela defesa de nossa história, nossa existência, bem como do futuro de nossos filhos e filhas. Essa é uma luta desigual, portanto desonesta. Mas ainda que muitos queiram nosso silêncio, seguiremos lutando e denunciando essa forma perversa de racismo que perdura na sociedade brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Tal obra foi selecionada pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola/2010, que objetiva a “seleção de obras de apoio pedagógico destinadas a subsidiar teórica e metodologicamente os docentes no desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem nos respectivos campos disciplinares, áreas do conhecimento e etapas/modalidades da educação básica” (Brasil. Edital PNBE 2010. Brasília: MEC/FNDE, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Agência Brasil. Pesquisadora aponta retrocesso na política de combate ao racismo nas escolas. Disponível em:&lt;br /&gt;http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=216721&amp;modulo=450 . Acessado em: novembro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-7674634391997854347?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/7674634391997854347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=7674634391997854347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7674634391997854347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7674634391997854347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/11/ano-internacional-dos-afrodescendentes.html' title='Ano Internacional dos Afrodescendentes e o Racismo'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TN2TO2IG8pI/AAAAAAAAARQ/ngxR2ENuY4Y/s72-c/africano-homem-negocios-olhar-saida-%257E-er524.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6839295253702325744</id><published>2010-10-27T08:04:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T08:07:19.763-07:00</updated><title type='text'>O Voto em Dilma é oPTar – O Ringue e O(s) Espaço(s).</title><content type='html'>O Voto em Dilma é oPTar – O Ringue e O(s) Espaço(s). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo F. de Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“é lícito dizer que o futuro são muitos; e resultarão de arranjos diferentes, segundo nosso grau de consciência, entre o reino das possibilidades e o reino da vontade. É assim que iniciativas serão articuladas e obstáculos serão superados, permitindo contrariar a força das estruturas dominantes, sejam elas presentes ou herdadas”. Milton Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas questões povoam nos últimos dias as redes sociais, reuniões de grupos políticos, mesas de bares, mídia nacional (também contra-hegemônica) e bastidores partidários, dentro dessas temáticas aparecem discussões sobre a questão de gênero, orientação sexual, religiosidade, Estado Laico, modelo de desenvolvimento econômico, privatizações, corrupção, baixarias eleitorais, conquistas sociais, cooptação pelo Estado, pragmatismo eleitoral, projeto popular, correlação de forças, messianismo eleitoreiro, (re)alinhamento progressista, recrudescimento de posturas retrogradas e conservadoras, entre outros assuntos tão caros quanto estes a democracia e ao projeto de nação em conturbada construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, duas análises despertaram minha atenção, a primeira provocada pelo Professor e Historiador Durval Muniz, texto intitulado “Dois Projetos Radicalmente Diferentes” divulgado pelo Blog do GT Racismo Ambiental em 17 de outubro de 2010. Em síntese, o texto não apresenta os programas políticos enquanto totalmente opostos, mas, RADICALMENTE opostos na sua raiz, no seu nascedouro e nas dimensões políticas, econômicas e sociais que permitem ou não uma articulação e compreensão das forças sociais que no campo das estruturas constituem paradigmas iniciais de rompimento com velhos mecanismos de controle, opressão e alienação; considera o autor, que as novas dimensões e problematizações das funções do Estado, do papel da economia, da academia, da sociedade e dos partidos políticos são constituídos e disputados em vários processos concorrentes, dialéticos e não lineares.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda percepção, não advém de textos, debates na televisão, propaganda eleitoral, manifestos, cartas, apoio de juristas, defesa dos reitores da Universidade Pública, representações de classe, organizações não-governamentais ou de outras considerações materiais trazidas em prol da candidatura Dilma. Também não são cristalizados em dados estatísticos sociais e econômicos, visto que, esses dados são irrefutáveis quando comparam FHC/SERRA versus LULA/DILMA, tais elementos compõem no momento eleitoral as nossas bagagens e argumentos para a defesa do voto em Dilma “para o Brasil seguir mudando”, o que seria suficiente para a opção entre as legendas e/ou candidatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa segunda perspectiva decorre diretamente da relação do tempo vivido pela recém democracia brasileira e as condições históricas de superação das contradições estruturais, “De um lado esse carnaval, do outro a fome total...”. Sobre estes processos é que iremos aprofundar algumas análises no Ringue e no(s) Espaço(s).     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Ringue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado direito do ringue eleitoral, temos o PSDB, o DEM, a Rede GLOBO, a BAND, a Revista VEJA, grupos religiosos conservadores, empresariado internacional do capital especulativo, agronegócio, bancada ruralista, privatistas e personalidades do gabarito de Reinaldo Azevedo, Agripino Maia, Arnaldo Jabor e outros, os quais apenas recebem a denominação sutil de liberais da direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda deste lado do ringue, e para além do ringue, na torcida ferrenha, em dimensão mais à direita, galopa uma ordem discursiva e ativa, em um processo de ressurgimento, que posiciona novamente no cenário político nacional a Tradição, Família e Propriedade (TFP), percebam que a TFP não é a Bancada Ruralista que sofreu nas eleições proporcionais uma derrota quantitativa, mas manteve seu núcleo duro e devem conquistar aliados rapidamente, estamos falando da TPF, o mais perigoso agrupamento coletivo da história do Brasil, perto da TFP, os denominados liberais da direita são crianças em processo de iniciação fascista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TFP representa uma posição mais orgânica e viva em nosso país de setores de extrema-direita (sutileza ao dobro), revestida de uma roupagem nacionalista, armamentista e cristã, sob as vestes do discurso de “Ordem e Progresso”, tem sua raiz exponencial na recente história brasileira, na “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” de 02 de Abril de 1964, ato político-religioso de salvação da sociedade fadada ao “comunismo” e ao desvirtuamento moral e religioso, naquele momento estava em jogo às reformas de base anunciadas por João Goulart em discurso proferido em 13 de março do mesmo ano, entre elas a Reforma Agrária, o resto da história todos nós sabemos e outros fingem que não lembram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do ringue, no lado esquerdo, o PT, seus aliados estratégicos, militantes históricos, projeto de governabilidade, dificuldades em formar uma hegemonia política, contradições partidárias – que sempre foram abertas ao público em geral, por ser sem dúvida o partido mais democrático do Brasil - somando-se a isso, figuras que não gostamos de ver no exercício do poder, porém, continuam margeando a política nacional, por fisiologismo e atração instantânea ao convívio do lado vitorioso nos pleitos eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De toda sorte, não podemos esquecer que dentro dessa diversidade no canto esquerdo do ringue, existem os movimentos sociais, de diversas origens nas lutas populares e concepções ideológicas, setores de partidos políticos, sindicatos, associações, grupos comunitários e movimentos de base, que não se furtam ao debate das idéias e das alternativas para construção de projetos populares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo espaço, existem setores das Igrejas Cristãs que compreendem a dimensão histórica das transformações sociais, buscando o diálogo e a opção pelos pobres, religiões de matriz africana, grupos de docentes e discentes vinculados a pesquisa/extensão e ensino críticos, além de grupos/pessoas que não possuem religião, partido, posição visceral com movimentos ou outras articulações coletivas, porém, constituem nesse momento eleitoral posições diretas e consistentes na argumentação de sua opção eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos ainda neste lado do ringue, jornalistas out sidders com atuação principal na mídia virtual, redes feministas, grupos de combate à homofobia, movimentos de luta pela moradia com serviços prestados com/para a classe trabalhadora, são visíveis grupos e movimentos de apoio e assessoria em defesa da reforma agrária, militantes das concepções do modelo de desenvolvimento rural e ambiental alternativos, educadores/as populares, juristas progressistas, defensores/as de direitos humanos e formadores/as de opinião crítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários desses atores sociais estão ocupando da centralidade até a esquerda do ringue, todos/as observam a dimensão conjuntural do que está em jogo no 2° turno e saem das suas posições de resfriamento militante político partidário e assumem este lado do ringue para a disputa no dia 31 de outubro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O(s) Espaço(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um dos maiores intelectuais do Brasil - o geógrafo Milton Santos - o espaço é: lugar de atuação. Atuação para o mestre é comportamento orientado que se dá em situações e que envolve um esforço ou uma movimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha nesse segundo turno demanda compreensão do espaço e da atuação, exige compromisso histórico com os avanços, com a visualização das contradições, assim como, superação da ingenuidade conciliatória. Transcendem as amarguras pessoais, e assumem uma dimensão propositiva em face das dinâmicas das classes trabalhadoras e dos grupos vulneráveis, com a intenção de superação às múltiplas opressões cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Compreende-se que esse espaço/atuação momentâneo eleitoral também serve para os (re)encontros, o olhar maduro e cansado repousa, procura no rosto jovial e renovador sua própria força interna, na via dialógica, as novas expressões amplificam os compromissos e aguçam seu poder de criticidade, em situações como essas os encontros das gerações trazem novas aproximações e pautas políticas que serão norteadoras de novas/velhas batalhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo, que existe uma posição neutra apresentada por outras dimensões das esquerdas no Brasil, é compreensível. Não cabe nesse instante apontar quais são todas as perspectivas que levam a esse posicionamento, porém, é importante observar que neutralidade é algo que não existe, e do outro lado do ringue não há desistências tão significativas, como citado anteriormente, o que se vislumbra é o aumento do discurso da intolerância às diferenças e a nítida percepção da necessidade de sufocar qualquer foco de transformação ou mudança na centralidade elitista da convivência democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprescindível, pois, que sob pena de uma inodora postura perante temas relevantes citados no começo e durante esse texto, assim como, abordado por vários articulistas e comentadores das ruas, praças, missas, salas de aulas e afins, que ao perceber as circunstâncias eleitorais que estamos vivenciando é imprescindível tomar uma posição e proteger suas preferências políticas eleitorais, como alerta Gramsci: "Indiferença é apatia, parasitismo, covardia. Não é vida...Vivo, sou militante. Por isso, detesto quem não toma partido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a responsabilidade política e crítica (não idealista ou deslumbrada em relação ao processo eleitoral) de sinalizar que não estamos lidando com grupelhos de blogs, revistas ou pessoas que transitam diariamente pelas ruas com seu senso comum, não estamos em uma mesa do bar, almoço do domingo ou em escritórios com amigos/as, colegas e companheiros/as divagando sobre as (im)precisões do destino, o espaço é outro, são outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não é plenária final de encontro sindical, apresentação de tese partidária, disputa em conferências temáticas, não estamos na defesa de uma tese acadêmica, no qual a discussão da intelectualidade (ocidental) transita por diálogos com Freud, Marx, e/ou Foucault, idealizando suas práticas a partir de teorias que não superam ou constituem o real, e em nada nesses últimos momentos eleitorais interessam tanto, é óbvio que todo esse acúmulo neste momento, deve ser revertido em dimensões que advertem, contextualizam, apontam dilemas, criam dimensões e percepções, e no momento atual essa vitalidade deve perceber a expansão/reestruturação das universidades, dos cursos técnicos, dos incentivos para mestrado/doutorado, das bolsas de iniciação científica, a constituição de um orçamento universitário para projetos de extensão, articulações com instituições de ensino/pesquisa de várias partes do mundo, atuação solidária com populações e grupos vulneráveis, entre outras atuações demonstram qual posição devemos tomar para que possamos seguir mudando, atuando nesses espaços, nesse momento é necessário comportamento orientado, envolvimento e esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Voto em Dilma é oPTar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante da TPF, do DEM e de outros, de agentes que jogam sujo e pesado contra os direitos humanos, atacam projetos de transformação da sociedade e do Estado, estabelecem frentes em bloco contra aberturas de perspectivas da radical democracia; do lado direito do ringue, eles trabalham diariamente em seus gabinetes contra os necessários diálogos entre setores sociais e o Estado, sabotam campanhas salariais, desfilam projetos de lei contra a autonomia dos povos, orquestram repasses orçamentários que inviabilizam a execução pela máquina pública, enfim, mobilizam e utilizam o judiciário para refreamento de conquistas sociais, econômicas, sociais e culturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voracidade por poder dos setores à direita do ringue encontra sua maior expressão na criminalização contínua de movimentos sociais, na defesa de uma conduta social policialesca e de uma naturalização das violações a todas as dimensões da dignidade humana, observem, que o discurso de recrudescimento nunca esteve tão forte, contra isso tudo é votar em Dilma, é oPTar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do ponto de vista concreto e cotidiano o período de FHC - PSDB/DEM representaram explosão no número de prisões arbitrárias, esquemas de escutas clandestinas pela Polícia (o Estado brasileiro acabou de ser condenado por uma delas na OEA), números alarmantes de reintegrações de posse (rural e urbana), a posição do Estado em sua governabilidade administrativa estavam todas nas mãos de pessoas e grupos indicadas pela elite econômica e política do país, era visível a omissão, falta de alternativas políticas, técnicas e jurídicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do gabinete da presidência o controle das ações e reflexões dos movimentos sociais eram monitorados, um dos últimos atos de FHC no ano de 2002, foi a promulgação de uma Medida Provisória que colocava a administração pública na impossibilidade de vistoriar e desapropriar terras ocupadas por movimentos sociais, mesmo que a propriedade não cumprissem sua função social, enquanto alternativa, os grupos do campo, iniciaram ocupações em terras produtivas, com a finalidade de sinalizar áreas que não cumpriam os preceitos constitucionais e possibilitassem a negociação sem paralisação dos processos administrativos, o conluio com a mídia fez com que os atos políticos, fossem transformados em espetáculos contra a “Ordem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elite latifundiária com a vitória de Lula (PT) em 2002 e começo do Governo em 2003 rearticularam seus contatos (dentro e fora do Estado) ameaçaram funcionários de carreira, mataram trabalhadores/as rurais, aumentaram as intimidações por meio de estratégias ligadas a uma mídia hegemônica (que não representa a liberdade de imprensa, mas apenas liberdade de empresas), durante esses anos turbulentos, proporcionaram mudanças de última hora em relatórios de CPMIs, entraram com ações diretas de inconstitucionalidade contra direitos quilombolas, federalização dos crimes contra os direitos humanos e promoveram resoluções de conflitos efetuadas por meio de milícias particulares contratadas sob o argumento de "Paz no Campo". &lt;br /&gt;Nesse mesmo período, voltaram à cena política do Brasil as comunidades quilombolas, de Palmares imortal até a Família Silva atual (quilombo urbano em Porto Alegre) que trouxeram um desconforto dessas elites, pois, expõe o enfrentamento diário com nossa história racista, individualista e jesuítica, nos últimos anos, foi (re)apresentado um campo e uma cidade que não estavam com suas relações definidas, quilombolas, sem-terra, sem-teto, assentados/as, terreiros, indígenas e outros grupos tradicionais pulsam nas suas formas de re-articular as pressões contra/com e para o Estado, oPTar por esses grupos em suas vastas dimensões é votar em Dilma.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No INCRA/PE neste mesmo período (2003), durante uma reunião ainda era possível escutar de um latifundiário: "Se nem Geisel que era alguém da minha amizade, me convenceu a ceder terras para o Exército, imagina se para um protelariado, semi-analfabeto, irei permitir isso, mato todos eles e quem estiver apoiando...”.&lt;br /&gt;Nessas terras que nem Geisel tocava, parte do latifúndio foi golpeado, as terras foram desapropriadas dentro do jogo “inventado” para não funcionar, o proletário assinou o decreto e nem o judiciário mais conservador conseguiu escapar de sua própria armadilha legalista,  atualmente, vivem centenas de famílias assentadas, caso resolvido, não, falta muita coisa para que as famílias conquistem uma dignidade plena, porém, ninguém esquecerá na história da Reforma Agrária do Brasil o Caso Engenho Prado/PE, principalmente o latifúndio, pois, o nome dado ao Assentamento foi Chico Mendes, por aqui e por lá, do norte ao sul do país, esse nome aponta transformação, indignação e luta contínua, canta o outro Chico (Buarque) na letra da música Assentamento: “Quando eu morrer cansado de guerra, morro de bem com minha terra (...)onde só o vento se semeava outrora, amplidão, nação, sertão sem fim, Manuel, Miguilim, vamos embora...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos na Bolívia, Colômbia, Venezuela, Cuba ou EUA, mas tais relações estão em jogo nas eleições e suas encruzilhadas internacionais também, nesse momento, vários companheiros/as e irmãos/as da América Latina e em África aguardam nossa posição interna e quais serão as nossas relações no cenário geopolítico, nessas condições, por autonomia, soberania e diplomacia constituída com base no diálogo, o voto é em Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É visível que os últimos 08 anos proporcionaram a migração de votos clientelistas, do coronelismo ou da roupagem moderna com práticas antigas que impulsionaram durante vários anos no cenário nacional figuras como Marco Maciel (depois de 40 anos não está em lugar algum da política!), Jarbas Vasconcelos, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati, Fernando Collor e outros, pelo menos por enquanto, estão fora dos holofotes, no intuito de escrever e ratificar essas novas histórias, é importante oPTar por Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O MST, a CONTAG, a CPT, o MAB, a VIA CAMPESINA e até o RAGE AGAINST THE MACHINE, Dalmo Dallari, Marilena Chauí e centenas de juristas, filósofos, sociólogos, Reitores e professore/as das IE´s do Brasil, artistas, pequenos produtores, populares, comerciantes, profissionais da saúde, professores/as da rede pública, sindicatos de classe, redes feministas, movimento BGLTTT, Movimento Negro dentro de sua diversidade, quilombolas, ciganos, a Central Única dos Trabalhadores, entre outros, estão com Dilma e porque não oPTar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estão equivocados, cooptados, não possuem legitimidade de discutir projetos populares de transformação social? Não é válido querer derrotar no ringue que foi montado pela e para a direita, fazer mais uma vez tremer o chão? Fazer parte desse processo, do espaço em continuidade histórica, política, social e cultural não é válido? Esses grupos, não estão errados ou equivocados, não são todos aliados históricos do PT, entre eles existem divergências profundas, porém, não quedam silentes nos desafios e na luta contra um projeto de país no qual eles não cabem sequer enquanto grupos de reivindicação democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Somos nesse período a mulher Dilma, o contra-projeto tucanesco e dos demos (da TPF), somos as lutas e as bandeiras emancipatórias. Antigamente tinha um slogan/adesivo do PT que era oPTei, é hora novamente de oPTar! Para seguir mudando o Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6839295253702325744?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6839295253702325744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6839295253702325744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6839295253702325744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6839295253702325744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/10/o-voto-em-dilma-e-optar-o-ringue-e-os.html' title='O Voto em Dilma é oPTar – O Ringue e O(s) Espaço(s).'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-4430032904122816996</id><published>2010-10-17T17:23:00.002-07:00</published><updated>2010-10-17T17:24:44.770-07:00</updated><title type='text'>Dois Projetos Radicalmente Diferentes.</title><content type='html'>Dois Projetos Radicalmente Diferentes&lt;br /&gt;Por racismoambiental, 17/10/2010 21:31&lt;br /&gt;Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.&lt;br /&gt;Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos (o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, a Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países. Na crítica à política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso); uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de por em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens (com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este silêncio poderá custar caro à muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres. Ainda está em tempo de romperem o silêncio!); uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalharem em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentira mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não vou perder meu tempo discutindo com vocês, que até agora não vomitaram e ainda continuam convictos do voto em Serra, argumentos de enorme racionalidade para não se votar em Dilma como: ela é um poste, ela matará criancinhas (repaginação sofisticada por Mônica Serra, como costuma ser toda repaginação de quem veste Daslu, a honesta Daslu, de conhecido enunciado anticomunista), ela roubou um banco, ela é assassina, ela vai fechar as igrejas, ela acabará com a liberdade de imprensa e outros argumentos ainda mais sofisticados como: “eu não fui com a cara dela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por respeito a vocês todos que acho não seriam capazes de acreditar nestas baboseiras, passo a tratar de uma única justificativa que me pareceu racional, apresentada para o voto em Serra: o sucesso do governo Lula, que todos admitem, até mesmo o candidato Serra que subiu na sua garupa em plena propaganda eleitoral gratuita, teria se dado por este continuar o modelo de gestão perfeito e vitorioso do príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso (há longo email na internet defendendo este ponto de vista racional e respeitável), embora este tenha sido escondido sistematicamente das campanhas do PSDB desde que deixou a presidência seguido de um sentimento de alívio nacional e já vai tarde na maioria de corações e mentes, até nos de muitos dos que hoje esquecidos ou arrependidos tentam salvar o seu legado e resolvem votar em seu candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou historiador, e este profissional tem como ofício ir ao passado para justamente olharmos o presente de outra perspectiva, vou lançar mão de alguns traços da história do pensamento econômico no Brasil para tentar convencê-los de que no dia 31 de outubro estarão em confronto dois projetos radicalmente diferentes de país, duas maneiras distintas de interpretar e entender a sociedade brasileira, sua história, sua dinâmica econômica e social, formas radicalmente distintas de pensar a inserção do Brasil no capitalismo globalizado, nas relações internacionais, formas distintas de pensar a dinâmica do desenvolvimento e o papel que o Estado e as distintas classes e grupos sociais desempenharão neste processo. E quando digo ser radical é justamente porque, como sabemos, radical é algo que se dá desde as raízes, desde suas matrizes teóricas e políticas. Pretendo mostrar que Serra e Dilma representam projetos bastante distintos para o país, porque PSDB e PT representam formulações teóricas distintas da realidade brasileira. Como estamos diante de dois candidatos que não despertam muitas paixões, talvez possamos ter discussões mais racionais, desde que se esteja disposto a se explicitar o projeto que cada um representa (além de representar sua enorme ambição pessoal, seu projeto de ser Presidente da República, de fazer parte da galeria de nossos Presidentes, sonho que ele já realizou pelo menos na propaganda eleitoral e espero que só lá, Serra representa um projeto de governo que não pode explicitar, que não pode revelar sob pena de não ser eleito, por isso ele protocolou como programa de governo no TSE um discurso, mesmo assim tendo a candidatura deferida: por lá também os amores serristas parecem ter se intensificado, até com trocas de telefonemas amáveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos o jeito PSDB de governar temos que entender as matrizes teóricas que sustentam suas ações. É inegável que o intelectual orgânico, para usar um conceito caro a Gramsci, deste partido é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual respeitado mundialmente. Emir Sader já perguntou perplexo uma vez: o que pensa o Serra? Ninguém sabe, ninguém viu. O hoje elevado a condição de elite das elites, o guia das “massas cheirosas” segundo a Catanhede, que se saiba nunca teria concluído os cursos de graduação que diz ter e sua Tese de Doutorado, da qual voltarei a falar, anda desaparecida da única biblioteca em que está depositada (por que será que o vaidoso Serra nunca traduziu e trouxe a lume sua obra máxima?). Ele passou oito anos no governo FHC, exercendo diferentes cargos, sempre aparecendo na mídia como estando à esquerda no partido, como crítico de Malan, como alguém que criticara o Plano Real, mas jamais escreveu algo sobre isto e no governo permaneceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gestor de mandatos nunca concluídos, não foi capaz de imaginar uma política pública, um programa de governo que possa se dizer original e criativo, se notabilizando mais por desmontar e destruir o que vinha sendo feito antes, até mesmo pelo seu companheiro de partido Geraldo Alckmin (pensem nisso amigos queridos, se duvidarem de mim, pesquisem sobre o desmonte dos programas sociais e educacionais deixados pela Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo). Não é preciso dizer dos inúmeros prêmios internacionais recebidos por diferentes gestões do Partido dos Trabalhadores em municípios, Estados e agora nos dois governos Lula por imaginar e criar inovadoras políticas públicas (se duvidarem pesquisem, só o Presidente Lula já ganhou até agora mais de duzentos prêmios internacionais, há um site não nacional que se dá o trabalho de arrolá-los todos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como dizia é no pensamento de FHC que devemos buscar as raízes das propostas pessedebistas para o país. É na Teoria da Dependência, da qual Fernando Henrique foi um de seus formuladores, notadamente na corrente chamada de weberiana, que rivalizava com a chamada corrente marxista encabeçada por Theotônio dos Santos e Ruy Mauro Marini, que devemos buscar o entendimento de como o PSDB vê o país e seu povo, inclusive sua classe empresarial, já que, como sabemos, Cardoso se dedicou a fazer uma sociologia do empresariado brasileiro, de seu comportamento e pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria da Dependência surge no início dos anos sessenta, diante da crise crescente apresentado pelo modelo nacional-desenvolvimentista de matriz cepalina que esteve na base da política econômica de governos tão díspares e que a realizaram com ênfases distintas como os governos Vargas, Juscelino Kubsticheck e João Goulart. Quando uma vez na Presidência da República, Fernando Henrique se propôs a enterrar a era Vargas, ele estava realizando o projeto da Teoria da Dependência que criticava algumas formulações básicas do pensamento cepalino e neoclássico, que na versão henriquiana se afastava também das leituras marxistas tanto vindas do pensamento da CEPAL, quanto no interior da própria Teoria da Dependência, propondo assim o desmonte do Estado nacional-desenvolvimentista e populista, fantasmas que são brandidos hoje pelos economistas e “experts” de plantão convocados pela mídia, que estariam sendo reabilitados pelo governo Lula. Em entrevista com Dilma, Miriam Leitão chegou a comparar o que seria o nacional-desenvolvimentismo de Lula com a política econômica da ditadura militar. Como disse sutilmente Dilma: a Leitão sempre ouve o galo cantar mas não sabe aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que as formulações econômicas, mas também sociais e políticas do governo Lula, têm a sua matriz no pensamento nacional-desenvolvimentista cepalino, mas precisamente no pensamento do maior economista brasileiro, o paraibano Celso Furtado, por quem Lula sempre teve uma admiração quase devocional. Como sabemos Celso Furtado se manteve ativo, produzindo e participando diretamente da vida política brasileira até pouco tempo antes de sua morte. Seu pensamento passou por reformulações e ajustes, mas manteve uma espinha dorsal que, como tentaremos deixar claro é a própria espinha dorsal do projeto que hoje a candidatura Dilma assume e que queremos ver continuar com ela. É preciso ainda chamar atenção para dois aspectos relevantes: o atual Ministro da Fazenda, Guido Mântega, que foi mesmo dentro do PT identificado como um nacional-desenvolvimentista, dedicou seu trabalho de doutorado a estudar o pensamento de Celso Furtado e é preciso lembrar, ainda, que Dilma Rousseff começou a sua militância administrativa no Rio Grande do Sul, ligada a um governo do Partido Democrático Trabalhista, encabeçado por Leonel Brizola, muito próximo das formulações nacional-desenvolvimentistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grita e o arreganho de dentes, sem pejos, da mídia neoliberal no Brasil se deve ao fato desta identificar em Dilma não uma mera continuidade, mas um aprofundamento da visão nacional-desenvolvimentista em seu governo em relação ao governo Lula. A acirrada querela em torno dos destinos da Petrobrás, empresa símbolo das conquistas que o nacional-desenvolvimentismo de inspiração cepalina trouxe para o Brasil, assim como em torno dos destinos dos financiamentos do BNDES, que não podemos esquecer teve como seu formulador e primeiro Presidente Celso Furtado, torna claro que o que está em jogo nestas eleições não é a religiosidade ou não da Dilma, sua sexualidade, sua experiência administrativa ou seus “valores”; são de “outros valores de que se trata” (como a Marina e seus seguidores verdes, pelo menos os sinceros foram cair numa armadilha dessas, como podem manchar uma trajetória de vida e política de anos se colocando a serviço de forças e interesses que parecem desconhecer, tudo por causa de quinze minutos de fama na Rede Globo, que a teria triturado com os mesmos argumentos vis e baixos com que faz com Dilma se ela efetivamente tivesse viabilidade eleitoral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado mortal de Furtado e de Lula, ambos olharam para o Nordeste, ambos são filhos deste rincão enjeitado do país, onde medra uma das piores elites políticas desta terra, ambos não abriram os olhos no planalto paulista, onde luminares como Otavinho Frias e a família Mesquita distribuem a agenda para o país, em consonância com um partido que nunca lançou uma candidatura que não seja paulista, deixando clara a falta de visão de Brasil que os assaltam, como assaltava à Teoria da Dependência. Formulador da SUDENE e seu primeiro superintendente, Furtado sempre apostou no Estado como indutor de uma política de industrialização capaz produzir o desenvolvimento apesar da dependência externa. Sabemos que desde que FHC aderiu às teses neoliberais, pois estas já estavam em germe em seu pensamento, como deixaremos claro a seguir, a crítica a esta centralidade do Estado, de seu papel como indutor de políticas cambiais, fiscais, de investimento, de distribuição de renda, de combate as desigualdades regionais e sociais, que alavancassem um desenvolvimento endógeno do capitalismo brasileiro, será a pedra de toque do discurso econômico do PSDB, por isso mesmo se aliando a um partido de extrema direita, o antigo PFL, agora DEM, com vagas formulações liberais, um baluarte na luta pelos interesses dos grandes grupos privados nacionais e internacionais em detrimento dos interesses nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmontar o Estado, desmontar as empresas duramente criadas e conquistadas à duras penas com a acumulação de capital realizada pelas políticas nacional-desenvolvimentistas passou a ser a obsessão dos governos do PSDB, tendo em Serra um dos maiores entusiastas, a abrir seu sorriso cheio de gengiva sempre que batia um martelo e entregava o produto de anos de suor dos trabalhadores brasileiros para os capitais nacionais e internacionais, muitos de duvidosas origens, outros sendo agraciados com ajudas vultosas do BNDES para comprarem com dinheiro público e privatizarem o que era público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a Teoria da Dependência, quanto a Teoria do Desenvolvimento, elaborada pelos cepalinos, revista e aperfeiçoada por Furtado, concordavam em superar a visão apenas sistêmica e baseada no equilíbrio de fatores da economia neoclássica.  Ambos, por vias distintas, vão aliar as reflexões econômica com reflexões sobre as estruturas e relações sociais no país e o papel da política e do Estado na gestão da economia. Podemos dizer que ambas refletem o impacto que representou o pensamento keinesiano para o campo econômico, e sua capacidade de formular as políticas públicas que retiraram os EUA e o restante do mundo da crise sistêmica de 1929. Só que ambas divergem num ponto fulcral, notadamente na versão weberiana encarnada pela obra de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto: ambas concordam que o subdesenvolvimento é produto do próprio desenvolvimento do capitalismo, que se dá desigualmente gerando um centro e uma periferia do sistema, que tende a reproduzir subordinadamente a dinâmica que é dada pelas economias centrais e seus modelos. Ambas concordam na possibilidade de haver desenvolvimento mesmo na periferia, de haver desenvolvimento apesar da dependência e da subordinação, mas divergem frontalmente de como isto seria possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta divergência estão as raízes das divergências entre as políticas não só econômicas, mas sociais, de relações internacionais, de alianças políticas, de formulação de políticas públicas que estão representadas nas candidaturas Serra e Dilma. Na Tese de Doutorado que defendeu nos EUA, Serra teria criticado a política econômica do governo Allende do qual participara, com Allende já morto e deposto pelo golpe de Estado apoiado pelo governo americano (Serra parece adorar criticar os governos de que participa pois quem conhece a peça sabe de sua megalomania e de sua vaidade infinita, além de que aqui amigos merece uma parada para reflexão: como é que alguém que serviu ao governo Allende vai parar nos EUA e é recebido pelo governo que patrocinou o golpe no Chile; terá sido para Serra escrever o que escreveu?). A crítica se centra não apenas no combate ao pensamento cepalino, esposado ainda por setores presentes no governo chileno, como no combate à Teoria da Dependência em sua versão marxista, que não acreditava ser possível haver desenvolvimento nos países periféricos sem a derrubada revolucionária do capitalismo. Talvez a mistura explosiva do reformismo cepalino com o revolucionarismo daqueles que pensavam diferente de FHC, que sempre descartou a necessidade de uma revolução socialista para que o desenvolvimento se fizesse na periferia do sistema, tenha levado ao desastre da política econômica de Allende atacada na Tese do aspirante a Presidente da República pelo PSDB. Talvez assim possamos entender porque Lula e sua política econômica já foi chamada por grandes luminares da imprensa e da vida parlamentar de bolchevista e até de albanesa (seriam ilários, se não fossem tão primários).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença matricial entre as duas posturas gira em torno da possibilidade de um desenvolvimento capitalista, porque é disso que se trata, não de revolução ou bolchevismo, feito na periferia, colocando como centro do processo a aliança estratégica entre empresariado nacional, Estado e classes trabalhadoras por um lado e os setores externos por outro, aquilo que FHC andou chamando de mexicanização, venezualização, retorno do peronismo (como usa bem e precisamente as categorias nosso sociólogo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as formulações cepalinas lá dos anos cinqüenta, com seu nacionalismo típico da época, as forças externas eram encaradas como obstáculo ao desenvolvimento do país, assim como as forças internas a eles aliadas, como os setores agrário-exportadores. Mesmo reformulando mais tarde estas ideias, Furtado mantém a opinião que o processo de desenvolvimento em países como o Brasil, deve ter como motor as forças econômicas, sociais e políticas nacionais, que saibam inserir o país na economia global, mas tendo seus interesses estratégicos sempre à frente e bem definidos. Para ele o Brasil tinha um enorme potencial de crescimento endogenamente gerado por seus amplos recursos naturais, por já ter internalizado e desenvolvido o processo de industrialização; devendo ampliar bases técnicas, tecnológicas e educacionais próprias, o país já possuía a enorme potencialidade de um grande mercado consumidor de massas, bastando para isto que fossem prioritárias em qualquer política econômica a ênfase em mecanismos distributivos de renda e de redução das desigualdades regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Lula e o sucesso reconhecido mundialmente, até pelos órgãos de imprensa econômica mais conservadores, de sua política econômica, aliada a políticas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família e a política de valorização do salário mínimo, provou que as teses de Furtado estavam certas. Foi por ter criado um mercado de consumo de massas no Brasil, com a ascensão de parcela significativa da população para as classes médias e a retirada de outras tantas da linha da pobreza absoluta que o Brasil pode enfrentar e vencer rapidamente, com suas próprias forças, a grave crise que vive os países centrais do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria da Dependência de FHC nunca acreditou na possibilidade de se fazer o desenvolvimento sem que a direção do processo se desse nos próprios países centrais do sistema. Avaliando como sociólogo a mentalidade empresarial brasileira, FHC sempre foi pessimista em relação a esperar das forças nacionais o nosso necessário desenvolvimento. Daí por ser um crítico de primeira hora das ideias cepalinas de ver o elemento externo como obstáculo ao desenvolvimento nacional, que dá imediatamente enorme audiência ao seu discurso no mundo e, por incrível que pareça, entre nossa elite empresarial que parece ter aceitado com gosto e alegria o lugar menor e subalterno que o pensamento da dependência lhes reservava, talvez porque sempre no fundo se sintam não pertencentes ao país, mas estrangeiros em sua própria terra. Estas formulações da Teoria da Dependência mal disfarçam que requentam teses já bastante gastas entre nossas elites letradas da incapacidade de nosso povo para a civilização, para o progresso, para o trabalho livre, para o desenvolvimento. Nas formulações pessedebistas há clara desconfiança em relação ao nosso povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma diferença crucial entre Dilma e Serra, Dilma acredita que nosso povo se estimulado, se receber crédito, se receber salário, se lhe for dadas condições educacionais e de renda tem condições de construir um país soberano, capaz de traçar suas próprias estratégias, sem que para isso tenha que se fechar ao mundo, mas tendo uma visão alargada do próprio mundo, não vendo nele apenas o Norte, mas enfatizando a diversificação dos mercados e das relações políticas, diplomáticas e culturais, enfatizando as relações Sul-Sul, tornando o Brasil um país capaz de ajudar a impulsionar o desenvolvimento dos seus vizinhos e países assemelhados ou em níveis piores de pobreza e desenvolvimento humano. Mas se muitos luminares do PSDB não querem que se seja solidário nem no interior da nação, como mostram as políticas predatórias, a guerra fiscal movida covardemente pelo Estado mais rico da nação contra os menores Estados, e a implicância histórica serrista com a Zona Franca de Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a Teoria da Dependência que inspirou já o primeiro programa econômico apresentado por um candidato tucano a concorrer a Presidência da República. O “choque de capitalismo”, prometido por Mário Covas em 1989, foi finalmente realizado por Fernando Collor e continuado nas duas gestões de FHC e se mostrou efetivamente chocante para a sociedade brasileira. A ideia de que seria expondo os setores da economia brasileira à concorrência externa, abrindo a economia para os fluxos de capital internacionais, privatizando os setores estratégicos dominados pelo Estado e os entregando a moderna gestão empresarial internacional, que se faria o país desenvolver-se, se modernizar, palavra mágica para a Teoria da Depedência henriquiana, se torna o centros das políticas econômicas do PSDB. A concorrência externa também afetaria as relações de trabalho e emprego, as modernizaria, levando a ruína à estrutura burocrático-estatal montada pelo nacional-desenvolvimentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhada de políticas austera de gastos públicos, com a redução do Estado, com a modernização e desburocratização da máquina pública, aliada ao combate a inflação, teríamos garantido o desenvolvimento sustentável, aquele que, como vimos, só dava para sustentar os privilegiados de sempre e aos novos que chegaram como um enxame de vespas no lastro do processo de privatização. Ao final, o brilhante resultado desta política, que dizem que Lula apenas continuou, pinçando aspectos menores da política econômica anterior (política de metas de inflação, de superávit primário, de contingenciamento de recursos do orçamento, política de câmbio flutuante, que se esquecem os serristas que só foi adotada depois do desastre provocado pela política de câmbio fixo e Real supervalorizado do pucboy Gustavo Franco, política que empobreceu grande parte do país, mas gerou superlucros no setores exportadores, principalmente agroexportadores que são eternas viúvas de FHC, como mostra mais uma vez as vitórias serristas em Estados como MT, MS, PR, SC e SP, que se dane a maioria, se a minoria de sempre lucra e muito, está ótimo) que foram mantidos mas subordinados a uma lógica macroeconômica diversa: o país quebrou três vezes, a cada crise econômica em um país lá fora, pois sua economia foi atrelada e completamente exposta as vagas do capital financeiro internacional, fazendo o país acumular uma criminosa dívida em moeda estrangeira, dívida que o governo Lula tratou de reconvertê-la em moeda nacional, garantindo maior soberania sobre as contas internacionais; a quebradeira de setores inteiros da industria nacional, com o desemprego e a falta de esperança sendo tônica de todo o período, (se reconhecemos que outros setores se dinamizaram como o de telefonia com a privatização, o de energia resultou no apagão histórico de FHC, pois o Estado deixou de investir), o arrocho salarial entre o funcionalismo público, a terceirização e precarização dos serviços se ampliaram, piorando a vida dos mais necessitados do Estado, para os da classes médias que não precisam dos serviços públicos ficou o deslumbramento das novas marcas estrangeiras nas vitrines e dos novos modelos de carros importados e celulares, agora todos se sentiam globais, viviam em Miami, a festa para poucos era geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas viraram só buracos, com a exceção daquelas privatizadas, como as do Estado de São Paulo, entregues a grupos privados em troca do melhor preço no ato da concessão e não do menor pedágio, tal como feito no governo Lula, estratégia pensada por Dilma, basta comparar os preços dos pedágios do PSDB e do PT e se notará o jeito diferente de governar, pois se governa para outros grupos sociais, não é para as classes médias apenas, mas principalmente para incluir os mais pobres. As estradas de ferro sucateadas, a industria naval e a industria bélica desmontada, a aeroespacial privatizada. Os brasileiros mais pobres começam a se submeter a migrarem até para o Japão em busca dos empregos que a Petrobrás gerava lá ou na Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amparada em ampla campanha midiática, que buscava desmoralizar a grande empresa estatal brasileira, o esvaziamento econômico e técnico da Petrobrás preparando para privatizá-la, levou ao trágico acidente do afundamento da Plataforma P-36 (o mesmo governo que não fora capaz de fazer a avançada tecnologia de uma caravela navegar, coisa que os portugueses, tidos em tão baixa conta, já o havia feito desde o século XIV, afundavam uma plataforma e com ela pretendiam afundar a Petrobrás) tal como ocorre agora com os Correios, que sofre inegável campanha de desmoralização, na esperança de que seja a primeira jóia da coroa que Serra uma vez eleito leiloará, para que assim como na privatização da telefonia se candidatem a OESP, a Globopar, a Folha da Manhã, o Grupo Abril, que tantos esforços fazem em eleger seu candidato do coração e do bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, que já me estendi além da conta, para que vocês meditem bem sobre o passo que darão ao entregar o país a um homem como José Serra, que a mídia que ele financia com dinheiro da educação, enquanto trata os professores de São Paulo a cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo, diz ser o mais competente e preparado, convido vocês a ir ao Youtube e assistir um vídeo de uma entrevista dada por Serra ano passado, quando do auge da crise econômica, ao jornalista serrista e de conhecida história de adesão a extrema direita Boris Casoy, onde Serra aparece indisfarçadamente eufórico, com a possibilidade que a crise viesse acabar com a popularidade do governo Lula e facilitar as coisas para ele este ano. Para que sua vontade pessoal de ser Presidente se efetive, como bem diz Ciro Gomes, Serra pisa até no pescoço da mãe, e é capaz de torcer contra o país; que a população venha sofrer este não é um problema para ele, postura que parece ser de muitos de vocês companheiros que resolveram votar em Serra, desde que suas razões particulares justifiquem um voto que pode significar o retorno à miséria de amplos setores da sociedade brasileira, mas vocês têm este direito, votem e depois durmam o sono dos justos. Mas esta entrevista explicita o desastre que teria sido se ao invés de Lula, de Mantega, das formulações furtadianas que eles representam, fosse o ninho tucano e sua teoria da dependência (dependência ao Norte, diria o pândego e arguto Paulo Henrique Amorim) que estivessem no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra, do alto de sua sabida arrogância e prepotência, tratou logo de desqualificar todas as medidas tomadas pelo governo Lula, com o riso cúmplice e hiênico do Casoy que arrematou que Lula estava fazendo diferente do que todo mundo estava fazendo nos países centrais do capitalismo (que petulância, como pode discordar do centro), ridicularizaram a fala do Presidente de que aqui a crise seria uma marolinha, e seria sim pois os fundamentos da economia brasileira eram outros bem diferentes da era FHC: tínhamos acumulado grande quantidade de reservas internacionais, ao contrario de perdê-las como com FHC, havíamos nos livrado do monitoramento e das restrições impostas pelos acordos com os organismos internacionais, havíamos pago a dívida com o FMI e Clube de Paris e Lula e Mantega não precisavam mais chamar à Brasília a senhora da mala do FMI a cada vez  que se precisava tomar uma decisão em matéria de política econômica, industrial, cambial, financeira, salarial, etc, ou seja, Teoria da Dependência gera o que a nomeia, não duvidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra pomposo dizia: como reduzir impostos agora que todos os Estados querem preservar seu poder de investimento, como aumentar salários agora que eles tenderão a cair, como ampliar investimento no momento em que a arrecadação vai declinar. O sábio, o preparado Serra fez em São Paulo, o que faria no Brasil: aumentou impostos em plena crise, arrochou como sempre os salários (pergunte a um delegado de polícia de São Paulo o que ele acha do salário dele e porque o PCC só cresce), suspendeu investimentos, privatizou a Nossa Caixa, única empresa estatal que restava, rapidamente adquirida pelo governo federal através do Banco do Brasil, que saiu assim fortalecido da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viu o sucesso da política de Lula que, acima de tudo, conta com aquilo que Serra não tem e nunca vai ter: carisma e popularidade, indo a televisão convocar todos a continuar consumindo, explicando como só ele sabe fazer para a população porque era preciso manter o ciclo virtuoso da economia e não se deixar contaminar pelas nuvens negras profetizadas pelos urubólogos e urubólogas serristas de plantão na mídia e pelos próprios partidos da oposição, correu para copiar algumas medidas tomadas pela equipe econômica que ele havia chamada de inepta, que não tinha a brilhante trajetória de gestor econômico que ele tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam isso, por favor, assistam este vídeo, e se ainda assim quiserem entregar o Brasil a Serra, que o façam, mas minha consciência estará tranqüila, tentei fazer um esforço em alertá-los. Eu e o Brasil esperamos que mudem de opinião e ele não vença; se  mesmo assim ele vencer vou torcer para que eu não venha a me divertir tanto quando encontrá-los, quanto me diverti meses após a posse de Collor, vendo os meus colegas coloridos que haviam votado no caçador de marajás e não no sapo barbudo com medo de perderem suas poupanças, reduzidos a CR$ 50,00 em suas contas. Assim como Collor, Serra sempre faz o que diz que não vai fazer; tenham cuidado. Abraço carinhoso a todos e um feliz e refletido voto para vocês e para o Brasil.&lt;br /&gt;* Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior é Presidente da Associação Nacional de História – ANPUH – e Professor Titular do Departamento de História da Arte da UFRN – Campus Caicó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por Ana Almeida, GT COmbate ao Racismo Ambiental, Bahia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-4430032904122816996?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/4430032904122816996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=4430032904122816996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4430032904122816996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4430032904122816996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/10/dois-projetos-radicalmente-diferentes.html' title='Dois Projetos Radicalmente Diferentes.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-2135835803922547752</id><published>2010-10-17T17:23:00.001-07:00</published><updated>2010-10-17T17:23:46.483-07:00</updated><title type='text'>Votou Marina? Levou Serra!</title><content type='html'>VOTOU MARINA? LEVOU SERRA!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A candidata Marina Silva acaba de anunciar que ficará neutra neste segundo turno que ajudou a criar. Neutra? Alguém acredita em neutralidade na política? A senadora Marina Silva tem uma história de vida belíssima, muito conhecida e muito respeitada. Porém, em sua campanha para presidente, toda essa simbologia construída junto com Chico Mendes e diversos outros companheiros e companheiras no PT do Acre esteve a serviço de um projeto político ambíguo, para dizer de forma elegante.&lt;br /&gt;Marina Silva defendia quando fazia parte do PT aliança com o PSDB. Durante sua campanha para presidente usou um discurso de “união nacional” no qual governaria com os “bons do PT” os “bons do PSDB”, os “bons do DEM”, etc. Este discurso, incrivelmente despolitizado teve e ainda tem muita repercussão no Brasil, não à toa, José Serra segue a mesma lógica. A eleição para presidente da República é a mais importante das eleições, na qual projetos políticos diferentes serão debatidos com a sociedade.&lt;br /&gt;Mas, qual foi mesmo o projeto político apresentado por Marina Silva para a população? Sabemos de sua história no ambientalismo e aqui cabe uma ressalva. O ambientalismo de Marina Silva é aquele do Greenpeace e WWF, que Plínio de Arruda Sampaio genialmente chamou de ecocapitalismo, mas, nem isso ela assumiu. Marina Silva, que é neopentecostal da Assembléia de Deus, não assumiu a sua fé, também não assumiu que é a favor da concepção criacionista nas escolas, contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo, bem como o sexo antes do casamento, etc.&lt;br /&gt;O ambientalismo de Marina e do Partido Verde é como o movimento “paz pela paz”, no qual as pessoas se vestem de branco e fazem uma caminhada para mudar o mundo e assim podem dormir sossegadas sabendo que fizeram sua parte. O Partido Verde é o mesmo que faz parte do governo do DEM e do PSDB em São Paulo, é apêndice do PSDB no Rio de Janeiro e apêndice do DEM no Rio Grande do Norte, onde tem o seu cargo eletivo mais importante no Brasil, a prefeitura de Natal, com apoio de José Agripino.&lt;br /&gt;Como um projeto ambíguo assim teve tanto espaço na grande mídia? Por que as concepções conservadoras de Marina não foram divulgadas e exploradas pela mídia? Ora, sem isso como é que o PSDB iria para o segundo turno? &lt;br /&gt;A oposição ao governo Lula, governo do qual Marina fez parte por seis anos, disputou as eleições para presidente como quem disputava prefeitura de cidade do interior com dois mil eleitores. Nunca baixaram tanto o nível! Questões morais, de fórum íntimo, passaram a ser o centro do debate. Essa baixaria interessava ao PSDB que queria fugir da comparação com o PT e contou com o incondicional apoio de Marina Silva.&lt;br /&gt;Então, como se dividem os 19,33% eleitores de Marina? Matutando por aqui, consigo identificar três tipos. Direi eleitores de Marina porque não eram eleitores do PV, que teve pífio desempenho parlamentar, por exemplo. Para todos os três tipos, eleição para presidente não tem nada a ver com as outras eleições: para governador, deputados federais, deputados estaduais e senadores.&lt;br /&gt;O primeiro tipo é progressista, apresenta sinceras críticas ao governo do PT, mas não quer de volta o governo do PSDB. Com estes, não apenas o debate é possível como é necessário. Com estes podemos também discutir seriamente com sinceras críticas ao projeto político de Marina. Este setor do eleitorado de Marina agora vota e faz campanha para a Dilma, melhor mesmo do que muitos petistas!&lt;br /&gt;O segundo tipo é o eleitor cristão-protestante-neopentecostal. Recebi vários e-mails e recados no Orkut de pessoas pedindo voto para Marina, não por conta de sua história de vida, não por sua defesa do meio-ambiente, não por críticas ao PT ou ao PSDB, mas porque ela é “uma mulher de Deus”, contra o casamento gay e o aborto, contra essa a “pouca vergonha” e a “idolatria” que está se tornando a sociedade. Com esse tipo de eleitor não dá para conversar. Não dá porque estão na Idade Média e para convencê-los apenas convencendo o pastor ou bispo de sua igreja.&lt;br /&gt;O terceiro tipo do eleitor de Marina é o neo-udenista de classe média, de “esquerda” ou de “direita”. O neo-udenista de classe média é aquele que lê a Veja, aquele que gosta de ouvir o Arnaldo Jabor e suas palavras proparoxítonas que parecem inteligentes, é o pessoal que parece politizado e de fato são a cada dois anos. São aqueles que de tão críticos e analíticos se envergonham de assumir o voto no PSDB, mas quer ver o governo do PT derrotado. Gostam de coisas exclusivas, de falar de coisas exclusivas. Como vão fazer uma análise crítica sobre Tropa de Elite 2 se qualquer pé de chinelo pode ver o filme e discordar do que falaram? No segundo turno, os neo-udenistas de “direita” já estão engajados em eleger José Serra e os de “esquerda”, claro, votarão nulo.&lt;br /&gt;E algum momento Marina Silva veio a público dizer que não queria crescer eleitoralmente com baixarias ou despolitização? Não, claro que não! Na verdade, ela não disse nada durante a campanha. Agora, depois de um breve ostracismo inicial, volta a ganhar destaque na mídia dizendo que ficará independente, mas independente de quem? Dos que pagavam o seu jatinho de cinqüenta milhões de dólares? Marina não entende ou não quer entender as diferenças entre os dois projetos que disputam o segundo turno? É no mínimo irresponsável. Agora que já não serve mais para a grande mídia será “+ 1” no ostracismo, ou vocês não lembram da Heloísa Helena? Como boa cristã, Marina deveria saber que não se serve a dois senhores ao mesmo tempo, que entre o quente e o frio, o morno é repugnante! &lt;br /&gt;As pesquisas estão indicando que mais da metade dos eleitores de Marina Silva irão votar no José Serra. A soma do segundo e terceiro tipo de eleitor verde é maior do que o primeiro tipo. Na capa do último jornal Causa Operária está uma manchete que resume bem o quadro: “Votou Marina? Levou Serra”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;In: http://democraticoepopular.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-2135835803922547752?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/2135835803922547752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=2135835803922547752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2135835803922547752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2135835803922547752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/10/votou-marina-levou-serra.html' title='Votou Marina? Levou Serra!'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1285706597551783154</id><published>2010-10-07T07:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T07:32:19.553-07:00</updated><title type='text'>Marina Silva em Wall Street</title><content type='html'>VLADIMIR SAFATLE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Silva em Wall Street &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o programa econômico mais liberal entre todos, PV apresentou o novo centro, com roupagem "moderna" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Wall Street" é, entre outras coisas, o nome do novo filme do cineasta norte-americano Oliver Stone. Ele conta a história da crise financeira de 2008 tendo como personagem central um jovem especulador financeiro que parece ter algo semelhante ao que um dia se chamou pudor.&lt;br /&gt;Sua grande preocupação é capitalizar uma empresa, que visa produzir energia ecologicamente limpa, dirigida por um professor de cabelos brancos e ar sábio. O jovem especulador é, muitas vezes, visto pelos seus pares como idealista. No entanto, ele sabe melhor que ninguém que, depois do estouro da bolha financeira, os mercados irão em direção à bolha verde. Mais do que idealista, ele sabe, antes dos outros, para onde o dinheiro corre. Enfim, seu pudor não precisa entrar em contradição com sua ganância.&lt;br /&gt;Neste sentido, "Wall Street" foi feliz em descrever esta nova rearticulação entre agenda ecológica e mundo financeiro. Ela talvez nos explique um fenômeno político mundia l q ue apareceu com toda força no Brasil: a transformação dos partidos verdes em novos partidos de centro e o abandono de suas antigas pautas de esquerda.&lt;br /&gt;A tendência já tinha sido ditada na Europa. Hoje, o partido verde alemão prefere aliar-se aos conservadores da CDU (União Democrata-Cristã) do que fazer triangulações de esquerda com os sociais-democratas (SPD) e a esquerda (Die Linke). Quando estiveram no governo de Schroeder, eles abandonaram de bom grado a bandeira pacifista a fim de mandar tropas para o Afeganistão. Com o mesmo bom grado, eles ajudaram a desmontar o Estado do bem-estar social com leis de flexibilização do trabalho (como o pacote chamado de Hartz IV). Daniel Cohn-Bendit, um dos líderes do partido verde francês, fez de tudo para viabilizar uma aliança com os centristas do Modem. Algo que soaria melhor para seus novos eleitores que frequentam as praças financeiras mundiais.&lt;br /&gt;No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-s e com o terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. Cobrando os outros candidatos por não ter um programa, ela conseguiu esconder que, de todos, seu programa era o economicamente mais liberal. O que não devia nos surpreender. Afinal, os verdes conservaram o que talvez havia de pior em maio de 68: um antiestatismo muitas vezes simplista enunciado em nome da crença na espontaneidade da sociedade civil.&lt;br /&gt;Não é de se estranhar que este libertarianismo encontre, 40 anos depois, o liberalismo puro e duro. De fato, a ocupação do centro pelos verdes tem tudo para ficar. Ela vem a calhar para um eleitorado que um dia votou na esquerda, mas que gostaria de um discurso mais "moderno". Um discurso menos centrado em conflitos de classe, problemas de redistribuição, precarização do trabalho e mais centrado em "nova aliança", "visão integrada" e outros termos que parecem saídos de um manual de administrador de empresas zen. Alguns anos serão necessários para que a nova aliança se mostre como mais uma bolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP. &lt;br /&gt;blog: http://jaldes-campodeensaio.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1285706597551783154?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1285706597551783154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1285706597551783154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1285706597551783154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1285706597551783154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/10/marina-silva-em-wall-street.html' title='Marina Silva em Wall Street'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8854487450253638069</id><published>2010-10-02T09:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T10:01:01.707-07:00</updated><title type='text'>Vou escrever, vou analisar, vou Votar, posso até errar, mas vou dizer: Vou de Luiz Couto 1345 no próximo domingo!</title><content type='html'>Vou escrever, vou analisar, vou Votar, posso até errar, mas vou dizer: Vou de Luiz Couto 1345 no próximo domingo! – Por Eduardo Fernandes (pessoa paraibucana) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha eleitoral neste próximo dia 03 de outubro chega a sua principal encruzilhada, escapando de discussões sobre a perspectiva majoritária (corrida presidencial ou governamental na Paraíba), a centralidade do texto está em torno das eleições para a Câmara de Deputados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos nos últimos 20 anos que as casas legislativas funcionam além/aquém do que está previsto constitucionalmente enquanto atribuições inerentes ao Poder Legislativo. Compreendemos que é um lócus privilegiado para constatação de circunstâncias que estão latentes/patentes na sociedade, na mídia e nos demais poderes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas legislativas funcionam enquanto impulsionadoras de tensões e contradições políticas, partidárias, culturais, sociais e históricas. Nada de novo, caso também não possamos perceber que o Poder Legislativo também é amortecedor da ânsia conservadora e retrograda, encampada pela Bancada Ruralista, Bancada da Bala e outras que sempre se aproximam com mais poder na consolidação de um Estado que prevê a supressão de direitos conquistados por demandas populares, como por exemplo,a questão quilombola, a discussão sobre o PNDH 03,  redução da maioridade penal, entre outros, as táticas utilizadas que nos exasperam nas nossas redes, fóruns e outros são concretizados através de projetos de lei, CPI´s, CPMI´s, audiências públicas e/ou discursos no púlpito que tem por objetivo central a  criminalização de movimentos sociais.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A via parlamentar também estabelece momentos políticos, onde pautas de movimentos sociais e outros atores ganham uma dimensão midiática e instrumental (político-jurídico) que transitam no cotidiano em gabinetes, comissões, ministérios, reuniões de representações de classe, decisões do judiciário e pontos de (in)confluência na estipulação orçamentária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Obviamente que não há linearidade dessas dinâmicas e que em alguns momentos sem que possamos perceber, a tão afamada expressão “correlação de forças” é desconsiderada pragmaticamente, taticamente ou estrategicamente. Na configuração parlamentar anteriormente apontada há uma sinalização “blocada” de rápida convergência (pública ou sorrateira). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprezamos e fazemos o jogo midiático e reproduzimos o senso comum, despejamos nossa lassidão nas recorrentes expressões: “nada vai mudar, político é tudo igual, não quero envolvimento com isso, cadê o julgamento dos fichas-sujas?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consideramos a dimensão ideológica do bom senso trilhado por parlamentares que constituem seu mandato em defesa dos direitos humanos, na defesa e promoção de políticas para população negra e das mulheres, entre outras frentes que trazem debates e perspectivas no campo político, jurídico e cultural. Podemos com maior evidência observar circunstâncias políticas e formais, como a fusão e confusão de diversos interesses e articulações que transitam desde a “idéia” fluída de governabilidade do Poder Executivo, até as raias das sabatinas superficiais e pouco exploradas para compor o Supremo Tribunal Federal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propositalmente excluímos do rol das perspectivas de mudança o elemento econômico em face do entendimento de que a dimensão legislativa não irá radicalmente transformar o sistema, porém, diante deste dado, não devemos nos frustrar histericamente com a construção e recuos/disputas de políticas públicas, políticas sociais e reformas estruturais necessárias, geralmente pautadas por Conferências temáticas, pressão popular, estudos acadêmicos, viabilidade conjectural. Consideramos que apresentar novos desafios para sociedade e aos demais Poderes é também forma de estabelecer novas linguagens que foram estrategicamente e ideologicamente renegadas aos subterrâneos do cenário histórico, político e jurídico brasileiro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os espaços e dimensões são limitados, porém, ao desconsiderar a dimensão legislativa nesse momento histórico e político brasileiro incorremos em erros, que hiper-dimensiona ou descarta totalmente o processo do próximo domingo, é necessário sensatez sem ficar amorfo ou crédulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa domingo está aberta, a minha opção pessoal e política é pela reeleição do deputado federal Luiz Couto na Paraíba, não só pelo entendimento político (também limitado do texto), é contextualizado na admiração por esse ser humano que transcendeu e engrandeceu a política paraibana nas últimas décadas, colocando a própria vida (pessoal e partidária) à disposição das causas populares e na defesa dos direitos humanos, enquanto humano, o Padre Luiz Couto sofre, sorri, abraça, cansa, respira, luta novamente e mais uma vez, coloca à nossa disposição seu mandato para que possamos apontar para todo Estado da Paraíba e ao Brasil qual o perfil de parlamentar que queremos na longa jornada que iremos enfrentar para uma mudança real, libertária e emancipatória, que também não se furta a compreender e vislumbrar perspectivas bem mais complexas para os próximos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8854487450253638069?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8854487450253638069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8854487450253638069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8854487450253638069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8854487450253638069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/10/vou-escrever-vou-analisar-vou-votar.html' title='Vou escrever, vou analisar, vou Votar, posso até errar, mas vou dizer: Vou de Luiz Couto 1345 no próximo domingo!'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5682744311415286751</id><published>2010-06-10T20:55:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T21:23:29.174-07:00</updated><title type='text'>Armando Nogueira e Armando Maradona ( Parte 1 – Começo de Copa)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TBGzwZNEwpI/AAAAAAAAARA/JUY5oKm3Zzo/s1600/maradonna-400x300.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TBGzwZNEwpI/AAAAAAAAARA/JUY5oKm3Zzo/s320/maradonna-400x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481359865467421330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando Nogueira e Armando Maradona ( Parte 1 – Começo de Copa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  ano de 1986 aconteceu  a Copa do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Araquém: o show man!!!Naquele ano, meu  aniversário temático – em março – foi  um bolo verde com alguns jogadores com a camisa do Brasil enterrados no chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era Brasil, o Brasil de volta ao México, lugar da última conquista, e como existem várias teses matemáticas e estatísticas, além de apelativas e pura invenção para gastar o cérebro com imagens e considerações abalizadas, o Brasil seria Tetracampeão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu era uma criança que retornava de Campina Grande, para morar na minha cidade de nascimento, voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço. Em 1997 peguei aversão à música de Capiba, pois era utilizado por Bob Magal rumo a Prefeitura de Recife, em 1986 a música era: Arraes ta aí, arrasta aí meu povo, Arraes ta aí, arrasta aí de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, questões políticas foram evidenciadas mais tarde, aos 09 anos de idade, minha grande fascinação era jogar futebol de botão. Jogava todo dia, toda hora, em campeonatos com várias pessoas,duelos que duravam a tarde contra um adversário ou jogava sozinho no chão da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro time de botão era de plástico, o goleiro era pequeno deixava sempre o ângulo aberto para os gols colocados (Prepara...Pega! Goooooolaço!!!) a trave de plástico,feia de doer, mas a gente dizia que era “estilo” do Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de jogar muito em vários ambientes (chão da sala, terraço, em cima da mesa de jantar) ganhei meu campinho de madeira da Xalingo, o danado era feio, não tinha nada, apenas a madeira  por cima e o compensado embaixo, não marcava placar, e a marca do pênalti era tão próxima que não dava para fazer gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele aniversário ganhei mais 03 times de plástico - Flamengo, Santos e Vasco - os dois últimos foram presentes do meu avô, o primeiro, deveria ter sido do Campinense, porém  a fábrica desses times de plástico não tinha lançado botões regionais, poderiam ser do Sport, caso a fábrica não fosse tão concentrada em criar a idéia de que só exitia futebol no Rio e em SP. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses times de plástico do começo dos anos de 1980 eram do pior tipo de plástico, vira e mexe, um botão quebrava em uma colisão, a palheta não durava 05 dias, o escudo do time descolava e lá ida o jogador sem a “camisa” depois de um belo passe para o ataque.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dia, talvez um dos primeiros mais felizes em Recife, meu avô retornou de uma viagem para São Paulo – como era longe – e trouxe dois times de acrílico, Santos e São Paulo, o primeiro ainda uma insistência para que eu virasse torcedor do melhor time que ele tinha visto jogar, era o time de Pelé, dos craques da Copa do México de 1970. O segundo era o time do momento, os meninos de Cilinho, o jogo fácil, corrido, festejado como modelo para uma seleção brasileira – a ironia é que o Professor Telê iria tornar esse time mais bonito ainda e vencedor anos mais tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses times de acrílico eram mais resistentes, não vinham em saco plástico como os outros, estavam devidamente guardados em uma caixinha bonita, também de acrílico, os goleiros já não eram apenas peças pequenas e de uma cor apenas, vinha o goleiro azul, vermelho e ainda o preto, a barrinha para mover o goleiro não era mais um pedaço de plástico qualquer, tinha uma elegância,as traves, agora no “estilo” Morumbi, eram quadradas, com desenho detalhado da rede, eram lindas, davam uma austeridade ao campinho da Xalingo que rapidamente passou por uma reforma, coloquei placas de publicidade, placar no canto, e agora para o desespero dos meus adversários, era encerado quase todo o dia - não sei onde aprendi isso - jogar no meu campo não era para qualquer um, a habilidade em segurar um botão que corria desesperadamente levava tempo, o tempo da goleada começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano de 1986 os times do Santos e do São Paulo, foram transformados em Brasil e Itália, o São Paulo tinha um goleiro azul (virou goleiro da Itália) e o Santos tinha os jogadores transparentes, virou o time do Brasil, porque ficava mais interessante o visual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi naquele ano, que o Brasil em 1978 na Copa da Argentina foi roubado, em face de um jogo comparado entre Argentina x Peru (éramos campeões morais), na Copa da Espanha de 1982 não ganhamos, mas éramos melhores, ganhamos da Argentina, com um tal de Maradona jogando (campeões do futebol arte), agora o time estava experiente e tinha Careca, Zico, Sócrates, Júnior e outros, isso fazia com que acreditasse muito em 1986, afinal de contas, era minha primeira Copa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Brasil seria Tetra, Araquém não poderia errar, a escola toda não iria errar, os familiares não poderiam errar, nos primeiros jogos era só festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro nitidamente de Josimar fazendo um gol fantástico pela lateral direita, virou logo também meu lateral direito no time de botão, peguei a foto em algum jornal ou revista, não lembro ao certo, colei Josimar, Falcão e Carlos no gol - como era feio o tal do Carlos, acho que tive pesadelos com ele - durante a Copa virei um dirigente profissional do mundo do jogadores de botão, negociei times de plástico por jogadores de botão “verdadeiros”, não era mais o botão de fábrica, era o jogador negociado na Av. Conde da Boavista, uma banca de revista, que só iam profissionais do mundo novo - os botões profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a fabricar goleiros, caixinha de fósforo,cimento e moedinhas, negociava no colégio por dinheiro ou por outros jogadores, troquei a trave do campinho, já não era de plástico, agora, era de madeira e o filó, a bolinha não era mais de pláticos, era de mica e a palheta de semi-profissional, a profissional era muito cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cada jogo da copa, reproduzia as partidas no campinho (todos os jogos em uma tabela que tinha ida e volta), comprei uma flanela, na qual guardava com carinho os novos jogadores, era questão de tempo apenas para o Brasil ser campeão do Mundo, lembro que falavam da Dinamáquina, da Fúria Espanhola e a constante Alemanha, não ouvia nada sobre a Argentina, o se ouvi algo nesse momento não foi assimilado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jogo do Brasil x  França (quartas de final), não lembro porque, mas não houve saída para casa de amigos, fiquei em casa com minha avó, assisti o jogo em um TV pequena,branca,com uma alça, tinha sintonizador e antes do jogo minha avó assistia ao Silvio Santos tranquilamente, eu nervoso, vestido de Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam que o duelo Platini e Zico seria o encontro dos maiores camisas 10 da Copa, final antecipada.O Brasil perdeu nas penalidades máxima, Dr. Sócrates perdeu, bola que bate na trave e volta nas costas do goleiro Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei muito naquele final de tarde, minha primeira decepção futebolística, sozinho no quarto e com meus pensamentos: queria ter visto a Copa de 1970, conhecer o Santos de Pelé na ativa. Enquanto lambia as feridas, vi o jogo Argentina x Inglatera (quartas de final) entendi quem era o tal Maradona, e que ele era o melhor camisa 10 daquela Copa, aquele era a final antecipada - Malvinas - aprendi a gostar mais de futebol, nesse período li as primeiras colunas de Armando Nogueira, aprendi a entender de futebol, achar em todo lugar literatura e duvidar de tudo que era óbvio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Copa...Continua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5682744311415286751?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5682744311415286751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5682744311415286751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5682744311415286751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5682744311415286751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/06/armando-nogueira-e-armando-maradona.html' title='Armando Nogueira e Armando Maradona ( Parte 1 – Começo de Copa)'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/TBGzwZNEwpI/AAAAAAAAARA/JUY5oKm3Zzo/s72-c/maradonna-400x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-4770730233937716394</id><published>2010-05-14T20:31:00.001-07:00</published><updated>2010-05-14T21:22:37.061-07:00</updated><title type='text'>Retroceder nunca, render-se jamais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S-4V4m78-gI/AAAAAAAAAQ4/hPZuxlgtYXk/s1600/DSCN1109.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S-4V4m78-gI/AAAAAAAAAQ4/hPZuxlgtYXk/s320/DSCN1109.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471334659570596354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retroceder nunca, render-se jamais: Constituição Federal de 1988 e o PNDH 2010 ou o ato de compreender sem desacreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo Fernandes de Araújo Professor do Departamento de Ciências Jurídicas (Campus de Santa Rita) UFPB, integrante da Comissão de Direitos Humanos e Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB. Fundador da Organização Não-Governamental: Dignitatis – Assessoria Técnica Popular. Por vocação pessoal lúdico e lúcido, por falta de disciplina,tempo e vaidade não é músico nem pretenso intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1985 foi lançado nas telas de cinema o filme Retroceder nunca, reder-se jamais (No Retreat, No Surrender), o protagonista do filme era o jovem Jason Stillwell (interpretado pelo ator Jean-Claude Van Damme), sem querer discutir a qualidade do filme, foi um dos meus primeiros contatos com o cinema, com pouco mais de 08 anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filme como outros do gênero, tem sua confusa relação entre a realidade e a ficção, o jovem Jason “todavia na boa; sossegado e bem ou até agora nascente” – tradução livre do sobrenome - aprende artes marciais com a finalidade de desarticular uma máfia que obrigava pessoas a participarem de crimes, torturas, chacinas, tráfico de armas, enfim, uma luta solitária contra a opressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito de Bruce Lee conduz o jovem Todavia via na boa em seu treinamento no Dojo, utilizando metaforicamente as artes marciais nos ensinamentos do Taoísmo e Budismo, a vitória do que era até então sossegado e bem é óbvia no final do filme, mesmo esparramando e esparramado de sangue e suor para todos os lados da tela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985 ocorria a vitória de Tancredo Neves para Presidente do Brasil – primeiro civil eleito indiretamente durante o período da ditadura militar, com o objetivo de conduzir nosso país no processo final de “abertura lenta e gradual” – a morte de Tancredo Neves,  e conseqüentemente a posse de José Sarney viriam a acontecer alguns meses depois, nesse período a classe média colocou o botom de Fiscal da Sunab e foi lutar pela sua nova identidade cidadã, ou seja, consumidor/usuário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que a classe média corria em sua perseguição rumo à Meca, aos bens materiais, viagens para Miami, passear em shopping center, aguardar ansiosamente a vinda do Mc´Donalds nas capitais e usufruir a “liberdade” nunca tão suprimida, muita negociação e tensão acontecia na política brasileira em Brasília e nos Estados.&lt;br /&gt;Em 1987 a Assembléia Constituinte foi concretizada com deputados/as federais e senadores eleitos no ano de 1986, que acumulariam duas funções em seus mandatos, a primeira organizar e aprovar uma constituição nova – nossa primeira certidão de nascimento como considera Dalmo Dallari e Fábio Comparato - e edificar/consolidar suas funções de parlamentares sem intervenção direta do Executivo, ou seja, constituintes e congressistas ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo majoritário da política naquele momento estava posicionado em um chamado “bloco do centrão”, que aglutinava conservadores, políticos amasiados aos desejos do executivo, novos populistas, alguns da tradição varguista do PTB e raras exceções progressistas do PMDB, o que fica nítido que ainda não saímos dessa mesma lógica depois de 23 anos, o fio da meada ainda é o centrão, para que possa existir a tal de governabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda sorte, existia a representatividade de partidos políticos de esquerda – era mais fácil definir quem era ou não naquele período -  ao mesmo tempo houve uma significativa movimentação de comunidades eclesiais de base, militantes sociais, sindicatos, movimento negro, intelectuais engajados, estudantes aguerridos, associações rurais, urbanas e grupos culturais, movimentos sociais, militantes das áreas de saúde, criança e adolescente e outras formas de expressão da chamada sociedade civil organizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas organizações sociais, inspiradas pela possibilidade em dar início a democracia quase radical, apesar da aposta na regulação legal, acreditavam obviamente na consolidação da perspectiva representativa e participativa, além da criação de estruturas de Conselhos, ouvidorias e corregedorias, pleiteavam os processos de Conferências Temáticas e crivos mais visíveis para concessão pública dos meios de comunicação, leia-se comunicação enquanto ato banal (...) que condensa a história de uma cultura e de uma sociedade (Dominique Wolton).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil estava diante de sínteses novas, regras oxigenadas, revisando suas próprias incoerências históricas, a Constituição pela primeira vez considera a fundamental importância dos/as índios/as e dos/as afro-brasileiros/as para formação da cultura, Estado e sociedade, nessa grande carta, aparecem as comunidades quilombolas, com seu direito ao acesso ao território garantidos na ADCT 68, a igualdade entre homens e mulheres é formalmente declarada, apesar de materialmente continuar em processo de construção, nos apresentávamos ao mundo enquanto Estado defensor da autonomia dos povos,respeitador dos direitos humanos e laico, mesmo com um preâmbulo que invoca Deus, quero crer que seja no sentido de nos proteger de nós mesmos e garantir entrada no paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo democrático, republicano estava sendo constituído, em uma nação que naquele momento não era apenas um apanhado de gente com memória fraca e  uma verdade absoluta, nos posicionamos enquanto sociedade plural, e nesse momento nos (re)encontramos com Canudos, Zumbi dos Palmares, os Cabanos, os Confederados, a Coluna Prestes e outros momentos históricos sufocados pela narrativa única, de tão recente era impossível não lembrar dos “desaparecidos”, mortos, torturados e violados em todas as suas dimensões de direitos pelo regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação ativa desta parte da sociedade,  não aparentava muita preocupação com os fiscais do Sarney, nem com a derrota da Copa de 1986 nas quartas de final para França – nada mais justo e simbólico do que perder naquele momento para o país da Igualdade, Liberdade e Fraternidade -  estávamos formando o nosso Jason Stillwell, jovem, rápido, disciplinado, lutando contra a máfia e com o espírito tranquilo e infalível como Bruce Lee, impávido como Muhammad Ali e apaixonadamente como Peri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atos públicos, abaixo-assinados, cartas, manifestos, moções, projetos de lei e outros documentos foram encaminhados para os/as constituintes, estimativa geral, aponta que cerca de 30.000 documentos foram encaminhados ao Congresso em 18 meses, muitos foram debatidos, fortalecidos, retirados de pauta, aprovados na Constituição Federal da República de 1988, temáticas e questões importantes no campo dos direitos humanos foram consagrados, temas polêmicos como a questão da reforma agrária foram relegados para posterior regulamentação, apesar do avanço significativo do dispositivo que consagra a função social da propriedade – já prevista desde o Estatuto da Terra de 1964 com base nas lutas e organizações camponesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, uma nova ordem política democrática emergia e as fragilidades ficavam mais visíveis, como podemos constatar até os dias atuais no funcionamento e concepção das instituições públicas brasileiras; compatibilizar experiências estrangeiras com nossos desejos internos inspiravam debates acalorados, até os dias de hoje, somos latinos-africanos ou europeus desterrados? Era necessária a posição: retroceder nunca e tortura nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso caminhar em vários sentidos e dimensões, dominar as articulações políticas de bastidores, observar a movimentação do Judiciário, aglutinar forças estratégicas, romper com a prática autoritária, envolver a população em um processo pedagógico freiriano; ao mesmo tempo deveríamos compreender a técnica de elaboração das leis, a linguagem do poder e nos comunicar em diversos dialetos políticos; deveríamos conceber previsões orçamentárias, rubricas, criar instituições, desmoronar outras, conjugar concepções político-ideológicas, vigiar a interferência do FMI, o fantasma da dívida externa, apoiar Cuba, usar tênis all star e lidar com novas/velhas identidades, talvez nada de novo no front line dos/as defensores/as de direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se apertava e apartava com o pragmatismo e aceleração do tempo de todos, com desencontros e dúvidas, insultos e contra-informação, o ponto central era a garantia e busca desenfreada para que a certidão de nascimento do Brasil não fosse uma mera figura decorativa ou ficasse congelada no Congresso, pois isso, aconteceu com os preços para impedir a inflação, o dragão indomável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1987 Milton Santos lança a primeira edição do livro O Espaço do Cidadão, guia da minha percepção jurídica e acalento para o atual momento: “Promulgada a lei, o discurso da cidadania todavia continua, no objetivo de alargar as conquistas. A lei não esgota o direito. A lei é apenas o direito positivo, fruto de um equílibrio de interesses e de poder. Daí ser legítima a procura de um novo equilíbrio, isto é, de um novo direito. A luta pela cidadania não se esgota na confecção de uma lei ou da Constituição porque a lei é apenas uma concreção, um momento finito de um debate filosófico sempre inacabado. Assim como o indivíduo deve estar sempre vigiando a si mesmo para não se enredar pela alienação circundante, assim como o cidadão, a partir das conquistas obtidas, tem de permanecer alerta para garantir sua ampla cidadania.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequer vou falar do processo eleitoral de 1989 e os desdobramentos posteriores até o Governo Lula II, ao saber da nova promulgação e redação do PNDH 3 durante esta semana em 2010, resolvi retornar aos idos do período da Constituição para compreender melhor que estávamos diante da mesma fotografia, agora em uma máquina digital, mais nítida e com recursos para ampliação, coloração e efeitos, não dominamos nada, apenas melhoramos a técnica fotográfica ou apenas trocamos de aparelho tecnológico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos muito nos últimos anos e semanas – não é por acaso que o STF não modificou a Lei de Anistia e pode retroceder na questão dos direitos quilombolas a qualquer momento -  pois cedem aos interesses daqueles que não querem participar do jogo, da democracia pensada e em construção desde 1988, esses que manipulam o uso do poder, ainda jogam da mesma forma que coronéis e truculentos militares se organizaram para dominar setores do Estado, utilizam bravatas, guerra de bastidores políticos, manipulam e são dirigentes da mesma mídia que não sabe a diferença entre informar e comunicar (ou sabe muito bem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo com Milton Santos – nome de craque de bola em mais um ano de Copa sem craques na seleção da CBF/Nestlé/Nike – para esse negro brasileiro, o homem moderno é, talvez mais desamparado que os seus antepassados, pelo fato de viver em uma sociedade informacional que, entretanto, lhe recusa o direito a informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, permanecem as organizações sociais de defesa e promoção dos direitos humanos, aperfeiçoamos as idéias e ideais, voltaremos as Conferências, ocuparemos os Conselhos, iremos às ruas, criaremos nossas mídias, fortaleceremos nossa real comunicação, não hesitaremos em denunciar seja aqui, na ONU ou na OEA, nem deixaremos de formar novos “Jasons”, compreendemos a ampliação em movimento de novas/velhas batalhas que foram/são/serão enfrentadas com sangue e suor pelo sempre jovem Jason nascente, dizendo a todos nós e diante de tantos nós, após mais um golpe: render-se jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-4770730233937716394?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/4770730233937716394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=4770730233937716394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4770730233937716394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4770730233937716394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/05/retroceder-nunca-render-se-jamais.html' title='Retroceder nunca, render-se jamais'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S-4V4m78-gI/AAAAAAAAAQ4/hPZuxlgtYXk/s72-c/DSCN1109.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3355150171748105110</id><published>2010-04-19T20:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T20:55:18.595-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Dissertação não publicada...rs</title><content type='html'>ARAÚJO. E.F. AGOSTINHA – POR TRÊS LÉGUAS EM QUADRA: A temática quilombola na perspectiva global-local. 2008. 217f. Dissertação (Mestrado em Ciências Jurídicas) – Universidade Federal da Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa enquanto instrumento de validação teórica, abordou a temática quilombola no campo histórico-político conceitual global, no qual se propôs uma re-leitura da universalidade dos direitos humanos a partir de uma perspectiva Sul-Sul, privilegiando as falas submersas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As análises partiram do processo de formação, perseguição e esquecimento dos quilombos no Brasil. Os quilombos foram retratados enquanto mobilização social, em uma abordagem étnico-cultural e político-racial, desmistificando-se o senso comum em torno das configurações territoriais e identitárias dessas comunidades, com ênfase nos Palmaristas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo se valeu de métodos utilizados da antropologia (história oral, observação participante e estudo de caso) para pesquisas no campo da sociologia jurídica. Foram realizadas pesquisas de campo, revisões bibliográficas e análises legislativas, assim como foram utilizados aportes teóricos críticos do direito dogmático e abordagens às questões centrais que envolvem identidade, territorialidade e instrumentos jurídicos, nacionais e internacionais. A relação de dados de instituições públicas federais (INCRA, FCP e SEPPIR) e no Poder Judiciário do Estado de Pernambuco possibilitou uma visão amplificada da temática quilombola nos meandros burocráticos atuais. A partir da construção conceitual consolidada no campo introdutório e nos capítulos seguintes, as discussões foram guiadas pela construção da identidade negra no Brasil e a mobilização política dos negros no país antes e depois da Constituição de 1988. A Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas, Salgueiro – Pernambuco, acolheu a pesquisa para que a mesma tivesse uma configuração prática de vivência na Comunidade. Através do levantamento de dados, entrevistas, documentos e receptividade foi possível fundamentar a pesquisa qualitativa, quantitativa e sentimentalmente. As relações entre território, identidade e educação, enquanto eixo articulador do direito achado/constituído no quilombo, consolidou uma dimensão local de construção dos direitos humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos relacionados à autonomia e a memória permanente de Conceição das Crioulas fundamentaram a experiência. A análise do campo jurídico, institucional e das políticas públicas possibilitou dar um fecho à pesquisa através de um olhar histórico-jurídico do Estado e da sociedade brasileira. Considera-se, portanto, que a temática quilombola, entre a demanda nova/velha e o direito enquanto instrumento de mudança social, alicerçado por uma leitura interdisciplinar, poderá auxiliar o Estado e a sociedade a lidarem de modo mais plural em suas ações, reflexões e aproximações com o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chave: Direitos Humanos; Sociologia Jurídica; Quilombos; Direito achado no&lt;br /&gt;quilombo; Identidade; História Social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3355150171748105110?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3355150171748105110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3355150171748105110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3355150171748105110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3355150171748105110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/04/resumo-da-dissertacao-nao-publicadars.html' title='Resumo da Dissertação não publicada...rs'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5057440675365569378</id><published>2010-03-20T15:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T16:16:03.383-07:00</updated><title type='text'>Dos 16 aos 33</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S6VNPtH5TwI/AAAAAAAAAQw/rHt2SFoxXAk/s1600-h/saojoao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S6VNPtH5TwI/AAAAAAAAAQw/rHt2SFoxXAk/s320/saojoao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450847856207941378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando completei uns 16 anos de idade, comecei fugazmente a escrever tentativas de poesias, músicas, contos e prosas. Detestava a instituição escola. Aprendia mais lendo livros de literatura e política do que estudando matemática ou biologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando completei uns 25 anos de idade, voltei lentamente a escreve tentativas de artigos, manifestos, projetos, petições, notas públicas e colunas para jornais. Adorava escrever impunemente, sem julgamentos. Deixava tudo que era teórico apreendido, quando as realidades das leituras não se isolavam de forma tão evidente quanto deveriam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou aos 33 anos...Fazendo algumas coisas que ainda aos 16 curtia, que aos 25 estava tão presente quanto era certo viver eternamente, rompo a década de  30 continuo a acreditar, a partir da inquietude das palavras escritas e/ou faladas, das ações e reflexões em alguns momentos surradas pela crueldade da velocidade tardia de cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1992 escrevi muita besteira. Um caderno de rimas ridículas e tentativas de fazer música sem saber tocar um violão. &lt;br /&gt;De toda forma, fizeram parte da minha vida...E estão aqui em páginas amareladas, com desenhos e riscos inteligíveis. &lt;br /&gt;De quando em vez vou soltar uma por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o título de : Dos 16 aos 33. &lt;br /&gt;Escute!&lt;br /&gt;Ninguém consegue ver...&lt;br /&gt;As palavras cortam o ar. &lt;br /&gt;E fico olhando sozinho : O Grito!&lt;br /&gt;Entro e penso: Tenho que sair da depressão, essas palavras são todas iguais. &lt;br /&gt;Não vejo as palavras que estavam soltas no ar. &lt;br /&gt;Minhas mãos compõem: um enraizamento das suas linhas no meu cérebro &lt;br /&gt;Sinto o corpo flutuar lentamente...mente lenta. &lt;br /&gt;E escolho palavras novas nas nuvens e deixo que caiam. &lt;br /&gt;Cadê a doce criança?&lt;br /&gt;Onde estão as tardes de domingo?&lt;br /&gt;A bola passa de mãos e mãos e pelos pés. &lt;br /&gt;E as palavras caídas são escolhidas...voltam para o ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5057440675365569378?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5057440675365569378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5057440675365569378' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5057440675365569378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5057440675365569378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/03/dos-16-aos-33.html' title='Dos 16 aos 33'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S6VNPtH5TwI/AAAAAAAAAQw/rHt2SFoxXAk/s72-c/saojoao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8684859604029480822</id><published>2010-03-13T07:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T07:57:07.381-08:00</updated><title type='text'>Breves comentários sobre a questão de Gênero</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S5uwN6rlvcI/AAAAAAAAAQo/i1ildeCVaRI/s1600-h/28_MHG_rio_sirley28.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S5uwN6rlvcI/AAAAAAAAAQo/i1ildeCVaRI/s320/28_MHG_rio_sirley28.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448141927371619778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirlei – “não entendo porque fizeram isso comigo!”&lt;br /&gt;“Uma prostituta identificada como Ângela prestou depoimento, na noite desta quarta-feira, na delegacia e também acusou os cinco jovens que bateram na doméstica. Ela disse que estava num ponto de ônibus anterior ao de Sirlei, na madrugada de sábado. Ela reconheceu Rubens Arruda como seu principal agressor, mas não os outros porque ficou de costas depois que começou a apanhar e saiu correndo. Além de levar vários socos e pontapés, teve uma pochete roubada.”&lt;br /&gt;Jovens dizem que espacaram a doméstica porque confundiram com uma prostituta. &lt;br /&gt;fonte:http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/06/28/296560373.asp &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve comentários sobre a questão de Gênero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo necessário para superação dos preconceitos em face das relações de gênero não passa apenas por vias legislativas e dos demais órgãos do Estado, ela é também realizada no cotidiano, nas relações interpessoais, nas escolas, nas ruas e nas conversas familiares.Sirley questiona, porque fizeram isso com ela? Questionamos, como está esse caso atualmente no Judicário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa rápida homenagem ao dia internacional das mulheres, re-afirma nossa consciência histórica, política e social em face das desigualdades de gênero no Brasil, porém busca rapidamente demonstrar como todo avanço datado na cronologia histórica deve ser estudada para que na nossa arrogância inconsciente,possamos entender que sempre existe : “o silêncio que precede o esporro!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionar a idéia inicial na qual o direito, lei e sistema de proteção aos direitos das mulheres no Brasil são imprescindíveis, coaduna-se com a perspectiva de que a legislação internacional dos direitos humanos, fortificam os direitos feministas, principalmente se aliados a pressão dos movimentos sociais que travam essa batalha, não pode ser considerado apenas espaço restrito às mulheres, a compreensão amplificada do fenômeno nos coloca perante a necessidade de articular diversos segmentos da sociedade em torno dessa pauta centenária. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entre as instituições do Estado com maior responsabilidade em relação aos direitos feministas, temos o Poder Judiciário no senso comum visto enquanto acesso direito à justiça, obviamente a estrutura oficial estatal para solução de conflitos através de um aparato de procedimentos, textos jurisprudenciais, leis, magistrados, serventuários e outras nuances que compõe essa via institucional de acesso a garantias de direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perspectiva de concretização de Justiça, porém passa por outros largos conceitos do que meramente um formalismo abstrato ou tecnicismo refinado, questões que não serão resolvidas nesse breve comentário nos levam a questionar: O que é Direito? O que é Lei? Como concretizar um Sistema de Proteção aos direitos das mulheres em uma sociedade secularmente machista e opressora em relação a qualquer tipo de diferença, seja ela social, racial, econômica, sexual, política e religiosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais questões são respondidas no cotidiano, educação, elevação do senso comum ao bom senso, respeito ao próximo, alteridade, libertação, emancipação e nesse momento histórico político das mulheres no Brasil e no mundo, a força coercitiva do Estado, que refratando as políticas e formulações teóricas e práticas dos movimentos sociais/academia ligados ao tema externaliza à toda sociedade uma força normativa de conduta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porém como sinalizei anteriormente, tal força legal, jurídica ou moral, não está apenas vinculada a aparente solução do problema da discriminação, preconceito e superação das desigualdades, por exemplo, como posso dizer para alguém pessoa que ela está discriminando outra, quando sequer boa parte da população não sabe qual é o conceito de discriminação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discriminação : Refutação dos objetivos de outras pessoas em razão de fatores como cultura, religião, raça, etnia, nacionalidade, língua, classe, sexo, ou orientação sexual.A discriminação é considerada preconceituosa se gerar uma ação em que a pessoa ou grupo lesado seja considerado inferior, essa forma de discriminação é crime no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrimos então outras portas, como trabalhar tal conceito quando aspectos culturais de formação da nossa sociedade e do Estado transcendem uma mera discrição conceitual? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, como diz uma amiga minha ligada ao Movimento Negro, quer saber o quem é negro no Brasil, basta acompanhar uma patrulha da polícia, com certeza eles sabem diferenciar quem é negro ou não neste país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação as mulheres essa relação também perpassa essa questão objetiva e também um desafio subjetivo, além do fato cotidiano da discriminação, é necessário que a mulher sinta-se “empoderada” para reivindicar sua condição de mulher enquanto conhecedora dos seus direitos e de todo processo histórico em torno das relações de gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre “brinco” com alunos/as, tem professores/as de filosofia, direito, artes, sociologia, história que se esforçam teoricamente para explicar o que é dignidade humana, tratados são escritos, palestras proferidas, o conceito é fluido e escorre para todos os lados, porém o conceito de dignidade humana para mim está presente no sentimento em relação a falta gritante dessa dignidade, basta perguntar/olhar/compreender uma mulher vítima de violência que qualquer conceito teórico recolhe-se a sua insignificância diante da materialidade factual.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Outras formas de trazer o debate é a apresentação de alguns dados, por exemplo:  “ Segundo as Nações Unidas, os 70% de pobres do mundo são mulheres, que são vítimas de discriminação e ainda têm limitações com relação ao acesso à terra, ao crédito, à educação , à uma adequada capacitação tecnológica, além de receberem menos do que os homens para tarefas idênticas; são as últimas a serem contratadas e as primeiras a perderem seus empregos. As meninas e mulheres possuem menos de 1% das riquezas do planeta. Realizam 70% das horas de trabalho e recebem somente 1% das riquezas do planeta. Realizam 70% das horas de trabalho e recebem somente 10% dos rendimentos. Quatro milhões de mulheres e meninas são vendidas a cada ano para fins de prostituição, escravidão doméstica ou casamento forçado, 2/3 das crianças que não vão à escola são meninas e 2/3 dos analfabetos são mulheres.” Relatório da Rede de Justiça Social 2002. p.249 Macha Mundial da Mulheres – “ Alternativas para um outro mundo” . Texto debatido durante a realização do Fórum Social Mundial 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano nacional reafirmar a Cronologia Feminista além de estarrecer algumas pessoas com as barbáries legislativas de alguns momentos históricos, nos projetam para o entendimento que o desenvolvimento crítico não começou agora ou ontem, milhares de históricas contribuições das mulheres ( principalmente negras) trouxeram ao nosso rompimento com o ideal e conforto das nossas posições sociais.  Essa é minha homenagem rápida ao dia, mês, ano, décadas e séculos que irão seguir das mulheres, pelas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, aponto pessoalmente que já fui machista, homofóbico, preconceitouso em relação a classe social e economica, talvez nunca fui racista, por sempre ter sido alvo de "brincadeiras" por ser o "moreno" da turma de classe média, porém devo ter feito "brincadeiras" de cunho racial ou reprodução do senso comum em relação aos povos pré-colombianos, e tais questões/posição não me torna pior ou melhor do que ninguém, apenas comprova o fato que não bastam leis, é necessário muito diálogo para superar essas pré-concepções que nos são postas enquanto verdade absoluta, seja no almoço de domingo ou na rua e também no Judiciário (como está o caso Sirley?), o processo de formação da consciÊncia é dolorido, cansativo e contínuo, não ser torna algo apenas para aparentar uma posição "politicamente correta", mas um descorntinamento das nossas próprias limitações...Tudo é impulso para novas revelações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1879 - O governo brasileiro abriu as instituições de ensino superior do país às mulheres; mas as jovens que seguiam esse caminho eram sujeitas a pressões e à desaprovação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1917 - As mulheres ganharam o direito de ingressar no serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1919 - A Conferência do Conselho Feminino da OIT aprovou o salário igual para trabalho igual, destacando -se a participação de duas brasileiras no evento: Bertha Lutz e Olga de Paiva Meira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1927 - Na cidade de Mossoró (RN), Celina Guimarães torna -se a primeira eleitora brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1928 - Alzira Soriano é eleita a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, no município de Lages (RN).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1932 - As mulheres ganham o direito ao voto em todo o Brasil com a promulgação do novo Código Eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1962 -Suprimiu -se do Código Civil o Código da Mulher Casada, que a considerava relativamente incapaz, comparada a menores de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1964 - O Conselho Nacional de Desportos - CND proíbe a prática do futebol feminino no Brasil. A decisão só foi revogada em 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1966 - O Congresso Nacional incluiu o sistema de cotas na legislação eleitoral, obrigando os partidos políticos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas proporcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977 - É aprovada a lei do divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1979 - Eunice Michillis torna -se a primeira senadora brasileira, defendendo, sobretudo, a cidadania feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980 - Acontece o Encontro Feminista de Valinhos, São Paulo, que recomenda a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência contra a mulher. Surge o lema: "Quem ama não mata, não humilha, não maltrata". Ganha fôlego o SOS -Mulher, que se traduziria, em seguida, na criação de delegacias especiais de atendimento à mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980 - Instituído, pela Lei nº 6.971, de 9 de junho de 1980, o Dia Nacional da Mulher comemorado em 30 de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1985 - A Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei nº 7353, que criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1985 - As mulheres conquistam a criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Nesse ano também surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (DEAM), em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1986 - Presença importante de 26 mulheres, eleitas deputadas constituintes, que atuaram na defesa dos direitos reprodutivos e no combate à violência contra as mulheres. A atuação ficou conhecida como "lobby do batom".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1990 - Júnia Marise é a primeira senadora da República eleita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1994 - Benedita da Silva elegeu -se a primeira senadora negra. É considerada também a mulher negra que atingiu os mais altos cargos na história política do País.&lt;br /&gt;1995 - É aprovada a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, conhecida como a Convenção de Belém do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1996 - O Congresso Nacional incluiu o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos políticos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas proporcionais (Lei nº 9.100/95 - § 3º, art. 11), e a Lei 9504/97 eleva para 30%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 - O novo Código Civil acabou com o direito do homem de mover ação para anular o casamento se descobrir que a mulher não era virgem, termo presente no antigo Código Civil, de 1916.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004 - Extinção da expressão "mulher honesta" no Código Penal, em vigor desde 1940. Os artigos 205, 206 e 207 do código exigiam que a mulher deveria provar ser honesta, ou seja, virgem para poder processar seu agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003 - A Secretaria dos Direitos da Mulher é transformada na Secretaria de Políticas para as Mulheres, status de ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004 - Instituído por lei como o Ano Nacional da Mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006 – Lei Maria da Penha. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006 Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 – 100 anos de luta pelos direitos das mulheres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8684859604029480822?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8684859604029480822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8684859604029480822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8684859604029480822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8684859604029480822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/03/breve-comentarios-sobre-questao-de.html' title='Breves comentários sobre a questão de Gênero'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S5uwN6rlvcI/AAAAAAAAAQo/i1ildeCVaRI/s72-c/28_MHG_rio_sirley28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5044118112318114157</id><published>2010-02-28T10:14:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T10:18:19.146-08:00</updated><title type='text'>Férias e Prévias: O roteiro de uma folga transpirada.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S4qy86Bwg4I/AAAAAAAAAQg/mzJNb8MyDYI/s1600-h/giugno.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 232px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S4qy86Bwg4I/AAAAAAAAAQg/mzJNb8MyDYI/s320/giugno.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443359859069191042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto retirada de algum local que não lembro no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanso e folia. Atordoa a mente. Agita o corpo. Propõe desconforto e asfixia. Liberta o passo e a nova rotina. Ser composto de contradições aglutinando o folião e a interpretação das fantasias. Dorme lentamente. Acorda em outra monotonia. Acredita que tudo cria desespero e felicidade. Corre, levita, sacode e vomita toda a falta de verdade. É mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aponta o bloco. É o próprio enredo e nostalgia. Micróbio no frevo. O jovem no elevador escuta algo que não sei de onde vem e se serve para carnaval. Olha que conheço essa cara, você chegou de cima. É prévia. Parece que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô ô ô saudade.Saudade tão grande.Saudade que eu sinto.Do Clube das Pás, do Vassouras.Passistas traçando tesouras.Nas ruas repletas de lá.Batidas de bombos.São maracatus retardados.Chegando à cidade, cansados,Com seus estandartes no ar.Que adianta se o Recife está longe.E a saudade é tão grande.Que eu até me embaraço.Parece que eu vejo.Valfrido Cebola no passo.Haroldo Fatias, Colaço Recife está perto de mim.O Frevo número 01. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa para ler, ver TV, regorjear e não perceber. Acusa, rompe, compra e perde. Chegaram as contas, as crianças e os motivos. Revolta e conforta. Fatos, normas, pedágios do conhecimento são os livros contorcidos na estante. Desliga o monitor e liga o raio que contorce as frivolidades. São férias com prévias. &lt;br /&gt;Muriçocas e Cafuçu. Não entendo o que vem depois. O bocado de carnaval ficando nas praças, praias e nas músicas que contam histórias em uma avenida. Pipoca meu bem, pipoca. Planejado e não cumprido. Foi por uma causa boa. Foi para salvar uma lassidão. É para continuar começando 2010 sem perder de vista o riso e a paixão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim...Renova, resgata, relincha, recife, reporta e reconforta. Abafamento do apartamento que transpira sem dormir enquanto o roteiro corre lento dentro de uma imensidão de passista e espectadores. São as férias e as prévias. Escritas contra o tédio e a rouquidão dos que não encontram desejos e não se embriagam de multidões em suas multidimensões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5044118112318114157?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5044118112318114157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5044118112318114157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5044118112318114157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5044118112318114157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/02/ferias-e-previas-o-roteiro-de-uma-folga.html' title='Férias e Prévias: O roteiro de uma folga transpirada.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S4qy86Bwg4I/AAAAAAAAAQg/mzJNb8MyDYI/s72-c/giugno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3960048003089120251</id><published>2010-02-01T13:21:00.001-08:00</published><updated>2010-02-01T13:22:34.949-08:00</updated><title type='text'>Nota Pública : Um ano da morte de Manoel Mattos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S2dGArLHl7I/AAAAAAAAAQY/K-fcGOW_jVQ/s1600-h/manuelmattos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S2dGArLHl7I/AAAAAAAAAQY/K-fcGOW_jVQ/s320/manuelmattos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433388452849096626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Matos passou esse vídeo/link da última campanha de Manoel Mattos, para quem não o conheceu, a imagem e sua fala diz quais os desafios e esperança desse grande cara em uma cidade pequena, para quem o conheceu, fica díficil não lembrar das suas expressões, palavras e atitudes, díficil escrever algo nesse momento, as subjetividades e afinidades afloram e rompem qualquer pesrpecitiva racional... "Impossível fazer um poema / neste momento. / Não, minha filha, eu não sou a música / _ sou o instrumento. / Sou, talvez, dessas máscaras ocas / num arruinado monumento: / empresto palavras loucas / à voz dispersa do vento..."Mário Quintana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ypT4exXo2Jg&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Singela homenagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA PÚBLICA: Um ano da morte de Manoel Mattos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 29 de janeiro de 2010 -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;http://global.org.br/programas/um-ano-da-morte-de-manoel-mattos/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era segredo pra ninguém. Nas pequenas cidades da fronteira entre Pernambuco e Paraíba, todos sabiam que Manoel Mattos, o advogado que desafiou os grupos de extermínio da região, estava marcado para morrer. Junto com outros que ousaram denunciar as frequentes execuções praticadas por pistoleiros e agentes públicos, Mattos por diversas vezes procurou autoridades e organizações da sociedade civil para alertar: “se nada for feito, eles vão me matar”. Não faltou aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, a Justiça Global e a Dignitatis Assessoria Técnica Popular encaminharam à Organização dos Estados Americanos (OEA) um pedido de medidas cautelares para a garantia da vida e da integridade física de Manoel Mattos e de outras quatro pessoas. A intenção era chamar a atenção do Estado brasileiro para as ameaças que vinham sofrendo e forçar não apenas que lhes fosse assegurada a proteção policial, mas que se iniciasse um trabalho eficaz de investigação a fim de desarticular os grupos de extermínio. A OEA prontamente concedeu as medidas cautelares, mas de nada adiantou: a falta de apuração e proteção possibilitou que, das cinco pessoas beneficiadas com as cautelares, duas tenham sido mortas (o primeiro foi Luiz Tomé da Silva, conhecido como “Lula”, um ex-pistoleiro que passou a colaborar com as investigações da CPI dos Grupos de Extermínio da Câmara, em 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 24, o assassinato do advogado Manoel Bezerra de Mattos, natural de Itambé (PE), completou um ano. Quatro dias após o crime, no dia 28 de janeiro de 2009, a Justiça Global e a Dignitatis solicitaram a instauração de Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), medida judicial que transfere para a esfera federal a competência para investigar e responsabilizar judicialmente. O pedido foi reforçado pelo Ministério da Justiça, pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos de PE e pelos governadores de Pernambuco e Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A documentação encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR) solicitava a federalização não apenas do assassinato de Manoel Mattos, como também da ação dos grupos de extermino que na última década já executaram mais de 200 pessoas na região. As organizações da sociedade civil deixaram claro: se dependermos da atuação das polícias estaduais e da justiça local, dificilmente se chegará aos mandantes do crime e aos líderes do grupo. E isso, até hoje, não é segredo pra ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar do parecer favorável da PGR e da urgência para que o IDC seja instaurado, o pedido de federalização do caso continua emperrado no Superior Tribunal de Justiça desde junho de 2009. No estado da Paraíba, cinco pessoas chegaram a ser denunciadas pela morte de Manoel Mattos, mas, apesar das provas colhidas, o processo ainda encontra-se em fase de ouvir testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, notícias dão conta que os grupos de extermínio continuam articulados na zona limítrofe de PE e PB. Os mesmos políticos, magistrados e delegados de polícia que Mattos denunciou – e que foram citados nominalmente no relatório final da CPI dos grupos de extermínio, em 2005 – continuam dominando o aparato estatal da região. Há apenas duas semanas, a mãe de Manoel Mattos, Nair Ávila, que de forma corajosa tem buscado justiça para seu filho, foi perseguida quando saía de uma audiência judicial em Itambé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassinato de Manoel Mattos é um triste retrato de um Brasil que ainda é governado livremente pelo crime organizado.  Apesar de todos os avisos, de todas as denúncias, de todas as medidas, não conseguimos evitar sua morte. Cabe às autoridades, agora, impedir que aqueles que mataram Manoel Mattos tenham o terreno livre para continuarem a praticar seus crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUSTIÇA GLOBAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIGNITATIS – Assessoria Técnica Popular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MNDH/PE – Movimento Nacional de Direitos Humanos de Pernambuco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3960048003089120251?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3960048003089120251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3960048003089120251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3960048003089120251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3960048003089120251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/02/nota-publica-um-ano-da-morte-de-manoel.html' title='Nota Pública : Um ano da morte de Manoel Mattos'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S2dGArLHl7I/AAAAAAAAAQY/K-fcGOW_jVQ/s72-c/manuelmattos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6014481145834549932</id><published>2010-01-26T15:58:00.001-08:00</published><updated>2010-01-26T16:10:15.303-08:00</updated><title type='text'>Brasil : A lagoa dos Negros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1-B9yb3KRI/AAAAAAAAAQI/Z-1yf9jZS60/s1600-h/P1010057.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1-B9yb3KRI/AAAAAAAAAQI/Z-1yf9jZS60/s320/P1010057.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431202574142744850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto cedida pela ARQMO - Associação Rural de Quilombolas e moradores de Oriximiná em visita realizada no ano de 2008, nas conversas com moradores das comunidades, uma história parecida com essa narrada pelo Ribamar (texto a seguir) foi relatada pelos mais novos e mais velhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história consiste na criação dos primeiros quilombos da região, em uma "queda" talvez parecida com essa da foto, um navio negreiro ficou afastado durante alguns dias enquanto esperava diminuir a correnteza para retornar, em determinado momento um motim dos africanos tomou conta do navio, este sob controle dos africanos, foi jogado na "queda" com a tripulação branca, os africanos se separaram por grupos étnicos e cada qual buscou sua rota de fuga e mais adiante lugar para montar sua comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante vários anos, as comunidades se comunicavam pouco, tomavam conhecimento através de alguns grupos indígenas de que haviam fugitivos de todas as regiões do norte/nordeste em busca dos locais desses primeiros fugitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma história é narrada o desaparecimento de vários que tentaram chegar a outras comunidades ou comercializar produtos nas cidades próximas - leia-se próxima duas semanas ou mais de viagem pelos rios - tambpem contaram as formas com as quais alguns quilombos de forma astuciosa conseguiram "driblar" expedições que procuravam africanos fugitivos, o uso e exploração de índios da região para que levassem aos locais certos...enfim as narrativas populares - várias vezes rejeitadas no mundo acadêmico -  aproxima as histórias sufocadas da formação do nosso país, talvez por isso são tão incomodam tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL: A LAGOA DOS NEGROS&lt;br /&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;17/01/2010 - Diário do Amazonas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios mapuches e os camponeses que vivem às margens de uma lagoa, ao sul do Chile, juram que, de vez em quando, aparecem boiando no espelho d’água cabeças negras, com cabelo pixaim. Dizem que as cabeças vão surgindo, uma depois da outra. Dizem que ficam de bubuia, flutuando por um instante fugaz e, depois, voltam para o fundo da lagoa, conhecida, por isso, como Laguna de los Negros. Algumas histórias que ainda hoje circulam falam em oito cabeças, outras em vinte e até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tentaram fotografar as aparições, mas elas se mostram apenas em uma fração de segundo. Só quem pode vê-las é o morador da região, que sabe das coisas. Para os citadinos desinformados, vindos de fora, elas são invisíveis. Aí, como nada vêem, esses analfabetos da oralidade acham que tais “visagens” e “histórias de assombração” não passam de “fantasia de índio”, “superstição de camponês”, “crendice absurda”, “invenção”, “mentira” ou, no melhor dos casos, “puro folclore”, incompatível com a modernidade, a tecnologia, o pensamento científico, a metrópole, a internet.&lt;br /&gt;Foi aí que um historiador, para quem só vale o que está escrito, vasculhou arquivos em busca de pistas que explicassem o fato. Descobriu na documentação antiga que o colonizador espanhol decapitava os índios ou amarrava uma pedra no pescoço deles, atirando-os no fundo daquela lagoa, que ainda guarda o mistério e o encanto do tempo em que foi mais larga e profunda. &lt;br /&gt;O último registro escrito dá conta de um motim ocorrido em janeiro de 1804 no navio negreiro Prueba, quando 72 escravos trazidos da África em jaulas, como bichos, se revoltaram, mataram 18 marinheiros e exigiram que o capitão, chamado Carreño, voltasse pro Senegal. No retorno, um navio norteamericano atacou o barco e trucidou os revoltosos. Oito sobreviventes presos – um deles de nome Mure - foram condenados à morte e atirados no fundo da lagoa, de onde, de tempos em tempos, emergem. &lt;br /&gt;As aparições &lt;br /&gt;O pesquisador uruguaio Nestor Ganduglia, que sabe ler oralidades, considera as aparições como uma estratégia de preservação da memória popular. É assim que as pessoas humildes fazem: não escrevem livros, mas gravam suas experiências, quase sempre amargas e dolorosas, na paisagem, nos costumes, nos rituais, nos cantos, nas vozes que transmitem suas narrativas lendárias, criando redes subterrâneas que mantêm a memória viva em um mundo dominado por versões oficiais – ele diz.&lt;br /&gt;A História oficial - relato escrito dos vencedores - apaga os crimes hediondos e afoga as atrocidades dos poderosos no lago do olvido. Milhares de ossadas permanecem insepultas nas águas da nossa América. Para serem lembradas é que, de vez em quando, sobem à tona na voz do povo, que resiste ao esquecimento e manifesta seu assombro, ao repassá-las oralmente de uma geração a outra, transpondo as barreiras do tempo.&lt;br /&gt;Eis o que eu queria dizer: o Brasil é uma enorme Lagoa dos Negros. Os horrores da escravidão foram esquecidos e os bandeirantes, que assassinaram índios, transformados em heróis. As narrativas das comunidades quilombolas, dos povos de terreiro e das aldeias indígenas continuam fora da sala de aula, do museu, do monumento e da mídia, apesar de uma lei recente obrigar sua inclusão nas escolas. &lt;br /&gt;O atual debate sobre a ditadura militar revela como a memória é apagada.&lt;br /&gt;Durante vinte anos, a repressão política seqüestrou, prendeu, espancou, torturou e exilou milhares de pessoas, deixando um saldo de 144 mortos sob tortura e 125 desaparecidos, cujos cadáveres não foram localizados, entre eles o do amazonense Thomaz Meirelles, aqui citado no domingo passado. &lt;br /&gt;O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça no governo FHC, de forma apressada, declarou ontem que os militares brasileiros desaparecidos sob os escombros no terremoto do Haiti não estão mais vivos.&lt;br /&gt;“A expressão desaparecido é técnica. Significa corpo não encontrado” – disse, prometendo localizar os cadáveres. Não quer, porém, igual tratamento aos desaparecidos políticos, que permanecem soterrados nos inacessíveis arquivos dos órgãos de repressão.&lt;br /&gt;As memórias&lt;br /&gt;Na disputa pela memória, o presidente Lula assinou decreto, contendo um montão de resoluções aprovadas na 11ª. Conferência Nacional de Direitos Humanos, entre as quais a criação da Comissão da Verdade, encarregada de esclarecer “as violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política” durante a ditadura militar.&lt;br /&gt;Lula explicou, anteontem, em entrevista a TV Mirante, no Maranhão, que o decreto manifesta apenas uma intenção: “O governo pode aceitar tudo, pode aceitar 80% ou 30%. Uma parte pode ser transformada em lei, a outra fica no programa”. A proposta pode ou não ser encaminhada como projeto de lei ao Congresso Nacional, onde vai ser analisada, discutida, emendada e votada, podendo ser aprovada ou rejeitada. O que a Comissão da Verdade vai fazer depende disso tudo e dos poderes a ela atribuídos.&lt;br /&gt;Embora a Comissão da Verdade seja apenas uma proposta indicativa, bastante tímida, sem poder legal, mesmo assim os comandantes militares reagiram contra ela como senhores e donos da memória nacional, papel que não lhes cabe constitucionalmente . Não querem sequer que a idéia seja discutida.&lt;br /&gt;Foram intransigentes. Exigiram que a expressão “repressão política” fosse apagada no novo decreto. Foram obedecidos. Os arquivos militares continuam fechados. Só nos resta resistir, mantendo os torturados de bubuia no lago de nossa memória.&lt;br /&gt;A tortura é considerada ilegal até mesmo pela legislação arbitrária de qualquer ditadura. Mas os torturadores só foram julgados – como Pinochet no Chile, depois de preso em Londres - quando os países que praticaram esse crime hediondo foram redemocratizados: Chile, Argentina, Uruguai, Portugal, Espanha, Grécia. Os processos judiciais atestaram a existência da democracia e contribuíram para recuperar a memória.&lt;br /&gt;A Argentina acaba de abrir os arquivos da ditadura. O Chile investiu US$20 milhões para construir o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, um edifício de cinco andares, projetado – oh ironia! – por um escritório paulista de arquitetura. Tem um arquivo no subsolo aberto para consulta, milhares de fotos, cartazes, textos e testemunhos em vídeos com crianças em busca de seus pais e avós, além de um espaço – o velatón – onde o acrílico reproduz as velas que eram acesas nos locais de execução.&lt;br /&gt;Revanchismo? Insensatez? Não, apenas compromisso com a História. Cutucar a onça com vara curta? Pode ser se não sabemos o tamanho da nossa vara. Mas ninguém quer torturar os torturadores, apenas que respondam, dentro da lei, pelos atos que cometeram, assegurando- lhes um direito que eles não concederam às suas vítimas: o de ampla defesa. A impunidade deles contribui para que, ainda hoje, a tortura continue praticada em nosso país contra presos comuns, de origem pobre.&lt;br /&gt;Muitas cabeças ainda vão boiar no lago da memória, até que o Brasil, efetivamente, se redemocratize e tenha consciência de que o futuro só se transforma se encararmos o passado. Por isso é que a memória é tão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Neste momento, ouço um documentário na TV Senado, em que um deputado Márcio Moreira Alves, chama a sociedade, em especial as mulheres, que se faça um boicote em 7 de Setembro... O que as mulheres da Atenas fizeram... Que boicotem impedisse que seus filhos e filhas desfilem com os militares, os mesmos que os roubam e torturam. O momento é outro, mas o artigo de Bessa nos leva a nos posicionarmos, chama nossa atenção para a necessária tomada de posição dos brasileiros para que a história não seja transformada em "viagem" dos que sofreram as dores da tortura e a história não seja apagada. de Cuiabá, Beleni, 25/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6014481145834549932?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6014481145834549932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6014481145834549932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6014481145834549932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6014481145834549932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/01/brasil-lagoa-dos-negros.html' title='Brasil : A lagoa dos Negros'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1-B9yb3KRI/AAAAAAAAAQI/Z-1yf9jZS60/s72-c/P1010057.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1883950619269193917</id><published>2010-01-18T12:44:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T12:58:13.143-08:00</updated><title type='text'>Haiti - A Maldição Branca por Eduardo Galeano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1TIZ0JC51I/AAAAAAAAAQA/Ce7upU9pVIU/s1600-h/DSCN0895.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1TIZ0JC51I/AAAAAAAAAQA/Ce7upU9pVIU/s320/DSCN0895.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428183796707157842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última semana, entrou na mídia mundial o Haiti em face do terremoto que ceifou a vida de milhares de pessoas, entres elas de alguns brasileiros/as,a mais conhecida, Dona Zilda Arns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou entrar no debate sobre a questão haitiana, e a ocupação bélica em nome da PAZ comandada pelo Exercíto brasileiro e suas contradições no Haiti, onde busca demonstrar ao mundo a liderança latino-americana que espelha suas ações no primo rico EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei discutir sobre a questão negra no Haiti, primeiro país das Américas a abolir a escravidão e os negros enquanto protagonistas comandaram uma revolução sufocada pela "ordem" mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei repetir Gil e Caetano - O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui - porém além da catástrofe, chama atenção as declarações do Cõnsul do Haiti no Brasil na semana passada - estilo Boris Casoy - colocando a possível razão do terremoto na religiosidade de matriz afro, assim como vendo enquanto oportunidade benéfica para o país na agenda internacional a morte das pessoas naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre nesse momento deixar a matéria do Cônsul, pensar nas ações em torno desta comprovação da existência do racismo institucional no Haiti como aqui, assim como, deixar um texto de 2004 do escritor Eduardo Galeano sobre " A maldição branca no haiti".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Consul do Haiti diz que terremoto pode ter ocorrido porque haitianos praticam vodu &lt;br /&gt;Por Redação Yahoo! Brasil&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cônsul geral do Haiti em São Paulo, Gerge Samuel Antoine, apareceu em reportagem exibida na noite desta quarta-feira no programa "SBT Brasil" dizendo que o terremoto está "sendo bom" para seu trabalho e que a tragédia pode ter ocorrido por causa da religião praticada por boa parte dos haitianos, descendentes de africanos. O vodu é uma delas.&lt;br /&gt;Sem saber que estava sendo gravado pela equipe da repórter Elaine Cortez, o cônsul diz um interlocutor: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f..."&lt;br /&gt;O âncora do programa, Carlos Nascimento, informou que após a gravação foi feito um outro contato com o cônsul, interpelando-o sobre as declarações. Antoine disse que se sente preparado para o cargo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://br.noticias.yahoo.com/s/15012010/48/manchetes-consul-haiti-sao-paulo-diz.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A maldição branca&lt;br /&gt;Eduardo Galeano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://zequinhabarreto.org.br/?p=796&lt;br /&gt;http://clio-historiaememoria.blogspot.com/2009/10/maldicao-branca-eduardo-galeano.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia deste ano a liberdade completou dois séculos de vida no mundo. Ninguém se inteirou disso, ou quase ninguém. Poucos dias depois, o país do aniversário, Haiti, passou a ocupar algum espaço nos meios de comunicação; não pelo aniversário da liberdade universal, mas porque ali se desatou um banho de sangue que acabou derrubando o presidente Aristide. &lt;br /&gt;O Haiti foi o primeiro país onde se aboliu a escravidão. Contudo, as enciclopédias mais conhecidas e quase todos os livros de escola atribuem à Inglaterra essa histórica honra. É verdade que certo dia o império que fora campeão mundial do tráfico negreiro mudou de idéia; mas a abolição britânica ocorreu em 1807, três anos depois da revolução haitiana, e resultou tão pouco convincente que em 1832 a Inglaterra teve de voltar a proibir a escravidão. &lt;br /&gt;Nada tem de novo o menosprezo pelo Haiti. Há dois séculos, sofre desprezo e castigo. Thomas Jefferson, prócer da liberdade e dono de escravos, advertia que o Haiti dava o mau exemplo, e dizia que se deveria “confinar a peste nessa ilha”. Seu país o ouviu. Os Estados Unidos demoraram 60 anos para reconhecer diplomaticamente a mais livre das nações. Por outro lado, no Brasil chamava-se de haitianismo a desordem e a violência. Os donos dos braços negros se salvaram do haitianismo até 1888. Nesse ano o Brasil aboliu a escravidão. Foi o último país do mundo a fazê-lo. &lt;br /&gt;O Haiti voltou a ser um país invisível, até a próxima carnificina. Enquanto esteve nas TVs e nas páginas dos jornais, no início deste ano, os meios de comunicação transmitiram confusão e violência e confirmaram que os haitianos nasceram para fazer bem o mal e para fazer mal o bem. Desde a revolução até hoje, o Haiti só foi capaz de oferecer tragédias. Era uma colônia próspera e feliz e agora é a nação mais pobre do hemisfério ocidental. As revoluções, concluíram alguns especialistas, levam ao abismo. E alguns disseram, e outros sugeriram, que a tendência haitiana ao fratricídio provém da selvagem herança da África. O mandato dos ancestrais. A maldição negra, que empurra para o crime e o caos. &lt;br /&gt;Da maldição branca não se falou. &lt;br /&gt;A Revolução Francesa havia eliminado a escravidão, mas Napoleão a ressuscitara: &lt;br /&gt;- Qual foi o regime mais próspero para as colônias? &lt;br /&gt;- O anterior. &lt;br /&gt;- Pois, que seja restabelecido. &lt;br /&gt;E, para substituir a escravidão no Haiti, enviou mais de 50 navios cheios de soldados. Os negros rebelados venceram a França e conquistaram a independência nacional e a libertação dos escravos. &lt;br /&gt;Em 1804, herdaram uma terra arrasada pelas devastadoras plantações de cana-de-açúcar e um país queimado pela guerra feroz. E herdaram “a dívida francesa”. A França cobrou caro a humilhação imposta a Napoleão Bonaparte. Recém-nascido, o Haiti teve de se comprometer a pagar uma indenização gigantesca, pelo prejuízo causado ao se libertar. Essa expiação do pecado da liberdade lhe custou 150 milhões de francos-ouro. O novo país nasceu estrangulado por essa corda presa no pescoço: uma fortuna que atualmente equivaleria a US$ 21,7 bilhões ou a 44 orçamentos totais do Haiti atualmente. Muito mais de um século demorou para pagar a dívida, que os juros multiplicavam. Em 1938, por fim, houve e redenção final. &lt;br /&gt;Nessa época, o Haiti já pertencia aos bancos dos Estados Unidos. &lt;br /&gt;Em troca dessa dinheirama, a França reconheceu oficialmente a nova nação. Nenhum outro país a reconheceu. O Haiti nasceu condenado à solidão. Tampouco Simon Bolívar a reconheceu, embora lhe devesse tudo. Barcos, armas e soldados lhe foram dados pelo Haiti em 1816, quando Bolívar chegou à ilha, derrotado, e pediu apoio e ajuda. O Haiti lhe deu tudo, com a única condição de que libertasse os escravos, uma idéia que até então não lhe havia ocorrido. Depois, o herói venceu sua guerra de independência e expressou sua gratidão enviando a Port-au-Prince uma espada de presente. Sobre reconhecimento, nem uma palavra. &lt;br /&gt;Na realidade, as colônias espanholas que passaram a ser países independentes continuavam tendo escravos, embora algumas também tivessem leis que os proibia. Bolívar decretou a sua em 1821, mas, na realidade, não se deu por inteirada. Trinta anos depois, em 1851, a Colômbia aboliu a escravidão, e a Venezuela em 1854. &lt;br /&gt;Em 1915, os fuzileiros navais desembarcaram no Haiti. Ficaram 19 anos. A primeira coisa que fizeram foi ocupar a alfândega e o escritório de arrecadação de impostos. O exército de ocupação reteve o salário do presidente haitiano até que este assinasse a liquidação do Banco da Nação, que se converteu em sucursal do City Bank de Nova York. O presidente e todos os demais negros tinham a entrada proibida nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do poder estrangeiro. Os ocupantes não se atreveram a restabelecer a escravidão, mas impuseram o trabalho forçado para as obras públicas. &lt;br /&gt;E mataram muito. Não foi fácil apagar os fogos da resistência. O chefe guerrilheiro Charlemagne Péralte, pregado em cruz contra uma porta, foi exibido, para escárnio, em praça pública. &lt;br /&gt;A missão civilizadora terminou em 1934. Os ocupantes se retiraram deixando no país uma Guarda Nacional, fabricada por eles, para exterminar qualquer possível assomo de democracia. O mesmo fizeram na Nicarágua e na República Dominicana. Algum tempo depois, Duvalier foi o equivalente haitiano de Somoza e Trujillo. &lt;br /&gt;E, assim, de ditadura em ditadura, de promessa em traição, foram somando-se as desventuras e os anos. Aristide, o cura rebelde, chegou à presidência em 1991. Durou poucos meses. O governo dos Estados Unidos ajudou a derrubá-lo, o levou, o submeteu a tratamento e, uma vez reciclado, o devolveu, nos braços dos fuzileiros navais, à Presidência. E novamente ajudou a derrubá-lo, neste ano de 2004, e outra vez houve matança. E de novo os fuzileiros, que sempre regressam, como a gripe. &lt;br /&gt;Entretanto, os especialistas internacionais são muito mais devastadores do que as tropas invasoras. País submisso às ordens do Banco Mundial e do Fundo Monetário, o Haiti havia obedecido suas instruções sem pestanejar. Eles o pagaram negando-lhe o pão e o sal. &lt;br /&gt;Teve seus créditos congelados, apesar de ter desmantelado o Estado e liquidado todas as tarifas alfandegárias e subsídios que protegiam a produção nacional. Os camponeses plantadores de arroz, que eram a maioria, se converteram em mendigos ou emigrantes em balsas. Muitos foram e continuam indo parar nas profundezas do Mar do Caribe, mas esses náufragos não são cubanos e raras vezes aparecem nos jornais. &lt;br /&gt;Agora, o Haiti importa todo seu arroz dos Estados Unidos, onde os especialistas internacionais, que é um pessoal bastante distraído, se esquecem de proibir as tarifas alfandegárias e os subsídios que protegem a produção nacional. &lt;br /&gt;Na fronteira onde termina a República Dominicana e começa o Haiti, há um cartaz que adverte: o mau passo. &lt;br /&gt;Do outro lado está o inferno negro. Sangue e fome, miséria, pestes… &lt;br /&gt;Nesse inferno tão temido, todos são escultores. Os haitianos têm o costume de recolher latas e ferro velho e, com antiga maestria, recortando e martelando, suas mãos criam maravilhas que são oferecidas nos mercados populares. &lt;br /&gt;O Haiti é um país jogado no lixo, por eterno castigo à sua dignidade. Ali jaz, como se fosse sucata. Espera as mãos de sua gente. (IPS/Envolverde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Galeano é escritor e jornalista uruguaio, autor de "As Veias Abertas da América Latina" e "Memórias do Fogo"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1883950619269193917?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1883950619269193917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1883950619269193917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1883950619269193917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1883950619269193917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/01/haiti-maldicao-branca-por-eduardo.html' title='Haiti - A Maldição Branca por Eduardo Galeano'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S1TIZ0JC51I/AAAAAAAAAQA/Ce7upU9pVIU/s72-c/DSCN0895.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3908042757478141993</id><published>2010-01-14T08:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T08:11:29.614-08:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos sob conflito - Por Roberto Efrem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S09B5s_O5UI/AAAAAAAAAP4/VqfORhvXcQU/s1600-h/S6300744.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S09B5s_O5UI/AAAAAAAAAP4/VqfORhvXcQU/s320/S6300744.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426628535589463362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEBATE ABERTO &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Os Direitos Humanos sob conflito &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O que temem os setores conversadores de nossa sociedade - de Jobim aos seus militares, do DEM à CNA munida de seus proclamados demônios – não é efetivamente a legalização do aborto ou a Comissão de Verdade e Justiça. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Roberto Efrem Filho, na Agência Carta Maior &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A atual contenda simbólica acerca do III Programa Nacional de Direitos Humanos bem transparece o campo minado em que vivenciamos aquilo que nos acostumamos – talvez por conforto, talvez por funcionalidade - a chamar de democracia. Resta demonstrado, dia após dia, que o aprofundamento do processo democrático, ou seja, o efetivo exercício da democracia, não parece pertencer ao conceito de “democracia” próprio àqueles sujeitos midiática e hegemonicamente competentes para determinar, no espaço público, o que é e o que não é pronunciável nessa “sua” democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa Nacional de Direitos Humanos possui dois vícios estruturais certamente imperdoáveis sob o ponto de vista de nossas classes dominantes. O primeiro deles diz respeito à concepção de Direitos Humanos sob discussão no Programa. O segundo concerne ao fato de que tal Programa resulta de uma experiência democrático-participativa que – ao menos aparentemente – deu certo. Tratemos do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão “Direitos Humanos” encontrou em nossa história política resistências diversas e, por vezes, antagônicas. Sua reivindicação discursiva no Brasil nos tempos do regime militar, em razão das condições em que se encontravam os presos políticos e do cerceamento arbitrário de um sem número de direitos, esbarrou – principalmente – nos setores sociais conservadores, apoiadores do regime e reprodutores do infeliz cacoete retórico da ordem e do progresso, mas também se deparou com obstáculos no próprio campo das esquerdas. Uma versão sobremaneira controversa, mas, à época, mais ou menos valorizada, do marxismo rechaçou – e talvez continue a rechaçar – o discurso de defesa dos Direitos Humanos sob a alegação de que ele representaria um recuo em direção à edificação do socialismo. Através de uma leitura meio enviesada, meio mecanicista do fundamental trabalho de Marx intitulado “A Questão Judaica”, esses “marxistas” relegaram os Direitos Humanos ao arsenal argumentativo dos “reformistas” ou mesmo dos “capitalistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se, contudo, que a crise atravessada pelo campo socialista nos idos das décadas de oitenta e noventa, somada à peculiar conjuntura da redemocratização do país e de promulgação da Constituição Federal de 1988, engendrou uma processual aproximação entre os membros do campo das esquerdas e a defesa dos Direitos Humanos. A lógica premente da luta por direitos conduzida pelos nascentes Movimentos Sociais – aqui incluídas as redes de Organizações Não-Governamentais, como é o caso do Movimento Nacional de Direitos Humanos – ratificou de modo cabal a introdução das pautas referentes aos Direitos Humanos nos debates das esquerdas. Exemplo disso é a incontestável dedicação de sujeitos capitais à construção da prática socialista no Brasil, tal qual o Movimento dos(as) Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra, às questões relativas aos Direitos Humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitetou-se, portanto, uma histórica cumplicidade entre as esquerdas e a defesa desses direitos. Isto, de modo que parte considerável dos espaços, pertencentes à “sociedade civil”, de reivindicação dos Direitos Humanos, organiza-se conforme princípios progressistas e críticos às iniqüidades decorrentes do modo de produção capitalista, muito embora a perspectiva da construção do socialismo não pertença, em regra, a vários dos sujeitos nesses espaços envolvidos. Importa, contudo, que é em tais espaços que mais e mais se multiplica uma concepção dos Direitos Humanos segundo a qual esses direitos surgem em processos históricos de tomada de consciência coletiva, de compartilhamento de lutas sociais, ou, noutros termos, de diálogo e reconhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de serem a abstração acertadamente criticada por Marx - e interessante, sobretudo, à criação de uma aparência democrática capaz de dissimular a realidade da existência dO humano burguês, branco e heterossexual como único sujeito de direitos – os Direitos Humanos cultivados pelos Movimentos Sociais pressupõem uma inexorável dialética: a de que homens e mulheres se humanizam na medida em que lutam por direitos e de que tais direitos se tornam Humanos devido às lutas de homens e mulheres. É, enfim, contra essa concepção, hoje presente no Programa Nacional de Direitos Humanos, que os setores conservadores de nosso país se erguem. Afinal, é a legítima luta de homens e mulheres por sua libertação que tem voz no Programa. Algo verificável seja nas conclamações pela legalização do aborto e da união entre pessoas do mesmo sexo, seja na reivindicação pela fundação de uma Comissão de Verdade e Justiça hábil a democraticamente descortinar o recente passado inglório do Estado brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo vício, por sua vez, recai, não sem alguma ironia, sobre a disputa simbólica pela determinação das fronteiras da democracia, ou seja, sobre até onde é possível caminhar. Pouco tempo depois de nosso mais reacionário espécime partidário modificar, não ao acaso, seu título, de “Liberal” (do PFL) para “Democrata” (do DEM), a democracia – figura que nunca recebeu muito crédito das classes dominantes brasileiras, senão como preleção legitimadora de seus interesses – torna-se alvo de exasperadas contestações. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O III Programa Nacional de Direitos Humanos é resultado das propostas aprovadas durante a última Conferência Nacional de Direitos Humanos. Conferências constituem espaços promovidos pelo Estado e dos quais participam sujeitos governamentais e não-governamentais. São ambientes abertos à participação, em que propostas são aprovadas ou não, em razão de um procedimento previamente estipulado. Tais Conferências, contudo, assim como tudo na “democracia” que conhecemos, apresentam-se como finas lâminas de dois gumes. Se elas são o máximo de participação democrática que conseguimos conquistar junto ao Estado, costumam também representar uma fenda em que os movimentos sociais costumam cair, notadamente porque estão elas estruturalmente mais afeitas a legitimar o Estado como virtualmente participativo do que a possibilitar uma real participação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que – e é esta a morada daquele vício imperdoável – a Conferência de Direitos Humanos responsável pelo III PNDH foi construída, desde o início, nas etapas estaduais, por sujeitos suficientemente organizados para obter através dela, a primeira pronúncia estatal acerca daquilo que suas lutas consubstanciam como Direitos Humanos. Nunca o Estado brasileiro houvera citado a possibilidade – sim, trata-se tão somente de uma possibilidade - de legalizar o aborto ou de criar uma Comissão de Verdade e Justiça. Agora, com o III PNDH, não restam mais ao Estado brasileiro quaisquer desculpas para desconhecer a presença de tais discussões. De fato, neste instante, o que temem os setores conversadores de nossa sociedade - de Jobim aos seus militares, do DEM à CNA munida de seus proclamados demônios – não é efetivamente a legalização do aborto ou a Comissão de Verdade e Justiça. Esses setores habilidosamente sabem que mudanças assim no ordenamento jurídico requerem o processo legislativo, a decisão do Congresso Nacional, e não um mero decreto presidencial que apenas publica um Programa produto de uma Conferência. Eles temem, em verdade, o que resta aí de simbólico, mas, nem por isso, imaterial: o que remonta à probabilidade de, no jogo “democrático”, no qual jamais acreditaram ou investiram, mas do qual se utilizam como recurso de justificação e disfarce deste mundo tão desigual, eles terem perdido mais uma batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Roberto Efrem Filho é mestre em direito pela UFPE e docente do Departamento de Ciências Jurídicas da UFPB.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3908042757478141993?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3908042757478141993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3908042757478141993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3908042757478141993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3908042757478141993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/01/direitos-humanos-sob-conflito-por.html' title='Direitos Humanos sob conflito - Por Roberto Efrem'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S09B5s_O5UI/AAAAAAAAAP4/VqfORhvXcQU/s72-c/S6300744.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-4406087470067909531</id><published>2010-01-05T09:01:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T09:04:32.020-08:00</updated><title type='text'>O Caso Boris Casoy - Matéria do Observatório da Imprensa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S0NxD6HzfNI/AAAAAAAAAPw/bvvckIOePs8/s1600-h/boris.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S0NxD6HzfNI/AAAAAAAAAPw/bvvckIOePs8/s320/boris.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423302688239746258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charge do Blog - http://krollcartuns.blogspot.com/2010/01/charge-boris-casoy.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASO BORIS CASOY&lt;br /&gt;O destino acerta suas contas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Celso Lungaretti em 5/1/2010&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na manhã de segunda-feira (4/1), as dezenas de postagens no YouTube referentes aos comentários que o apresentador Boris Casoy inadvertidamente fez sobre os garis no Jornal da Band já haviam sido vistas quase 1,2 milhão de vezes. A mais assistida estava na casa de 850 mil hits.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ainda não sabe, o noticioso levou ao ar saudações de Ano Novo de dois simpáticos garis: um senhor branco já com cabelos brancos e um negro na faixa de 40 anos. Causaram ótima impressão, com seu ar digno e uma alegria que não parecia forçada. Depois, enquanto eram exibidas vinhetas, ouviu-se a voz de Casoy no fundo, comentando com a equipe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala de trabalho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte Casoy pediu "profundas desculpas aos garis e aos telespetadores da Band" pelo que escutaram em razão de um "vazamento de áudio" (na verdade, só ouviram isso porque ele disse...). Fê-lo, entretanto, de maneira burocrática e pouco convincente, não aparentando estar nem um pouco arrependido do desprezo aristocrático que manifestou pelos trabalhadores humildes. As postagens relativas no YouTube não somavam hoje nem 100 mil exibições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me da rainha Maria Antonieta recomendando aos pobres que, se não tinham pães, que comessem bolos. Perdeu a cabeça. Casoy teve mais sorte, só quebrou a cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei matutando sobre o destino e seus contrapesos. Às vezes a mesma pessoa é brindada com a sorte grande num momento e tira o azar grande adiante. Ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casoy é elitista, racista, conservador e reacionário desde muito cedo. Um velho companheiro que com ele cursou Direito no Mackenzie me contou: aos 23 anos, Casoy era um dos líderes da ala jovem do Comando de Caça aos Comunistas, que tinha nessa faculdade um de seus focos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: nos idos de 1964, Casoy chegou a ser citado em reportagem da revista Cruzeiro como membro destacado da juventude anticomunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quartelada o beneficiou, claro: foi homem de imprensa de um ministro do governo Médici e do secretário da Agricultura de São, Herbert Levy, outra figurinha carimbada da direita. Mas, nem tinha texto de qualidade superior, nem era uma figura agradável na telinha, portanto estava direcionado para uma carreira mediana no jornalismo, não fosse uma moeda que caiu em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto aconteceu quando o comando do II Exército aproveitou uma frase imprudente do cronista Lourenço Diaféria (sobre mendigos urinarem na estátua de Caxias) para intervir na Folha de S.Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os militares exigiram a destituição do diretor de redação Cláudio Abramo (trotskista histórico), o afastamento de alguns profissionais (demitidos ou realocados) e o abrandamento da linha editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proprietário Octávio Frias de Oliveira, que sempre se definiu como comerciante e não jornalista, negociou. Servil, aceitou até substituir Abramo por um homem de absoluta confiança do regime militar: Casoy, que editava a coluna "Painel" (sobre os bastidores políticos), então um espaço dos mais secundários no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente secundário era Casoy para os leitores da Folha e para os próprios militantes/simpatizantes da esquerda. Suas posições fascistóides eram ignoradas pela maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, como diretor de Redação, calhou de ser ele o principal defensor do jornal num episódio de reação à censura. Ou seja, sob palco iluminado, o lobo teve seu momento de cordeiro, o caçador de comunistas maquilou sua imagem para a de defensor da liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua carreira deslanchou. Depois de comandar a redação da Folha por sete anos (saiu para dar lugar ao filho do patrão), voltou a editar a coluna "Painel", cuja importância crescera nesse ínterim. Finalmente, tornou-se conhecido pelo grande público como apresentador do Telejornal Brasil, do SBT, entre 1988 e 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça divina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente os fados o bafejaram. Numa emissora que investia pouco em jornalismo e não tinha reportagens para mostrar que, quantitativa e qualitativamente, chegassem nem perto das exibidas pela Rede Globo, o jeito foi deixar crescer o espaço do apresentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casoy pôde, assim, atuar como um âncora à moda dos EUA, fazendo comentários catárticos sobre episódios de corrupção política (principalmente) que eram concluídos com um ou outro de seus bordões habituais: "Isto é uma vergonha!" é "É preciso passar o Brasil a limpo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, para telespectadores da classe "C" e "D", ele passou a personificar o justiceiro que atirava a verdade na cara dos poderosos. É um público que, em sua ingenuidade, valoriza desmesuradamente essa justiça retórica e ilusória, sem perceber que, depois do desabafo, continua tudo na mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, por novo golpe do destino, um comunicador azedo conquistou a simpatia dos pobres e dos muito pobres, ao expressar seu inconformismo impotente face às agruras que os atingem e eles são incapazes de compreender em toda sua extensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil canalizar seu justo ressentimento contra os políticos desonestos. Tanto quanto é conveniente, para os poderosos, mantê-los na ignorância de que o maior vilão em suas sofridas existências atende pelo nome de capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Servindo tão bem os interesses do sistema, Casoy atravessou as duas últimas décadas como um aclamado populista televisivo de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só teve alguns percalços ao exagerar na dose contra o governo Lula, mas seus pés de barro continuaram, tanto quanto possível, ignorados pelo grande público. Agora, um acaso revelou ao Brasil inteiro que indivíduo insensível e preconceituoso é, na verdade, Boris Casoy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns viram este episódio como um exemplo da justiça divina em ação. Quem sabe?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos_admin.asp?cod=571FDS003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-4406087470067909531?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/4406087470067909531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=4406087470067909531' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4406087470067909531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4406087470067909531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2010/01/o-caso-boris-casoy-materia-do.html' title='O Caso Boris Casoy - Matéria do Observatório da Imprensa'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/S0NxD6HzfNI/AAAAAAAAAPw/bvvckIOePs8/s72-c/boris.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6414523664324732468</id><published>2009-12-30T11:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T12:02:45.255-08:00</updated><title type='text'>O tempo e cantando</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Szuve_3BqvI/AAAAAAAAAPo/Y7Lddup7QPw/s1600-h/S6304952.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Szuve_3BqvI/AAAAAAAAAPo/Y7Lddup7QPw/s320/S6304952.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421119523543689970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após minha nova experiência virtual, o tal do Twitter, tenho ficao ausente do blog. Tal situação é muito comum, até seria natural a extinção deste bloco de palavras e imagens não lidas ou vistas, porém o apego ao blog continua, com uma frequência baixa, mas perdura talvez mais que outros fotologs, my space, skydrive e outros espaços virtuais que possuí nesses quase 08 anos de acesso ao mundo virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo por aqui, após passar por dezenas de endereços físicos (pessoal e de trabalho), o virtual prossegue, dias e noites cortando o tempo/espaço das palavras repetidas e algumas não ditas, outras escondidas, momentos que nem eu domino, apenas existem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de ano, final de tarde, voltando a trabalhar nos projetos e aulas, tantas músicas povoaram vários instantes como esse durante o ano, porém após a força "raivosa" do BNegão, encerro o ano com a sutileza "cortante" de Paulinho da Viola, do LP Mémorias Cantando de 1976...Só falta um belo choppinho no Rio de Janeiro, mas vale a foto do morro e do asfalto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantando - Paulinho da Viola. &lt;br /&gt;Lembra daquele tempo&lt;br /&gt;Quando não existia maldade entre nós&lt;br /&gt;Risos, assuntos de vento&lt;br /&gt;Pequenos poemas que foram perdidos momentos depois&lt;br /&gt;Hoje sabemos do sofrimento&lt;br /&gt;Tendo no rosto, no peito e nas mãos umas dor conhecida&lt;br /&gt;Vivemos, estamos vivendo&lt;br /&gt;Lutando pra justificar nossas vidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantando&lt;br /&gt;Um novo sentido, uma nova alegria&lt;br /&gt;Se foi desespero hoje é sabedoria&lt;br /&gt;Se foi fingimento hoje é sinceridade&lt;br /&gt;Lutando&lt;br /&gt;Que não há sentido de outra maneira&lt;br /&gt;Uma vida não é brincadeira&lt;br /&gt;E só desse jeito é a felicidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6414523664324732468?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6414523664324732468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6414523664324732468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6414523664324732468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6414523664324732468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/o-tempo-e-cantando.html' title='O tempo e cantando'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Szuve_3BqvI/AAAAAAAAAPo/Y7Lddup7QPw/s72-c/S6304952.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5852311192540509214</id><published>2009-12-25T07:59:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T08:02:04.408-08:00</updated><title type='text'>Mensagem de Boas Festas - E por uma nova visão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SzThxdguQWI/AAAAAAAAAPg/Wokz7xgieTc/s1600-h/b-negao1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SzThxdguQWI/AAAAAAAAAPg/Wokz7xgieTc/s320/b-negao1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419204491485266274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Visão – Por Bnegão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova revelação, você sempre soube mas ainda não tinha compreendido&lt;br /&gt;Uma nova humanização, a nova geração, passando de mono pra estéreo, em vários tons, é sério, é sério&lt;br /&gt;O microfone, meu megafone, tome emprestado um pouco da minha energia, tem sobrando pra todos os lados&lt;br /&gt;Força importante, uma força a mais pra aturar a pressão que tenta esmagar sua mente contra a parede chapiscada da ilusão&lt;br /&gt;Enxergando a realidade por de trás, depois da curva&lt;br /&gt;Apesar da visão turva e obscura da humanidade em geral&lt;br /&gt;Miopia espiritual, pegou um, pegou geral&lt;br /&gt;Dignidade, simplicidade, infelizmente se tornaram artigos de luxo na atualidade&lt;br /&gt;Falta de vontade, disparidade entre discurso e atitude são maiores pilares dessa situação&lt;br /&gt;Escalafobética, patética, na qual nos metemos, pela qual vivemos e morremos&lt;br /&gt;Algumas vezes mais, pra aprender, reconhecer a todos como irmãos, uns mais evoluídos, outros não… mas todos com sua missão&lt;br /&gt;(Refrão)&lt;br /&gt;UMA NOVA VISÃO, É(4X)&lt;br /&gt;O microfone, meu megafone, passando de mono pra estéreo a sua compreensão&lt;br /&gt;Na real, discutir sobre o fim da violência é quase que total perda de tempo, paleativo, nem o sujeito mais socialmente ativo irá conseguir mudanças minimamente palpáveis&lt;br /&gt;Praticamente apenas praticará o esporte mais popular da humanidade, jogar palavras ao léu, jogar palavras ao vento&lt;br /&gt;Nada muda, enquanto não mudarem os valores na raiz de todos, eu disse todos, exploradores e explorados, violentadores e violentados, tudo é meio a meio, tudo caminha lado-a-lado&lt;br /&gt;Não sei se me entende, mas o que eu digo o que a maioria, que ficasse nesse lugar faria o mesmo, quando tem uma oportunidade ou faz mesmo&lt;br /&gt;Mesmo que em escala menor, microcosmo, macrocosmo, porém a intenção que movimenta a ação é sempre a mesma&lt;br /&gt;Cadeia alimentar, lei da selva, o mais forte destroça, atropela, passa por cima do mais fraco&lt;br /&gt;Consumismo, super valorização da matéria: o lado espiritual, ou seja, o real, ficou na miséria, a mesma que domina e povoa o planeta terra por sinal&lt;br /&gt;Competição a todo custo, vitória a qualquer custo, estilo de vida fatal, que resultou nesse fiasco, nesse insulto que é hoje a humanidade, esse fracasso&lt;br /&gt;“Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”&lt;br /&gt;Eu digo, isso pra mim é o primeiro passo pro que, em bom português, se chama hipocrisia, como é no alto clero, como é em Brasília&lt;br /&gt;B black bota o dedo na ferida, antes de querer que a humanidade mude, que tal mudar um pouco nosso próprio ponto de vista?&lt;br /&gt;REFRÃO&lt;br /&gt;Paciência sem subserviência é a combinação mais poderosa desse mundo: somos realmente uma coisa só&lt;br /&gt;O efeito bumerangue taí, provando, levando e trazendo o que há de melhor e pior&lt;br /&gt;Plantamos e colhemos em outros cantos e aqui mesmo, portanto não seja dissimulado, você sabe o que está acontecendo&lt;br /&gt;No centro de tudo, no centro da questão tá a preguiça, a falta de disposição pra mudar&lt;br /&gt;Várias preguiças somadas e o mundo sente o efeito, mentalidade falida, morta viva, não tem jeito&lt;br /&gt;Eu tô dizendo: é preciso quebrar as regras daqui, seguir as regras de lá, com confiança, sangue frio, sem se apavorar&lt;br /&gt;Cada um no seu tempo, cada qual no seu caminho, estradas separadas seguindo pro mesmo objetivo. Destino ou não&lt;br /&gt;Pelo menos no momento, uns mais rápidos, outros lentos, porém no subconsciente todos atentos&lt;br /&gt;Formigamento ao ouvir o chamado, eu não invento nada, só transmito os recados, os fragmentos&lt;br /&gt;Fábio, meu irmão, seguimos na missão, a cabeça erguida e no peito a batida que for, meu coração é exclusivo só do meu senhor&lt;br /&gt;Estilo libertário, vivo nesse mundo mas não sou presidiário da matéria&lt;br /&gt;Procuro me desvincular cada vez mais, desapegar, usar somente o necessário pra passar&lt;br /&gt;Pois quando menos se espera, lá vem mais uma despedida do planeta terra…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5852311192540509214?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5852311192540509214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5852311192540509214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5852311192540509214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5852311192540509214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/mensagem-de-boas-festas-e-por-uma-nova.html' title='Mensagem de Boas Festas - E por uma nova visão'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SzThxdguQWI/AAAAAAAAAPg/Wokz7xgieTc/s72-c/b-negao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-7530498417866250198</id><published>2009-12-16T18:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T18:40:29.473-08:00</updated><title type='text'>Eduardo Galeano – Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SymZko8lYoI/AAAAAAAAAPY/dM30n18NeU4/s1600-h/imagem_planeta_terra%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SymZko8lYoI/AAAAAAAAAPY/dM30n18NeU4/s320/imagem_planeta_terra%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416028881635598978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte da Foto: Blog do Oliveira. &lt;br /&gt;Fonte do Texto: Começo a pensar que não é do Eduardo Galeano...porém...se não salva um mico leão dourado, planta uma semente na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Galeano – Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saúde do mundo está feito um caco. ‘Somos todos responsáveis’, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao ‘sacrifício de todos’ nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam.. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20 por cento da humanidade cometem 80 por cento das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades.” Uma experiência impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo,  está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – É verde aquilo que se pinta de verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.” O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente. O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas... As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grande baile-de-máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – A natureza está fora de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as órdens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão. Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que é necessário protegê-la. Mas, num ou noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização, que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper seu próprio céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-7530498417866250198?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/7530498417866250198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=7530498417866250198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7530498417866250198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7530498417866250198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/eduardo-galeano-quatro-frases-que-fazem.html' title='Eduardo Galeano – Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SymZko8lYoI/AAAAAAAAAPY/dM30n18NeU4/s72-c/imagem_planeta_terra%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-2192640093106705074</id><published>2009-12-15T04:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T04:56:14.624-08:00</updated><title type='text'>Apocalipse agora - por Frei Betto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SyeHJYJD7EI/AAAAAAAAAPQ/kzaAeEBkIvM/s1600-h/fotos+papa+060.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SyeHJYJD7EI/AAAAAAAAAPQ/kzaAeEBkIvM/s320/fotos+papa+060.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415445672105339970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apocalipse agora &lt;br /&gt;(correio da cidadania)      &lt;br /&gt;Escrito por Frei Betto    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do mundo sempre me pareceu algo muito longínquo. Até um contra-senso. Deus haveria de destruir sua Criação? Hoje me convenço de que Deus nem precisa mais pensar em novo dilúvio. O próprio ser humano começou a provocá-lo, através da degradação da natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bens da Terra tornaram-se posse privada de empresas e oligopólios. A causa de 4 bilhões de seres humanos viverem abaixo da linha da pobreza, e 1,2 bilhão padecerem fome, é uma só: toda essa gente foi impedida de acesso à terra, à água, à semente, às novas técnicas de cultivo e aos 　sistemas de comercialização de produtos. &lt;br /&gt;A decisão dos EUA e da China de ignorarem a Conferência de Copenhague sobre Mudanças Climáticas torna mais agônico o grito da Terra. Os dois países são os principais emissores de CO2 na atmosfera. São os grandes culpados pelo aquecimento global. Ao decidirem boicotar Copenhague e adiar o compromisso de reduzirem suas emissões, eles abreviam a agonia do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a 25 de novembro o presidente Obama, sob forte pressão, voltou atrás e desdisse o que falara em Pequim. Os EUA, responsáveis por 23% das emissões mundiais de CO2, prometerão em Copenhague reduzir, até 2020, 17% das emissões de gases de efeito　estufa; 30% até 2025; e 42% até 2030. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o recuo? Além da pressão dos ecologistas, Obama deu-se conta de que ficaria mal na foto ignorar Copenhague e comparecer em Oslo, dia 10 de dezembro – quando se comemora o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos – para receber o prêmio Nobel da Paz. Portanto, na véspera estará na capital da Dinamarca. &lt;br /&gt;Curioso, todos os prêmios Nobel são entregues em Estocolmo, exceto o da Paz. Por uma simples e cínica razão: a fortuna da Fundação Nobel, sediada na Suécia, resulta da herança do inventor da dinamite, Alfred Nobel (1833-1896), utilizada como explosivo em guerras. Como não teve filhos, Nobel destinou os lucros obtidos por sua patente a quem se destacar em determinadas áreas do saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lógica atrás da posição ‘ecocida’ dos EUA e da China. São dois países capitalistas. O primeiro abraça o capitalismo de mercado; o segundo o de Estado. Ambos coincidem no objetivo maior: a lucratividade, não a sustentabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo, como sistema, não tem solução para a crise ecológica. Sabe que medidas de efeito haverão de redundar inevitavelmente na redução dos lucros, do crescimento do PIB, da acumulação de riquezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivesse hoje, Marx haveria de admitir que a crise do capitalismo já não resulta das contradições das forças produtivas. Resulta do projeto tecnocientífico que　beneficia quase que exclusivamente apenas 20% da população mundial. Esse projeto respalda-se numa visão de qualidade de vida que coincide com a opulência e o luxo. Sua lógica se resume a "consumo, logo existo". Como dizia Gandhi, "a Terra satisfaz as necessidades de todos, menos a voracidade dos consumistas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo disso é a recente crise financeira. Diante da ameaça de quebra dos bancos, como reagiram os governos das nações ricas? Abasteceram de recursos as famílias inadimplentes, possibilitando-as de conservar suas casas? Nada disso. Canalizaram fortunas – um total de US$ 18 trilhões - para os bancos responsáveis pela crise. Eduardo Galeano chegou a pensar em lançar a campanha "Adote um banqueiro", tal o desespero no　setor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta em que vivemos já atingiu os seus limites físicos. Por enquanto não há como buscar recursos fora dele. O jeito é preservar o que ainda não foi totalmente destruído pela ganância humana, como as fontes de água potável, e tentar recuperar o que for possível através da despoluição de rios e mares e do reflorestamento de áreas desmatadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecologia vem do grego "oikos", significa casa, e "logos", conhecimento. Portanto, é a ciência que estuda as condições da natureza e as relações entre tudo que existe - pois tudo que existe co-existe, pré-existe e subsiste. A ecologia trata, pois, das conexões entre os organismos vivos, como plantas e animais (incluindo homens e mulheres), e o seu meio ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa visão de interdependência entre todos os seres da natureza foi perdida pelo capitalismo. Nisso ajudou uma interpretação equivocada da Bíblia - a idéia de que Deus criou tudo e, por fim, entregou aos seres humanos para que "dominassem" a Terra. Esse domínio virou sinônimo de espoliação, estupro, exploração. Os rios foram poluídos; os mares, contaminados; o ar que respiramos, envenenado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, corremos contra o relógio do tempo. O Apocalipse desponta no horizonte e só há uma maneira de evitá-lo: passar do paradigma de lucratividade para o da sustentabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Betto é escritor, autor do romance "Um homem chamado Jesus", lançamento da editora Rocco para o Natal 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-2192640093106705074?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/2192640093106705074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=2192640093106705074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2192640093106705074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2192640093106705074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/apocalipse-agora-por-frei-betto.html' title='Apocalipse agora - por Frei Betto'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SyeHJYJD7EI/AAAAAAAAAPQ/kzaAeEBkIvM/s72-c/fotos+papa+060.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8978483747276886522</id><published>2009-12-10T13:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T13:40:15.624-08:00</updated><title type='text'>Dia 11 de Dezembro: Direitos Humanos em debate e ações na OAB/PB.</title><content type='html'>Dia 11 de Dezembro: Direitos Humanos em debate e ações na OAB/PB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatórios, denúncias, recomendações e devolução de relatório acerca de diligência sobre violência institucional marcam semana dos Direitos Humanos na Paraíba.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No próximo dia 11 de dezembro (sexta-feira), na sede da OAB/PB, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizará a devolutiva de diligências na PB em face das inúmeras denúncias de violência institucional, com a finalidade de avaliar o quadro de violência na Paraíba, ouvindo a população, entidades de Direitos Humanos e Movimentos Sociais, visando colaborar na busca de soluções para seu equacionamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesses mesmos dia e local, será apresentado um Relatório sobre a situação dos direitos humanos na Paraíba, elaborado pela Sociedade Civil Organizada com atuação nas demandas que envolvem: Questão Agrária, Violência contra mulher, Homofobia e crimes homofóbicos, situação dos/as defensores/as de direitos humanos, temática da criança e do/a adolescente, Direito à Saúde,Quilombos e indígenas da Paraíba, Violência nos presídios, entre outros temas complementares e transversais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O presente relatório da sociedade civil será encaminhado para OEA (Organização dos Estados Americanos) e demais autoridades do Estado (municipal, estadual e federal). Cabe lembrar que, no ano de 2003, o Estado da Paraíba foi tema de uma audiência na OEA, a única até hoje que tratou especificamente de um ente federado.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dentre essas atividades, o Conselho Estadual de Direitos do Homem e do Cidadão apresentará alguns casos, recomendações, ofícios e visitas realizadas no ano de 2009, destacando a atuação em face dos problemas elencados durante o corrente ano no sistema carcerário e a situação da Fazenda Quirino. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Comissão de Direitos Humanos da UFPB enquanto integrante do Conselho Estadual, partícipe das diligências realizadas na PB pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, e alinhada com as demandas apresentadas pela Sociedade estará presente no evento, apontando possibilidades de interação com a sociedade civil e autoridades do Estado na realização de cursos, convênios, debates sobre programas, seminários temáticos e outras formas de sensibilização para a temática dos Direitos Humanos. Aproveita-se, a época, para tratar do tema, uma vez que teremos o lançamento do 3˚ Plano Nacional de Direitos Humanos no âmbito nacional e, na perspectiva internacional, temos, na data 10 de dezembro de 1948, o marco de aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Data: dia 11 de dezembro às 10h&lt;br /&gt;Local: auditório da sede da OAB/PB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8978483747276886522?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8978483747276886522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8978483747276886522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8978483747276886522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8978483747276886522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/dia-11-de-dezembro-direitos-humanos-em.html' title='Dia 11 de Dezembro: Direitos Humanos em debate e ações na OAB/PB.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6123716256074157668</id><published>2009-12-02T14:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T14:19:32.608-08:00</updated><title type='text'>Defensoria Pública PB</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SxbnyGg0BcI/AAAAAAAAAPE/i3bnoOamsow/s1600-h/casa087escada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SxbnyGg0BcI/AAAAAAAAAPE/i3bnoOamsow/s320/casa087escada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410766850259944898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi essa carta por listas da internet, não diz o autor ou autores, apenas o sítio da OAB enquanto referência, não quero entrar nessa discussão atravessando possíveis interesses políticos que estão sempre em cena nas relações do Executivo, porém é fático comprovar que a Defensoria Pública da Paraíba, independente do Governante não possuí condições estruturais, de pessoal e até de capacitação do seu atual quadro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico preocupado com a situação da Defensoria Pública, principalmente porque nas últimas semanas venho acompanhando as Defensorias Públicas nos Estados do Ceará e Bahia, dinâmicas que compatilho, pois impressionam as posições autônomas e de engajamento social destas Defensorias, obviamente nesses Estados, foram impulsionados concursos públicos (situação que pelo menos não recordo ter acontecido na PB nos últimos 15 anos) e também a bendita equiparação salarial com outros cargos indispensáveis ao funcionamento da Justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao Executivo compreender com maior abrangência o papel das Defensorias Públicas, estas são capazes de produzir em meio tempo um novo diálogo da sociedade com o judiciário em suas demandas por acesso a direitos individuais ou coletivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto advogado popular que atuava em dimensões de conflitos coletivos e articulação de movimentos sociais, via a necessidade do funcionamento adequado das defensorias públicas em milhares de casos que acontecem diariamente no cotidiano das pessoas, certo que existem outras dimensões para solução de conflitos, mas no momento apenas cito a defensoria pública, pois o texto que segue dialoga exatamente com essa temática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porque o governo Maranhão desrespeita os Defensores Públicos?&lt;br /&gt;Em Carta Aberta&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Primeiramente espero que V. Exa. atente ao substantivo e não desconfie de suposta pândega panfletária, nem se curve ao sopro dos fariseus de plantão que pululam ao vosso redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de 2 (dois) meses nós os advogados do povo estamos sendo maltratados impiedosamente, em virtude do governo de V. Exa., insistir em manter a maior desatenção a que se tem noticia reservada à uma categoria. A desatenção vem de V. Exa., chefe do poder executivo estadual referente às reivindicações salariais da categoria dos defensores públicos desse nosso estado os quais se encontram em greve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando em exercício no senado, V. Exa., foi de nós paladino e culpava o governante anterior pela forma como ele tratava a nossa categoria. E, prometia V. Excia. que quando recuperasse o governo nos trataria de forma digna e honesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, para nossa decepção nos perguntamos: mudou o mundo ou V. Exa.? Eis que lançados foram ao esquecimento as vossas promessas e os vossos calorosos  discursos. Em quem mais confiar governador José Maranhão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quem mais conceder crédito, se V. Exa. incorporou para pior o figurino do governo de antanho?   Hoje V. Excia se nos apresenta com uma outra face, Sr. Governador,  não a face do Dr. Jekyll, V. Exa. transmudou-se em Mr. Hyde, como a incorporar a personagem do célebre livro de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Defensoria Pública, advocacia solidária com missão constitucional não detém a atenção de V. Exa., Sr. Governador, que não reserva espaço para recebê-la, ouvi-la e atende-la em suas reivindicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável que V. Exa. não nos reserve inserção no seu atual plano administrativo de Governo. E, agindo assim, V. Exa., revela em sua prática não ser portador de democracia, seja em sua filosofia, na sua cultura e na sua formação, pois se assim o fosse, saberia V. Exa. que só uma plataforma de trabalho com a implantação de metas de apoio às reivindicações de salariais e estruturais de nossos defensores se traduziria em Justiça – sobretudo em ganhos  sociais. Do contrário não há que se falar de democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior de tudo isso é que V. Exa. sabe disso e se omite, se faz de desentendido e se conduz da forma a mais desdenhosa, lançando sombras sobre sua biografia. Logo V. Exa., que diz ter lutado contra a ditadura militar a qual lançou trevas sobre o Brasil de 1964-1985! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse apego de V. Excia. em desprestigiar a defensoria pública de forma imotivada, injusta e injustificada, sem retribuição financeira adequada aos seus quadros integrantes lança pesadas nuvens sob os céus da Instituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se que só aquele que entende o que é dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho, necessidades básicas, democracia, solidariedade, humanismo, respeito, valorização da vida, é que poderiam perceber a importância de nossa defensoria. E, esse não parece ser no presente o caso de V. Exa. que se põe em terreno antagônico à nossa defensoria e seus defensores.&lt;br /&gt;Estaria V. Exa., a de mercê de um estágio de já avançada decrepitude a turvar vossa lucidez a exemplo do Rei Lear de William Shakespeare? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como o Rei Lear sendo vitima do chamado  “bloqueio do pensamento”, a impedir V. Exa. de buscar a verdade, o entendimento e o diálogo? &lt;br /&gt;Estaria V. Exa., a exemplo do provecto Rei Lear sendo vítima da "cerimônia adulatória" criada pelos seus áulicos? É fato que “A fragilidade humana faz com que a velhice não traga, obrigatoriamente, a sabedoria ou o aprendizado pela experiência.” Frase do Rei Lear de Shakespeare. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esse é o caso, que se cuide V. Exa., dos bajuladores de plantão que o rodeiam e se persistir a “doença” busque algum discípulo do “Dr. Sigmund Freud” ou algum profissional especialista em “psicose geriátrica”, pois os elogios que ouve V. Exa. são apenas proporcionais à posição que V. Exa. ocupa, sem nenhuma relação com seus méritos. Como diria o Rei Lear de Shakespeare: “ (...) até um vira-lata é obedecido quando ocupa um cargo." (p.113). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se V. Exa., não estivesse tão absorto em ouvir vossos aduladores, atentaria para o que René Ariel Dotti afirmou em seu artigo A saga da Defensoria: “Realmente, não é possível conceber o Estado Democrático de Direito sem respeitar a cidadania e a dignidade da pessoa humana que constituem, ao lado da soberania, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e do pluralismo político, os fundamentos da República brasileira”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentaria igualmente para as palavras com que o Supremo Tribunal Federal recepcionou a nossa defensoria, através das sábias palavras do Ministro Celso de Mello o qual definiu o papel da Defensoria Pública dentro do sistema jurídico brasileiro, como: “vital à orientação jurídica e à defesa das pessoas desassistidas e necessitadas”. E, adiante complementou aquele Ministro: “... impõe que se façam algumas considerações prévias em torno da significativa importância de que se reveste, em nosso sistema normativo, e nos planos jurídico, político e social, a Defensoria Pública, elevada à dignidade constitucional de instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, e reconhecida como instrumento vital à orientação jurídica e à defesa das pessoas desassistidas e necessitadas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inércia do Poder Público quanto à prestação da Justiça às classes menos favorecidas, foi criticada: “Não se pode perder de perspectiva que a frustração do acesso ao aparelho judiciário do Estado, motivada pela injusta omissão do Poder Público — que, sem razão, deixa de adimplir o dever de conferir expressão concreta à norma constitucional que assegura, aos necessitados, o direito à orientação jurídica e à assistência judiciária —, culmina por gerar situação socialmente intolerável e juridicamente inaceitável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmou igualmente aquele Ministro também ser necessário iniciativas mais eficientes no sentido de atender às justas reivindicações da sociedade civil que exige do Estado “nada mais senão o simples e puro cumprimento integral do dever que lhe impôs o artigo. 134 da Constituição da República”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo 134 tem a seguinte redação: “Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto Exa. ouça a voz da razão e não a voz dos áulicos fariseus ao seu redor e, contemple a Defensoria Pública em todas as suas reivindicações. Sabe V. Exa. que sob a cabeça dos homens públicos e autoridades exercita-se o sabre do julgamento da história cuja lâmina é afiada pelo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorde Exa., arranque dos seus olhos essa tarja escura que os áulicos, os fariseus, e os puxa-sacos puseram sobre os vossos olhos e retire dos vossos ombros o manto sibarita dessa “corte de Baltazar”onde V. Exa., sob aplausos e falsos elogios impera e pontifica como o seu “bobo alegre”.&lt;br /&gt;Desça à terra governador, observe de perto os nossos defensores e  retire da terra qual Anteu a energia necessária às lúcidas ações em favor da nossa população necessitada de justiça e defesa atendendo ao reclamo dos seus defensores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em O Livro dos Médiuns, no capítulo VIII, o Codificador Allan Kardec nos fala dos Espíritos errantes, daqueles seres extras corpóreos que desencarnaram na Terra e aguardam na estação do tempo uma nova encarnação, em longa e extenuante espera.&lt;br /&gt;Esperamos que V. Exa. não tenha, após o vosso desencarne, o suplicio da tão angustiante espera que hoje nós defensores públicos nos encontramos penosamente a experimentar.&lt;br /&gt;E lembre-se sempre Sr. governador, que: "Os homens semeiam na terra o que colherão na vida futura e espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.” As quais servem para a nossa evolução ou para a nossa irremediável ruína."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obs: publicado no site da OAB/PB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6123716256074157668?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6123716256074157668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6123716256074157668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6123716256074157668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6123716256074157668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/12/defensoria-publica-pb.html' title='Defensoria Pública PB'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SxbnyGg0BcI/AAAAAAAAAPE/i3bnoOamsow/s72-c/casa087escada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-2708852607699279568</id><published>2009-11-17T15:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T15:55:15.147-08:00</updated><title type='text'>Uma Burca para Geisy - Miguezim de Princesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SwM1W7zpxRI/AAAAAAAAAO8/QkLX8-QPpbM/s1600/mulher-mini-saia_~x19942620.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SwM1W7zpxRI/AAAAAAAAAO8/QkLX8-QPpbM/s320/mulher-mini-saia_~x19942620.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405222645902460178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava querendo muito escrever um texto sobre essa farta ou falta polêmica em relação ao "uso ético" das roupas em centros de ensino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava inspiração, a polêmica foi escorregando para os cantinhos dos jornais, nem uma notinha, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou atrasado em uma semana para posta algo, eis que me aparece essa ladinha muito bacaninha vinda diretamente do Sertão de PE, homofobica e machista por deveras, mas causa uma discussão que ligou o sudeste ao sertão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam as provocações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA BURCA PARA GEISY  - Miguezim de Princesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Quando Geisy apareceu&lt;br /&gt;Balançando o mucumbu&lt;br /&gt;Na Faculdade Uniban,&lt;br /&gt;Foi o maior sururu:&lt;br /&gt;Teve reza e ladainha;&lt;br /&gt;Não sabia que uma calcinha&lt;br /&gt;Causava tanto rebu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Trajava um mini-vestido,&lt;br /&gt;Arrochado e cor de rosa;&lt;br /&gt;Perfumada de extrato,&lt;br /&gt;Toda ancha e toda prosa,&lt;br /&gt;Pensou que estava abafando&lt;br /&gt;E ia ter rapaz gritando:&lt;br /&gt;"Arrocha a tampa, gostosa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Mas Geisy se enganou,&lt;br /&gt;O paulista é acanhado:&lt;br /&gt;Quando vê lance de perna,&lt;br /&gt;Fica logo indignado.&lt;br /&gt;Os motivos eu não sei,&lt;br /&gt;Mas pra passeata gay&lt;br /&gt;Vai todo mundo animado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Ainda na escadaria,&lt;br /&gt;Só se ouvia a estudantada&lt;br /&gt;Dando urros, dando gritos,&lt;br /&gt;Colérica e indignada&lt;br /&gt;Como quem vai para a luta,&lt;br /&gt;Chamando-a de prostituta&lt;br /&gt;E de mulherzinha safada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Geisy ficou acuada,&lt;br /&gt;Num canto, triste a chorar,&lt;br /&gt;Procurou um agasalho&lt;br /&gt;Para cobrir o lugar,&lt;br /&gt;Quando um rapaz inocente&lt;br /&gt;Disse: "oh troço mais indecente,&lt;br /&gt;Acho que vou desmaiar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;A Faculdade Uniban,&lt;br /&gt;Que está em último lugar&lt;br /&gt;Nas provas que o MEC faz,&lt;br /&gt;Quis logo se destacar:&lt;br /&gt;Decidiu no mesmo instante&lt;br /&gt;Expulsar a estudante&lt;br /&gt;Do seu quadro regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;Totalmente escorraçada,&lt;br /&gt;Sem ter mais onde estudar,&lt;br /&gt;Geisy precisa de ajuda&lt;br /&gt;Para a vida retomar,&lt;br /&gt;Mas na novela das oito&lt;br /&gt;É um tal de molhar biscoito&lt;br /&gt;E ninguém pra reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;O fato repercutiu&lt;br /&gt;De Paris até Omã.&lt;br /&gt;Soube que Ahmadinejad&lt;br /&gt;Festejou lá no Irã,&lt;br /&gt;Foi uma festa de arromba&lt;br /&gt;Com direito a carro-bomba&lt;br /&gt;Da milícia Talibã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;E o rico Osama Bin Laden,&lt;br /&gt;Agradecendo a Alá,&lt;br /&gt;Nas montanhas cazaquistãs&lt;br /&gt;Onde foi se homiziar&lt;br /&gt;Com uma cigana turca,&lt;br /&gt;Mandou fazer uma burca&lt;br /&gt;Para a brasileira usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;Fica pra Geisy a lição&lt;br /&gt;Desse poeta matuto:&lt;br /&gt;Proteja seu bom guardado&lt;br /&gt;Da cólera dos impolutos,&lt;br /&gt;Guarde bem o tacacá&lt;br /&gt;E só resolva mostrar&lt;br /&gt;A quem gosta do produto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-2708852607699279568?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/2708852607699279568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=2708852607699279568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2708852607699279568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2708852607699279568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/11/uma-burca-para-geisy-miguezim-de.html' title='Uma Burca para Geisy - Miguezim de Princesa'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SwM1W7zpxRI/AAAAAAAAAO8/QkLX8-QPpbM/s72-c/mulher-mini-saia_~x19942620.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1685274276497124786</id><published>2009-11-08T17:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T17:49:14.882-08:00</updated><title type='text'>Meus personagens - Por Braulio Tavares</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Svdym6-FrLI/AAAAAAAAAO0/YXPPrZcUDVc/s1600-h/S6304808.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Svdym6-FrLI/AAAAAAAAAO0/YXPPrZcUDVc/s320/S6304808.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401912291044469938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara para mim é o melhor escritor e intelectual vivo do Brasil, entrei em contato com Bráuliio Tavares através da música, para ser exato, quando comprei um CD de Lenine e me vi encantado pela  música e título do CD "O dia em que faremos contato" - um trecho dela:  &lt;br /&gt;"A nave quando desceu, desceu no morro&lt;br /&gt;Cheia de ETs vestidos de Orixá&lt;br /&gt;Vieram pedir socorro&lt;br /&gt;E se derem vez ao morro&lt;br /&gt;Todo o universo vai sambar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fique fã da coluna praticamente diária no Jornal da Paraíba, a qual tento acompanhar pelo menos nos domingos de chão frio e sol quente dentro do apartamento planejando um monte de coisa que não irei fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri com o tempo que muita coisa das quais eu gosto musicalmente ou textualmente são obras ou referências de Braulio Tavares.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes penso que Braulio Tavares e outros que estão nessa foto acima poderiam ser um personagem meu...kkkkk...mera ilusão e pretensão, mas que é divertido pensar isso é...rs &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto - Meus Personagem - Braulio Tavares (Domingo 08.11.09 - Jornal da PAraíba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob um sol de rachar em São Paulo, às 16h, eu caminhava subindo a Bela Cintra.  Ao parar num sinal olhei para dentro do boteco ao lado.  Lugar mambembe, moscas, luzes fluorescentes. Mesas de fórmica, quase todas vazias.  Numa delas, um homem de meia idade, num terno elegante, aparência abatida, palitava os dentes diante de um prato agora vazio.  Reconheci-o: era um personagem meu, Ambrósio Ramos.  Cinquenta e seis anos, desempregado, procura trabalho como um louco antes que a mulher desconfie do que está acontecendo.  Foi despedido de uma multinacional onde ganhava 30 mil por mês e gastava 40.  Desde janeiro está na rua.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um guerreiro. Degustador de bons vinhos, só o faz agora em casa, enquanto dura a adega. Na rua, quando vai levar currículo de escritório em escritório, almoça um PF com guaraná.  Não tem como pedir à esposa que gaste menos. Prefere a morte.  Na verdade, no momento em que meus olhos cruzaram com os seus, percebi a serena certeza que o invadia, e a terrível resolução.  Não havia outro caminho. Afastei os olhos, angustiado. Virei na direção da Haddock Lobo, fiz algumas compras na Bella Paulista (minha padaria favorita) e voltei devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar por lá olhei de novo, e tive uma surpresa.  Uma bela mulata, de vestido curto, estampado, estava sentada na mesa de frente para ele.  Ela tomava um chope e ele uma água mineral.  Os dois sorriam, animados...  Como pude me confundir tanto?  Ele é Ronald Seedorf, jornalista holandês de passagem por Sampa.  Marcou encontro com uma “escort” ali, o bar mais próximo do hotel em que se hospedava.  Queria conversar, quebrar o gelo, para que quando chegassem ao elegante saguão das suítes já houvesse entre os dois o confortável misto de intimidade e curiosidade que precede o sexo. Ronald escreve sobre economia e finanças.  Conhece o Brasil há anos, e adora as mulheres brasileiras.  Acha que são coquetes sem artificialismo, conseguem ser sensuais e alegres ao mesmo tempo (ao contrário das holandesas), conversam sem receio sobre qualquer assunto, mesmo que não entendam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou descendo a rua e paro numa sorveteria.  Peço um de maracujá com amora.  Fico me deliciando, e, quando estou no final, quem vejo?  O casal desce a rua e pára bem ali, fazendo sinal para um táxi.  Entreouço frases cordiais de despedida, um aperto de mão cordial mas distante, ela entra sozinha no banco de trás... Agora entendi quem é ele.  Chama-se Pepe Borriello, mora em Curitiba, e é o sogro dela.  A mulata trabalha numa entidade ambiental, casou com o filho dele há um ano.  Ele lhe trouxe recados e alguma pequena encomenda; ela marcou o encontro ali.  Ele escreve ficção científica nas horas vagas (é dentista) e vai embora devagar, imaginando um planeta em que a pele das pessoas muda de cor de acordo com seu estado de espírito, de modo que elas são negras quando estão dançando e se divertindo, e brancas quando estão sonhando com a dor e a felicidade alheias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1685274276497124786?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1685274276497124786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1685274276497124786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1685274276497124786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1685274276497124786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/11/meus-personagens-por-braulio-tavares.html' title='Meus personagens - Por Braulio Tavares'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Svdym6-FrLI/AAAAAAAAAO0/YXPPrZcUDVc/s72-c/S6304808.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-206494783328283605</id><published>2009-10-27T10:05:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T10:12:03.264-07:00</updated><title type='text'>Na vertigem do dia (1975-1980)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SucpAEdgHUI/AAAAAAAAAOs/sIW9h6hSUkA/s1600-h/ferreira-gullar-credito-eder-chiodetto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SucpAEdgHUI/AAAAAAAAAOs/sIW9h6hSUkA/s320/ferreira-gullar-credito-eder-chiodetto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397327759601048898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto - http://palavraguda.files.wordpress.com/2008/03/ferreira-gullar-credito-eder-chiodetto.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira Gullar, &lt;br /&gt;aperreia minha mente, &lt;br /&gt;não sem por exemplos, &lt;br /&gt;contorcidos. &lt;br /&gt;Poema Sujo: &lt;br /&gt;COMUNISTA!&lt;br /&gt;Deixou de ser para ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema do sítio - http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subversiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia&lt;br /&gt;quando chega&lt;br /&gt;                       não respeita nada.&lt;br /&gt;Nem pai nem mãe.&lt;br /&gt;                               Quando ela chega&lt;br /&gt;de qualquer de seus abismos&lt;br /&gt;desconhece o Estado e a Sociedade Civil&lt;br /&gt;infringe o Código de Águas&lt;br /&gt;                                             relincha&lt;br /&gt;como puta           &lt;br /&gt;          nova&lt;br /&gt;          em frente ao Palácio da Alvorada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só depois&lt;br /&gt;reconsidera: beija&lt;br /&gt;                     nos olhos os que ganham mal&lt;br /&gt;                     embala no colo&lt;br /&gt;                     os que têm sede de felicidade&lt;br /&gt;                     e de justiça  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E promete incendiar o país&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-206494783328283605?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/206494783328283605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=206494783328283605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/206494783328283605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/206494783328283605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/10/na-vertigem-do-dia-1975-1980.html' title='Na vertigem do dia (1975-1980)'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SucpAEdgHUI/AAAAAAAAAOs/sIW9h6hSUkA/s72-c/ferreira-gullar-credito-eder-chiodetto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8207648904621427034</id><published>2009-10-18T06:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T07:06:00.766-07:00</updated><title type='text'>O dia 15 - Dia dos/as Professores/as</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StsfsHCd26I/AAAAAAAAAOk/GfvQaOowGQU/s1600-h/pfreire.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StsfsHCd26I/AAAAAAAAAOk/GfvQaOowGQU/s320/pfreire.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393939821370399650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um boa reflexão, não apenas para o profissional, mas essencialmente para cada ser humano que sente a necessidade de participar de processos históricos e coletivos no em prol da emancipação social. &lt;br /&gt;Agradeço a todos/as as professores/as das lutas sociais, acadêmicas, políticas, jurídicas e outras dimensões que me conduzem diariamente no trabalho que escolhi abraçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Educar não é carregar o povo, mas permitir que ele descubra sua força e construa seu próprio caminho"&lt;br /&gt;Neste ano, em que comemoramos 100 anos de Dom Helder, perguntávamos-nos como gostaria o Dom de ser lembrado por nós. Esse homem tão verdadeiro, tão radicalmente terno, capaz de amar a diversidade e abraçar a adversidade.&lt;br /&gt;Um Homem cheio de vontade de aprender e senso de justiça, que só podia mesmo ser um DOM, um presente para esse povo nordestino. Um Homem encontrando-se entre as palafitas e caranguejos, entre os maracatus e cantos marianos, entre pessoas tão diferentes, ouvindo-as e acatando seus conselhos. &lt;br /&gt;Não queria seguidores, mas sempre quis compartilhar o que via, sentia, fazia, convocando para a partilha do que não estava na mesa, mas era de todos/as. Então, nos damos conta de sua Pedagogia, seu rigor e amorosidade, sua profunda crença na vida e no povo. Um educador impulsivo, recorrente, capaz de sonhar e abraçar sonhos possíveis. &lt;br /&gt;Assim, vamos perguntando, quem é o educador, educadora? Quem é o professor/a? O que ele professa? Em que ele acredita? Como ensina e como aprende? Quem se forma? Quem ele/ela forma? &lt;br /&gt;Olhando este mundo poluído e surdo, globalizando a pressa e o esquecimento, a homogeneidade e o descarte, nos damos conta de como precisamos delas e deles, dos  professores, das professoras!&lt;br /&gt;De como segue incômoda a Pedagogia do Oprimido, e o convite de FREIRE para desnudar a realidade, a pôr-se em dialogo com ela, desnaturalizando o saber, a dor, a opressão, a realidade, em suas tantas relações e formas.&lt;br /&gt;Como precisamos delas e deles! De Dona Moça, com sua reza e seu frevo, sua disciplina e entusiasmo. Presença solidária e firme, mulher mais linda que já conheci; de Gibinha, fazendo arte e cobrando rigor, na escola pública, no sertão do Araripe, com quem muito aprendemos. Aprendemos que mundo e Raimundo é uma rima, não uma solução...&lt;br /&gt;De Elizabeth Teixeira, professora, lutadora camponesa, com sua práxis dolorosa, mas sempre em marcha, na mesma luta, no mesmo sonho onde tombou seu amor, mas não a impediu de segurar na mão de outros para ler o tempo do silencio e escrever a vida sem perder a direção do caminho.&lt;br /&gt;As Professoras, professores: artistas, guerreiras/os, incômodas/os... Profetas de que tempo?&lt;br /&gt;Precisamos seguir ouvindo o grito de Ir. Dorothy, grito de sementes que se perdem para o comércio da morte, de leis incapazes e poderes embriagados; Grito da terra, da mata, das águas..., pela boca de alguém que não era deste chão... Grito de quem se fez irmã, dos povos invisíveis, de povos em resistência.&lt;br /&gt;Mulheres e homens feitos de outra matéria, como Vitalino, cuja ética e beleza dão forma até hoje ao  Alto do Moura; Como Anísio Teixeira e Josué de Castro, com seus olhos atentos aos povos que misturados com a lama, que entranhados nas roças e nos rincões, são gente cavando o direito de viver.&lt;br /&gt;Precisamos seguir transgredindo, ocupando nosso espaço, abrindo passagem para o novo, ainda que isso nos traga dor. Criar possibilidades, ousar a novidade e a pureza de acreditar no ser humano, seguir entrando em cena com Augusto Boal, e a estética do oprimido, construindo o fórum das mudanças possíveis.&lt;br /&gt;Como Makarenko, apostando na coletividade, como Che, estudando, durante a exaustão da Batalha, como os jovens brigadistas Nicaragüenses, do exército popular de alfabetizadores, que durante o ano de 1980, entregaram-se ao dever prazeroso de subir as montanhas, de atravessar o país, construindo Saberes, ressignificando o tempo, construindo novas identidades, identidades em pleno movimento.&lt;br /&gt;Como é necessário recorrer a eles e elas, para (re) encontrar a mística de sermos educadores/as, em um tempo onde o avanço tecnológico, a ampliação da fronteiras de comunicação, não servem para humanizar, mas para condicionar, mercantilizar, mecanizar os homens e mulheres.&lt;br /&gt;Assim, reafirmamos nosso respeito e comemoramos tantos e tantas, com os quais aprendemos a ser o que somos. Aos educadores e educadoras Comprometidos deste país, deste continente, e deste tempo histórico que irmana gente de boa vontade, que não se permite perder o brio e o brilho, nem se prende por fronteiras, culturas ou títulos.&lt;br /&gt;Nossa homenagem especial aos que fazem de suas vidas, de seu trabalho, espaço de encontro e libertação. Porque encontrar-se, é reconhecer-se no espelho, no espaço da vida do outro, e somar com ele, ensaiar, provocar reação, mudar juntos.&lt;br /&gt;Não sabemos muito, mas queremos aprender, aprender mais de perto, com os educadores /as que escolheram estar no campo, nos presídios, nos acampamentos e assentamentos, nos hospitais, nos lixões, nos lugares que nem sempre aprecem nos mapas, nem nos índices de desempenho. Pois entenderam que ensinar exige alma, para superar as distâncias criadas entre o direito e o povo brasileiro.&lt;br /&gt;* Ana Claudia Pessoa é do Coletivo de Formadores e formadoras da Comissão Pastoral da Terra - PE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8207648904621427034?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8207648904621427034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8207648904621427034' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8207648904621427034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8207648904621427034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/10/o-dia-15-dia-dosas-professoresas.html' title='O dia 15 - Dia dos/as Professores/as'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StsfsHCd26I/AAAAAAAAAOk/GfvQaOowGQU/s72-c/pfreire.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1295470736852385984</id><published>2009-10-11T11:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T11:42:18.371-07:00</updated><title type='text'>Outra metade da laranja</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StIkU2WMaCI/AAAAAAAAAOc/EkRFU1KTQjU/s1600-h/tratormst1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 201px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StIkU2WMaCI/AAAAAAAAAOc/EkRFU1KTQjU/s320/tratormst1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391411644520491042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto do Jornal Correio do Brasil .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois textos para sacudir o cesto das laranjas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Texto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MST e laranjas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O MST é detestado por todos: da direita ruralista à esquerda chavista, passando por tucanos, petistas, psolentos, verdes, azuis e amarelos. Mesmo os que fingem apoiar o MST o detestam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Isso porque há uma antipatia ancestral e inata contra o MST, esse arquétipo de nosso inconsciente coletivo, esse cancro irremovível que insiste em nos lembrar, mesmo nos períodos de bonança, que fomos o&lt;br /&gt; último país do mundo a abolir a escravidão e continuamos sendo uma porcaria de nação que jamais fez a reforma agrária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MST é o espelho que reflete o que não queremos ver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há duas questões, na vida nacional, que contradizem qualquer discurso político da boca pra fora e revelam qual é, mesmo, de verdade, a tendência ideologica de cada um de nós, brasileiros: a violência urbana e o MST. Diante deles, aqueles que até ontem pareciam ser os mais democráticos e politicamente esclarecidos passam a defender que se toque fogo nas favelas, que se mate de vez esse bando de baderneiros do campo, PORRA, CARAJO, MIERDA, MALDITOS DIREITOS HUMANOS!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MST nos faz atentar para o fato de que em cada um de nós há um Esteban de A Casa dos Espíritos; há o ditador, cuja existência atravessa os séculos, de que nos fala Gabriel García Márquez em O Outono do atriarca; há os traços irremovíveis de nossa patriarcalidade latinoamericana, que indistingue sexo, raça, faixa etária ou classe social:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MST é o negro amarrado no tronco, que chicoteamos com prazer e volúpia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MST é Canudos redivivo e atomizado em pleno século XXI.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MST é a Geni da música do Chico Buarque - boa pra apanhar, feita pra cuspir – com a diferença de que, para frustração de nossa maledicência, jamais se deita com o comandante do zeppelin gigante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E, acima de tudo, O MST é um assassino de laranjas!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E ainda que as laranjas fossem transgênicas, corporativas, grilheiras, estivessem podres, com fungos, corrimento, caspa e mau hálito, eles têm de pagar pela chacina cítrica! Chega de impunidade! Como o João Dória Jr., cansei!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jornalismo pungente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Afinal, foi tudo registrado em imagens – e imagens, como sabemos, não mentem. Estas, por sua vez, foram exibidas numa reportagem pungente do Jornal Nacional - mais um grande momento da mídia brasileira -,merecedora, no mínimo, do prêmio Pulitzer. Categoria: manipulação jornalística. Fátima Bernardes fez aquela cara de dominatrix indignada; seu marido soergueu uma das sobrancelhas por sob a mecha branca e, além&lt;br /&gt;dos litros de secreção vaginal a inundar calcinhas em pleno sofá da sala, o gesto trouxe à tona a verdade inextricável: os “agentes“ do MST são um bando de bárbaros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Para quem não viu a reportagem, informo,a bem da verdade, que ela cumpriu à risca as regras do bom jornalismo: após uns dez minutos de imagens e depoimentos acusando o MST, Fátima leu, com cara de quem     come  jiló com banana verde, uma nota de 10 segundos do MST. Isso se chama, em globalês, ouvir o outro lado.)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde então, setores da própria esquerda cobram do MST sensatez, inteligência, que não dirija seu exército nuclear assassino contra os pobres pés de laranja indefesos justo agora, que os ruralistas tentam instalar, pela 3ª vez, como se as leis fossem uma questão de tanto bate até que fura, uma CPI contra o movimento (afinal, é preciso investigar porque o governo “dá” R$155 milhões a “entidades ligadas ao MST”, mesmo que ninguém nunca venha a público esclarecer como obteve tal informação, como chegou a esse número, que entidades são essas nem qual o grau de sua ligação com o MST: O Incra, por exemplo, está nessa lista como ligado ao MST?).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A insensatez dos miseráveis&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ora, o MST é um movimento social nascido da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem de desafiar convenções que faz do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história brasileira. Pois quem só protesta de acordo com os termos determinados pelo Poder não está protestando de fato, mas sendo manipulado. Se os perigosos agentes vermelhos do MST tivessem sensatez, vestiriam um terno e iriam para o Congresso fazer conchavos, não ficariam duelando com moinhos de vento, digo, pés de laranja.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas é justamente por isso que o MST incomoda a tantos: ele, ao contrário de nós, ousa desafiar as convenções: ele é o membro rebelde de nossa sociedade que transgride o tabu e destroi o totem. Portanto, para restituição da ordem capitalista/patriarcal e para aplacar nossa inveja reprimida, ele tem de ser punido. Ele é o outro.Quantos de nós já se perguntaram como é viver sob lonas e gravetos – em condições piores do que nas piores favelas -, à beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeito a ataques noturnos repentinos dos tanto que os detestam? Quantos já permaneceram num acampamento do MST por mais do que um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas condições de vida?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Poucos, muito poucos, não é mesmo? Até porque nem a sobrancelha erótica do Bonner nem o olhar-chicote da Fátima jamais se interessaram pelo desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo às 3 da madrugada, nem pelas crianças de 3,4 anos que amanhecem coberta de hematomas dos chutes desferidos pelos jagunços invasores, ao lado do corpo de seus pais, assassinados covardemente pelas costas e cujo sangue avermelha o rio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para estes, resta, desde sempre, a mesma cova ancestral, com palmos medidas, como a parte que lhes cabe neste latifúndio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para a mídia, pés de laranja valem mais do que a vida humana, quero dizer, a vida subumana de um miserável que cometeu a ousadia suprema de lutar para reverter sua situação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas os bárbaros, claro está, são o MST.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, haja o que houver, o MST é o culpado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por Maurício Caleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministro Cassel escolhe o lado, o lado do barão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão tem mostrado repetidas vezes um breve vídeo feito desde um helicóptero da Polícia Militar de São Paulo onde aparece um trator atropelando alguns pés de laranjeira, no interior paulista. A ação é atribuída a militantes do MST, que invadiram a propriedade de cinco hectares de laranjais e estavam limpando uma área para fazer roças de milho e feijão, para subsistência do acampamento de sem-terras, próximo dali, na região de Bauru, a cerca de 320 km de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área de laranjais de cinco hectares está localizada numa imensa gleba de 10 mil hectares e pertence à União federal. Foi grilada (invadida) pela empresa Sucocítrico Cutrale Ltda., de propriedade da família Cutrale, oriundos da Sicília, sul da Itália, há muitos anos. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, mas nenhuma providência legal foi tomada pelo órgão federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Folha, edição de hoje, "a Cutrale, defendida com veemência por deputados e senadores depois de ter visto um de seus laranjais destruído pelo MST, injetou R$ 2 milhões em campanhas de congressistas nas eleições de 2006".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista Veja, em maio de 2003, publicou matéria com chamada de capa sobre a empresa Cutrale. Para a insuspeita revista da família Civita, "o brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do nercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de petróleo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a Cutrale não é cachorro pequeno, como pode parecer a quem não conhece a sua história, suas conquistas e seus feitos. É preciso, pois, contar um pouco desses fatos, para que o senso comum não pré-julgue a partir das imagens do vídeo da PM paulista (ou da própria Cutrale).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste parágrafo, as informações que passaremos foram extraídas da Veja, edição 1802 (14 de maio de 2003). Ninguém desconhece a marca direitista e conservadora do semanário da Abril, portanto, insuspeitos de estarem distorcendo informações sobre um player agressivo do nosso capitalismo tupinambá, como veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção mundial de laranjas e derivados se reduz a duas regiões pontuais do globo terrestre, interior de São Paulo, no Brasil, e interior da Flórida, nos Estados Unidos. Cerca de 70% do suco consumido no mundo é plantado e industrializado por brasileiros (números conservadores de 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cutrale vende suco concentrado para mais de vinte países, entre os quais os Estados Unidos, todos os da Europa e a China. Seus clientes são grandes companhias do padrão da Parmalat, da Nestlé e da Coca-Cola, dona de uma das marcas de suco de laranja mais populares nos Estados Unidos. O principal segredo do negócio consiste em adquirir fruta a um preço baixo – preço de banana, brincam os fornecedores –, esmagá-la pelo menor custo possível e vender o suco a um valor elevado - informa a Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, ainda no governo FHC, a Receita Federal se interessou pela questão enigmática da altíssima lucratividade da Cutrale (nos anos 80, a empresa teve taxas de retorno na ordem de 70%, um fenômeno raro) e teve dificuldade em analisar as contas do grupo. Fiscais de Brasília e São Paulo procuraram entender como a Cutrale ganha tanto dinheiro. Não localizaram nenhuma irregularidade. Uma autoridade da Receita relatou a Veja que a estratégia para elevar a lucratividade do grupo passa por contabilizar uma parte dos resultados por intermédio de uma empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Com isso, informa a autoridade da Receita, a Cutrale conseguiria pagar menos imposto no Brasil. Trata-se de um mecanismo legal. Foi o que a Receita descobriu ao escarafunchar as contas da organização da família Cutrale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressividade gerencial da família Cutrale é uma lenda no interior paulista. Os plantadores de laranja no Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco grandes compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam mantendo com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência. Por um lado, precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com alguns métodos adotados por Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas por um preço mais baixo. Produtores ouvidos por Veja afirmam que a família Cutrale costuma fazer enorme pressão para conseguir preços melhores na fruta ou mesmo adquirir fazendas. "Empregados deles nos visitavam e queriam que a gente vendesse nossa propriedade. Do contrário diziam que seríamos prejudicados na safra seguinte", afirmou um produtor que passou pela experiência de negociar com os Cutrale. Outro fazendeiro relata história semelhante, pois também foi procurado para vender sua fazenda de laranja. "Antes de eu ser abordado, minha fazenda foi sobrevoada algumas vezes por um helicóptero da companhia", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra reclamação comum feita a Veja por produtores diz respeito aos termos de alguns contratos de compra de laranja. No ano 2000, 200 produtores acionaram em bloco a Cutrale. Acusavam-na na Justiça de descumprir um contrato pelo qual a empresa se comprometia a receber 5 milhões de caixas de laranjas. Segundo os produtores, nos dias em que eles tentaram fazer a entrega, os portões estavam fechados e a laranja começou a estragar. Os produtores quiseram ser ressarcidos pelo prejuízo, mas a Cutrale alegava que não lhes devia nada, já que não havia recebido a fruta. Os produtores receberam uma liminar para entregar o produto. Só depois disso a Cutrale aceitou a encomenda. "É difícil conseguir bons preços tratando com alguém que pode dizer não até sua laranja apodrecer", conta um produtor que por razões óbvias prefere não se identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa linha dura já rendeu à Cutrale discussões legais por formação de cartel. De 1994para cá [2003], Cutrale já foi alvo de cinco processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, a autarquia encarregada de preservar a concorrência. Ele não estava sozinho no caso. Foi investigado juntamente com outras grandes indústrias do setor. Jamais sofreu uma punição. Num desses processos, duas associações de produtores de laranja denunciaram ao Cade que Cutrale e outras indústrias estavam se reunindo para combinar preços, o que prejudicava os plantadores. O desfecho do caso foi amigável. As empresas assinaram um "termo de compromisso de cessação das irregularidades" com os fazendeiros, comprometendo-se a não se reunir para organizar preços. O Cade decidiu que as empresas de suco de laranja não poderiam se organizar dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vários aspectos, a indústria de suco de laranja lembra as empreiteiras. Além de ser um mercado concentrado nas mãos de poucos gigantes, os dois setores mantêm uma longa história de dependência em relação aos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerados pela mídia como interlocutores do MST no governo federal, o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, condenaram a destruição de pés de laranja numa área invadida pelo movimento no interior paulista. Cassel chamou a ação de "grotesca" e "injustificável". A informação é da Folha de hoje (fac-símile parcial acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma imagem grotesca, injustificável sob qualquer ponto de vista", disse Cassel. "O movimento tem errado muito e espero que uma situação grotesca como essa o faça refletir sobre as suas ações. Ele tem se isolado, tem perdido o apoio social", completou o ministro petista. "A minha reação foi de indignação. Não tem razão para isso", disse Hackbart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação, flagrada por cinegrafistas [seriam da PM/SP ou da própria empresa grileira?] numa área da Cutrale [grilada] terá um efeito colateral aos próprios sem-terra: para esfriar os ânimos e conter a indignação dos ruralistas, o Palácio do Planalto deve atrasar ainda mais o cumprimento da promessa de atualizar os índices de produtividade da reforma agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha modesta opinião, o lulismo de resultados, agora, vai usar esse fato como álibi para não atualizar os índices de produtividade, em definitivo (certamente com os "doutos" aconselhamentos do ministro Cassel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redator: Cristóvão Feil&lt;br /&gt;http://diariogauche.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1295470736852385984?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1295470736852385984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1295470736852385984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1295470736852385984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1295470736852385984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/10/outra-metada-da-laranja.html' title='Outra metade da laranja'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/StIkU2WMaCI/AAAAAAAAAOc/EkRFU1KTQjU/s72-c/tratormst1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5543390826327262017</id><published>2009-10-07T12:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T12:45:36.295-07:00</updated><title type='text'>Sítio - vida,obra e rádio Drummond</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SszvJoFFbSI/AAAAAAAAAOU/Ry_chrmbotM/s1600-h/corpo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SszvJoFFbSI/AAAAAAAAAOU/Ry_chrmbotM/s320/corpo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389945802712247586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros e caras, está no ar o sítio de Drummond.(link acima, foto do mesmo endereço e poema pego emprestado de lá). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo para examinar um pouco mais as coisas e as pessoas, lanço um poema de Carlos Du Mundo. Até a próxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora do cansaço&lt;br /&gt;1984 - CORPO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que amamos, &lt;br /&gt;as pessoas que amamos &lt;br /&gt;são eternas até certo ponto. &lt;br /&gt;Duram o infinito variável &lt;br /&gt;no limite de nosso poder &lt;br /&gt;de respirar a eternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensá-las é pensar que não acabam nunca, &lt;br /&gt;dar-lhes moldura de granito. &lt;br /&gt;De outra matéria se tornam, absoluta, &lt;br /&gt;numa outra (maior) realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam a esmaecer quando nos cansamos, &lt;br /&gt;e todos nós cansamos, por um outro itinerário, &lt;br /&gt;de aspirar a resina do eterno. &lt;br /&gt;Já não pretendemos que sejam imperecíveis. &lt;br /&gt;Restituímos cada ser e coisa à condição precária, &lt;br /&gt;rebaixamos o amor ao estado de utilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sonho de eterno fica esse gosto ocre &lt;br /&gt;na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5543390826327262017?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5543390826327262017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5543390826327262017' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5543390826327262017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5543390826327262017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/10/sitio-vidaobra-e-radio-drummond.html' title='Sítio - vida,obra e rádio Drummond'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SszvJoFFbSI/AAAAAAAAAOU/Ry_chrmbotM/s72-c/corpo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1745898168847655455</id><published>2009-10-01T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T17:05:56.901-07:00</updated><title type='text'>"OS HERÓIS DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SsVDtZKt7VI/AAAAAAAAAOM/PwKOTuQA0sc/s1600-h/fotos+papa+115.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SsVDtZKt7VI/AAAAAAAAAOM/PwKOTuQA0sc/s320/fotos+papa+115.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387786976347680082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS HERÓIS DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há menos de um mês, seis traficantes foram encurralados por policiais e fizeram uma família refém na favela Vila dos Pinheiros, na Maré, zona norte do Rio de Janeiro. A condição para a rendição era emblemática: os homens queriam a presença da mídia e de familiares para que, segundo a própria imprensa noticiou, lhes fosse garantido o direito à vida. Houve a negociação e os seis foram presos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Episódios de seqüestro público regularmente terminam dessa forma. As tragédias costumam acontecer justamente quando a polícia toma uma medida precipitada, como no caso do ônibus 174. Afinal, é razoável afirmar que a intenção de quem se esconde por trás de um refém seja a preservação de sua própria vida, independente da agressividade, do desespero e do medo que esteja sentindo. É fundamental, portanto, que a negociação seja incansável: a rendição é praticamente certa e a busca deve ser, sempre, pela resolução do foco de conflito sem que haja a morte de nenhum dos envolvidos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não foi o que aconteceu na ação policial da última sexta-feira, dia 25 de setembro de 2009, no bairro de Vila Isabel. Um tiro de fuzil acertou a cabeça de Sergio Ferreira Pinto, que, cercado por policiais do 6º Batalhão e já baleado na barriga, fazia como refém Ana Cristina Garrido, dona de uma farmácia na Rua Pereira Nunes. Apesar de a ação ter terminado em uma morte violenta, o caso de Vila Isabel foi festejado efusivamente por quase todos os meios de comunicação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O policial que efetuou o disparo foi o major João Jacques Busnello, que a imprensa imediatamente elegeu como novo herói nacional. Há cerca de cinco meses, o mesmo nome estampou os jornais: Busnello tinha sido preso em flagrante no estádio do Maracanã por lesão corporal dolosa, prevaricação e abuso de autoridade. Esse, no entanto, não é o crime mais grave atribuído ao major.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em setembro de 1998, onze anos antes da ação policial em Vila Isabel, o jovem recruta do exército Wallace de Almeida caiu baleado pelas costas na porta da casa de sua mãe, na favela da Babilônia, na zona sul da cidade. A equipe chefiada pelo então tenente Busnello – que já era conhecido pela truculência e arbitrariedade com que costumava agir no local – invadiu a residência, insultou parentes do rapaz e impediu o socorro imediato a Wallace, que acabou sendo arrastado morro abaixo pelos próprios policiais e faleceu logo após sua entrada no hospital.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Embora todas as provas apontassem para execução, o homicídio de Wallace – que tinha 18 anos, era negro e morador de favela – foi registrado como “morte em confronto com policiais”. A família denunciou João Jacques Busnello pelo assassinato, mas, como de praxe em casos de “auto de resistência”, o Tribunal de Justiça não aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público em 2007 – nove anos depois.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que considerou que o Estado brasileiro não havia sido capaz de responsabilizar os autores da execução de Wallace. A OEA determinou que fosse promovida a plena reparação dos familiares de Wallace, o que forçou o governo do estado do Rio de Janeiro a realizar uma cerimônia oficial no último dia 25 de agosto – exatamente um mês antes do último disparo de Busnello.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O caminho trilhado por João Jacques Busnello ao longo dos últimos onze anos é peculiar. O oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi acusado da execução de um rapaz negro, foi promovido a capitão, passou pelo BOPE, assumiu o comando do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, foi preso por lesão corporal dolosa, até que, já elevado ao posto de major, se tornou "herói” na televisão e nos principais jornais, onde se expôs orgulhoso como o protagonista de mais uma ação da Polícia Militar que termina com a morte de um rapaz negro. Para coroar a carreira do policial Busnello, um deputado já anunciou que vai lhe indicar para receber a Medalha Tiradentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa trajetória pode ser considerada um símbolo da política de segurança do governo do estado do Rio de Janeiro, que orienta e incentiva crimes e abusos dos agentes do Estado e que conta os mortos como uma prova de sua eficiência. Por sua vez, a reação dos meios de comunicação aponta para a naturalização da violência. É inaceitável que uma ação que termina em morte seja festejada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;www.global.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1745898168847655455?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1745898168847655455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1745898168847655455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1745898168847655455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1745898168847655455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/10/os-herois-da-politica-de-seguranca.html' title='&quot;OS HERÓIS DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA&quot;'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SsVDtZKt7VI/AAAAAAAAAOM/PwKOTuQA0sc/s72-c/fotos+papa+115.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8915335331992655912</id><published>2009-09-20T12:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T13:06:23.979-07:00</updated><title type='text'>Exposição no Deops - SP - 30 anos da Lei da Anistia</title><content type='html'>Exposição no antigo Deops mostra luta política na ditadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano em que se comemora os 30 anos da Lei da Anistia, Memorial da Resistência relembra anos de chumbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina Spillari, do estadão.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SÃO PAULO - Até 18 de outubro, o Memorial da Resistência, no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Deops), na região central de São Paulo, expõe a mostra "A luta pela Anistia - 1964 - ?". A interrogação representa três lacunas que ainda persistem, passados 30 anos da anistia política: os arquivos da ditadura ainda não foram abertos, os corpos de ex-presos e perseguidos políticos continuam na obscuridade, sem identificação e sem serem devolvidos às famílias e, ao contrário de Argentina e Chile, não houve punição dos responsáveis por torturas, prisões não autorizadas, sequestros, assassinatos, ocultação de cadáveres, entre outros crimes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na mostra, podem ser vistos materiais de imprensa como jornais, folhetos, cartazes, cartilhas, livros, fotos e documentos gerados pelos órgãos de repressão política que mostram como se deu a perseguição a todo cidadão que insinuasse algum tipo de ameaça àquele regime.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da força foi a prática mais comum.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Durante os cinco anos em que esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O poder dado a cada militar, irrestritamente, pode ter ocasionado o enfraquecimento do regime, afirma o professor de Ética da USP, Renato Janine Ribeiro. "O Jornalista Elio Gaspari, autor de uma série de livros sobre o regime, defende a tese da anarquia militar, na qual cada torturador, sargento ou coronel fazia o que queria", diz. Com isso, o controle do poder central sobre esses grupos ficava fragilizado. "Cada um interpretava do seu jeito. Ninguém prestava contas dos seus atos", reforça. Desaparecer com um desafeto era o mais comum.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Celas reconstituídas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O período militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para aproximar o visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ivan foi preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na linha do tempo - um espaço do Memorial que já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Recursos audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A exposição custa R$ 6 e R$ 3 para estudantes. A entrada é gratuita a grupos escolares. O agendamento de visita é feito pelo (011) 3324-0943 e 3324-0944. Para aproximar os alunos daquela realidade os monitores criam hipóteses e situações para os estudantes entenderem como se dava a limitação de ação e comunicação dos perseguidos. De sábado a entrada é gratuita para todos. O horário de funcionamento é das (10h às 17h30), de terça-feira a domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8915335331992655912?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8915335331992655912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8915335331992655912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8915335331992655912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8915335331992655912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/09/exposicao-no-deops-sp-30-anos-da-lei-da.html' title='Exposição no Deops - SP - 30 anos da Lei da Anistia'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-2301627281573476363</id><published>2009-09-07T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T08:33:15.279-07:00</updated><title type='text'>Velho/Novo Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SqUldZm6YgI/AAAAAAAAANk/TPEb2ujgDIw/s1600-h/DSCN0325.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SqUldZm6YgI/AAAAAAAAANk/TPEb2ujgDIw/s320/DSCN0325.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378746516984455682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo, tempo, tempo mano velho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas busco de forma hércula, relacionar e ponderar uma complexidade de sentimentos e perspectivas que não fazia parte da minha experiência de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias constuí uma série de formaluções que me consolidaram até o dia de hoje, e que sempre fizeram parta da minha experiência de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas horas...Nos últimos segundos...Nas últimas linhas escritas, tudo se transforma em frações de pensamentos rápidos, as vezes sem dimensão alguma, em alguns instantes de uma profundidade que me assusta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugurei uma nova etapa, cheia de velhos desafios, estarei partindo para uma instituição pública federal..."um monte de gente vai até lá ter comigo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remeti a mensagem que segue, para alguns contatos e publico aqui para o resgistro pessoal/virtural/proposital...Intervindo de um velho tempo, destinado ao novo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros e caras amigos/as (da Digna e os que estão em Cco...quem receber sabe que estou falando diretamente com cada um/a...rs).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gostaria de compartilhar com vocês a felicidade imensa que informo a minha nova morada de trabalho (desafios, alegrias, dificuldades e novas demandas) na UFPB, especificamente no Centro de Ciências Jurídicas - Campus de Santa Rita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pois é...depois de tantas dúvidas, caminhadas, de levar e dar muito murro em(de) ponta de prego da vida, aporto todas as experiências que vivenciei e aberto para vivenciá-las novamente em outras perspectivas e acrescentar mais outras a minha formação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vocês sabem e cobram até mais do que eu...rs...De que minha formação provém de perspectiva de uma identidade coletiva e não apenas de um sucesso pessoal, acredito que finalmente depois de uns 12 anos errantes e acertantes também..rs..Pouso em terras paraibanas com o intuito de criar mais raízes, e ajudar a esse estado, cidade, universidade,centro, prof.s, alunos/as, movimentos e pessoas que me acolheram com muita amizade e trocas de conhecimento durante essas minhas idas e vindas de tantos lugares. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agradeço a todos/as e como um trem ( ói é o trem...) digo que seguirei Raul - não pare na pista, é muito cedo para você se acomodar - e essa notícia não é uma despedida de nada, mas sim mais um enlace, mais uma ponte, mais uma responsabilidade em chegar a um local onde até pouco tempo atrás sequer eu cogitava, como também a menos de 10-20 anos, vários não conseguiram chegar e outros lutam diariamente buscando essa chance...e que responsabilidade minha não? Local contraditório como todo processo da vida e dos sentimentos...Vamos em frente.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Consequências...várias, perspectivas...sempre, desejos...aflorados, mente...espero que resitente e sempre na pisada da ciranda de criança, onde a lucidez e a ludicidade se encontram suportando as dores/conquistas de ontem, hoje e amanhã. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A posse formal será na segunda-feira, hoje (sexta-feira) cumpri todo rito burocrático, a festa ou festas, a gente vai se encontrando e comemorando cada dia. Quem sabe daqui para o final do ano um dia de sábado com sol, cerveja e alegria. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraços/Xeros&lt;br /&gt;cada um que está recebendo essa mensagem e outros que não vão receber por falta de intimidade, por não ter contato na net ou por não viver aqui entre os mortais saibam que fazem de mim e estão comigo...fiquem certos que irei aperriar vocês também, já que estão comigo..rs.&lt;br /&gt;Edu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-2301627281573476363?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/2301627281573476363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=2301627281573476363' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2301627281573476363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/2301627281573476363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/09/velhonovo-tempo.html' title='Velho/Novo Tempo'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SqUldZm6YgI/AAAAAAAAANk/TPEb2ujgDIw/s72-c/DSCN0325.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-8705977182684866497</id><published>2009-08-30T10:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T10:20:21.542-07:00</updated><title type='text'>Coração solto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Spq0Dt9cbZI/AAAAAAAAANc/GGXY13LsYqc/s1600-h/img_dentro_coracao.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Spq0Dt9cbZI/AAAAAAAAANc/GGXY13LsYqc/s320/img_dentro_coracao.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375807081190026642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi essa passem em uma notinha de roda pé. &lt;br /&gt;Não sei se sou todo coração,&lt;br /&gt;mas gostei de pensar sobre isso, &lt;br /&gt;mesmo quando castigo os pulmões a semana toda, &lt;br /&gt;e deixo o fígado preocupado quando a sexta-feira vem a galope nos cortejar. &lt;br /&gt;Em breve retorno com outras coisas mais interessantes, &lt;br /&gt;Hoje foi apenas para ser coração com o coitado do blog...quase parando...mas ainda pulsando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos demais, todo mundo sabe,&lt;br /&gt;o coração tem moradia certa,&lt;br /&gt;fica bem aqui no meio do peito,&lt;br /&gt;mas comigo a anatomia ficou louca,&lt;br /&gt;sou todo coração. &lt;br /&gt;(Maiakovski)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-8705977182684866497?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/8705977182684866497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=8705977182684866497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8705977182684866497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/8705977182684866497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/08/coracao-solto.html' title='Coração solto'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Spq0Dt9cbZI/AAAAAAAAANc/GGXY13LsYqc/s72-c/img_dentro_coracao.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1965928382183394839</id><published>2009-07-30T15:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T15:15:10.085-07:00</updated><title type='text'>MANIFESTO DA COMPANHIA BRASILEIRA DE CINEMA BARATO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SnIaCJ0rd8I/AAAAAAAAANU/tcraVVrlaIQ/s1600-h/iluminado-projecao-tela_~811048.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SnIaCJ0rd8I/AAAAAAAAANU/tcraVVrlaIQ/s320/iluminado-projecao-tela_~811048.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364378730450614210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte : Fotosearch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte da Notícia : Tela Preta (via Multiply)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os latifundiários do audiovisual brasileiro, que durante anos, ditaram uma formula milionária e excludente, cultivando um sistema que só eles através de mamatas patrocinadas pela maquina governamental, transformaram não só o cinema e televisão, mas sim todo o audiovisual, em um clube fechado onde só os filhos da elite, os abastados podiam freqüentar, vem mudando radicalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o audiovisual tendo em vista o novo modelo de plataforma que o mundo desenvolveu, continua aperfeiçoando, e que o Brasil, antenado com essa nova tecnologia, vem desenvolvendo, para que aqueles rejeitados, enjeitados, os filhos dos guetos, das favelas e das periferias, pudessem ter a oportunidade de expor sua visão, através de um novo sistema barato de captação de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo com que um movimento de realizadores do audiovisual se unissem para concretizar a COMPANHIA BRASILEIRA DE CINEMA BARATO (CBCB), mais que uma simples produtora, uma realizadora dos anseios populares, que os poderosos, sempre mostraram sob seu domínio e ponto de vista. Vem hoje mostrar que o povo é mais que um simples personagem e sim um realizador de audiovisual de qualidade indiscutível e que se não for superior a dos antigos reis do audiovisual arcaico, da era dos dinossauros, pelo menos mostra uma criatividade a toda prova, de cineastas atores e técnicos escondidos em lugares onde a política audiovisual não descobriu. O CBCB também trabalhara para difundir um audiovisual de qualidade, mas, sem transformar a produção em uma epopéia de milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde o produto final, realizado através de meios simples e accessíveis, digitais ou não, para qualquer pessoa que queira transformar suas idéias em produto audiovisual. A distribuição, entrave primordial, para aqueles que cerceiam os realizadores pobres, fazendo também não chegar ao publico obras populares, transforma em trincheira, para quem exibe, continuar exibindo e quem não exibe, continuar no anonimato sem ter visualização de seu trabalho, será quebrado. Através de uma distribuição democrática, popular e livre de acesso fácil, através da internete, cineclubes, bancas de jornais, reembolso postal, camelôs, exibição em escolas, fabricas, presídios, entidades religiosas, ongs, associações, venda direta ao publico, salas de exibições digitais ou em qualquer outro meio, existente ou a ser criado, de acesso fácil, barato e popular. Nossa meta é que, não necessariamente só aqueles que trabalham com audiovisual façam filme, mas sim, qualquer pessoa sendo artista plástico, pintor, escultor, intelectual, professor, artistas, políticos, trabalhadores autônomos, profissionais liberais, médicos, advogados, portadores de necessidades especiais, garis, pedreiros, motoristas, donas de casa, desocupados, crianças, jovens, adultos, idôneos, de qualquer raça, cor, credo, conotação sexual, enfim, que todos possam expressar sem nenhuma censura, pré ou pós definida, de seus anseios, sonhos e reflexões, através da COMPANHIA BRASILEIRA DE CINEMA BARATO.&lt;br /&gt;Não iremos revolucionar, nem mudar o mundo, mas podemos mostrá-lo, através de uma nova ótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MANDAMENTOS DA CBCB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – UM ROTEIRO DE QUALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – NÃO SE PRENDER A FORMULAS PRECONCEBIDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – CRIATIVIDADE NA CAPTAÇAO DE IMAGENS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – FILMAR COM QUALQUER TIPO DE CONSOLE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – TODOS SEREM MULTIPLICADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – NENHUM TEMA SER TABU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – TODOS FAZEREM TUDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – PARCERIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – NÃO ALUGAR EQUIPAMENTO, INVENTAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – DISTRIBUIÇÃO BARATA E POPULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam este manifesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Yuka, Leandro Firmino da Hora, Kátia Lund, Paulo Lins, Cavi Borges, Julio Pecly, Renato Martins, Perfeito Fortuna, Marcio Grafite, Pablo Cunha, Paulo Pons, José Antonio da Silva, Paulo Silva, Carlos Jasmim, Slow, Michel Messer, Mariana Vitarelli, Virginia Corsini, Natalia Lage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituições que apóiam este manifesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema Nosso, Cavídeo, Boca de Filme, Cine Guandu, cine clube Mate com Angu, Circo Voador, Fundição Progresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1965928382183394839?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1965928382183394839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1965928382183394839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1965928382183394839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1965928382183394839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/07/manifesto-da-companhia-brasileira-de.html' title='MANIFESTO DA COMPANHIA BRASILEIRA DE CINEMA BARATO'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SnIaCJ0rd8I/AAAAAAAAANU/tcraVVrlaIQ/s72-c/iluminado-projecao-tela_~811048.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3632304042802545252</id><published>2009-07-19T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T08:07:31.455-07:00</updated><title type='text'>19 de julho - dia do futebol.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SmMyaCgVTDI/AAAAAAAAANM/F5qAKmgmU48/s1600-h/danielrabelo2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SmMyaCgVTDI/AAAAAAAAANM/F5qAKmgmU48/s320/danielrabelo2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360183404431494194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto : Daniel Rabelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro Futebol Ao Sol e À Sombra, Eduardo Galeano traça uma perspectiva entre história, literatura, poesia e óbvio futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade?&lt;br /&gt;- Não explicaria - respondeu. - Daria uma bola para que jogasse. (Pergunta feita por um jornalista à teóloga alemã Dorothee Sölle.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima do futebol, está a lenda. Uma estranha magia se impõe ao esporte. E o jogo se transforma em saga, desperta paixões, cria mitos, heróis, glórias e tragédias. Exaltado pelas multidões, criou em seu lado sombrio um mundo à parte que envolve poderosíssimos interesses políticos e financeiros.&lt;br /&gt;Mas nada se sobrepõe ao encanto desta "festa pagã". Para captar este fascinante universo de perdas e conquistas, Eduardo Galeano penetrou nas profundezas da história e das histórias que se passam dentro e fora das quatro linhas. Construiu este livro como um verdadeiro monumento à paixão,. Através de sua prosa consagrada, tudo tem sabor. Pelé, Di Stéfano, Maradona, Zizinho, Didi, Garrincha, Obdúlio Varella - o carrasco uruguaio de 1950 -, o aranha negra Yashin, Leônidas, Platini, Domingos da Guia, Friedenreich e muitos outros craques são mostrados nos seus momentos de esplendor e desgraça.&lt;br /&gt;Ágil, emotivo, este livro flui prazerosamente. Não é preciso ser um apaixonado pela bola para apreciar esta saga. Basta se apreciar a grande literatura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa introdução ao livro nos coloca diante da abrangência do tema, futebol é coisa de criança, é coisa de adulto, é coisa de todos/as; não consigo me afastar dele por mais que as nuances políticas financeiras e as armações visíveis ponham no fundo da minha rede de mágoas a paixão lúdica por esse esporte desvairado, inconsistente e ao mesmo tempo previsível em seu calendário, pontos, regras, tabelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo pensar o que seria minha vida sem um joguinho de futebol, sem desafiar a própria memória para comentar ou citar jogadas e jogadores que nunca vi jogar, mas que as conversas em botecos e bares me fazem saborear horas de papos e interlocuções imaginárias de um mundo que rola na ginga fácil das palavras, um mundo que rola como uma bola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha paixão pelo Sport já tentei explicar em outras postagens, porém venho nos últimos anos tentando dialogar também academicamente com o futebol, e meu primeiro ensaio, são algumas linhas na minha dissertação, pois é, coloquei futebol na acadêmica, no curso de direito, pode? Não sei se pode ou não, marquei um golzinho, mesmo colocando ou interligando a discussão com a identidade negra no Brasil com o mundo da bola.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, minha homenagem ao Futebol, saí das minhas palavras na construção acadêmica que se projeta além ou aquém das nossas pelejas nas quatro linhas, ainda devo uma pesquisa sobre os técnicos negros e dirigentes negros no futebol brasileiro, dominado por jogadores negros, mas que não encontram guarida nos campos institucionais dessa fábrica de imperfeições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado brasileiro, pensado em uma dinâmica que perpetua as contradições sociais, históricas e culturais, tem desde os seus primórdios, uma dificuldade em aceitar a diversidade, ou ainda pior, se apropria da própria diversidade para negar a existência das diferenças. Os valores singularizados são desqualificados em face de uma constituição identitária nacional que estimulam padrões sociais, culturais e religiosos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) a sociedade brasileira cria mecanismos desfavoráveis ao desenvolvimento de uma identidade articulada em torno de valores positivamente afirmados, não somente para os afro-descendentes, mas para todo e qualquer cidadão, aí incluindo os brancos e indígenas pois, na verdade, trata-se de um problema de constituição da identidade do brasileiro  (FERREIRA, 2000, p. 43).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros estigmas contra os negros no Brasil são difundidos por questões culturais que habitavam o imaginário popular nos anos de 1950. Como exemplo simbólico, nos gramados de futebol, a derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, foi atribuída à participação de jogadores negros como o goleiro Barbosa e o lateral Bigode. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a conquista dos gramados mundiais (Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970), o brasileiro – tido enquanto conjunto e não mais segregado racial e socialmente - cria sua auto-imagem através de jogadores negros, e esses sai denominados como bons de ginga, ao mesmo tempo em que se reforça o estereótipo dos/as negros/as enquanto malandros, sambistas e mulatas (fogosas, boas de cama e cartão postal para as aventuras sexuais dos estrangeiros). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras imagens que refletem a sua condição econômica, política e social no Estado brasileiro serão amplificadas pela mídia nacional, com o surgimento e difusão das televisões – canais de TV (anos de 1950-1970), assim como nas produções novelísticas, em que passam a ser agregados enquanto símbolos da produção cultural brasileira. Os papéis designados aos/às negros/as eram, invariavelmente, os de empregados domésticos, escravos ou de ameaçadores da ordem pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como salienta Norbert Elias (1994, p.39), o indivíduo em uma sociedade só tem a capacidade de se reconhecer perante ela no momento em que consegue enxergar nas diversas formas de organizações sociais e manifestações culturais, ou seja, no instante em que ele aprende a dizer “nós”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3632304042802545252?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3632304042802545252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3632304042802545252' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3632304042802545252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3632304042802545252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/07/19-de-julho-dia-do-futebol.html' title='19 de julho - dia do futebol.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SmMyaCgVTDI/AAAAAAAAANM/F5qAKmgmU48/s72-c/danielrabelo2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-7878798567792844183</id><published>2009-07-04T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T17:08:48.504-07:00</updated><title type='text'>Burocracia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sk_qdJw-8qI/AAAAAAAAANE/-FUujz9zmiY/s1600-h/mafalda2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 98px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sk_qdJw-8qI/AAAAAAAAANE/-FUujz9zmiY/s320/mafalda2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354756268525286050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weber trabalha com o conceito da burocracia enquanto personificação impessoal do Estado no seu âmbito de atuação cotidiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características apontadas por Weber é a qual esta será sempre previsível, ou seja, na funcionabilidade do Estado, as normas confluem no sentido de aparelhar um sistema que funcionaria com base na meritocracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado capitalista, principalmente o brasileiro, fundado em areias movediças, seria um excelente campo de estudo para as contradições, ou disfunções apontadas por Weber enquanto debilidades do Estado em prover suas ações quando provocadas por indíviduos, entre essas disfunções acreditamos que uma pesquisa sobre os seguintes pontos seria opoturno enquanto recurso metodológico, e não arcabouço teórico, destacam-se :&lt;br /&gt;as normas passam de meios para os fins; &lt;br /&gt;excesso de formalismo e papelatório;&lt;br /&gt;resistência a mudanças; &lt;br /&gt;superconformidade às rotinas; &lt;br /&gt;exibição de poderes de autoridade; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso legado sociológico e histórico desenvolve com maestria algumas análises nesse campo, principalmente autores/as de vanguarda como Damatta, Roberto Aguiar, José Murilo, e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo em qual estou inserido - o direito - pouco se estuda essas viabilidades de aplicabilidade normativa no sentido clássico weberiano ou ainda enquanto colaboração para um dissecamento das funções do Estado e as relações de poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos militantes e pesquisadores, encaram Weber - inclusive eu...rs - enquanto um legitimador do Estado capitalista liberal, porém nos últimos anos, venho enxergando que não se pode desprezar alguns campos de análises para a formulação de teorias críticas seja no campo do direito ou em outras áreas do conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reinvidicações dentro do atual sistema "democrático" brasileiro, passa por uma leitura acurada da máquina estatal, seja no intuito de transformação ou negação, de toda forma sinto particularmente que conhecemos as vezes pouco as questões que imperiosamente se apresentam contrárias as aspirações mais radicais no campo contra-hegemônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda escorregamos com facilidade em algumas dinâmicas, por não conhecer os meandros das regras burocráticas, e o pouco que conhecemos assusta a forma como foram montadas tantas "caixinhas", leis e normas. Mafalda está com a razão?Weber está com a razão? Afinal de contas o que é razão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-7878798567792844183?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/7878798567792844183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=7878798567792844183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7878798567792844183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7878798567792844183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/07/burocracia.html' title='Burocracia'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sk_qdJw-8qI/AAAAAAAAANE/-FUujz9zmiY/s72-c/mafalda2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-4293203600972150052</id><published>2009-06-24T18:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T18:22:12.591-07:00</updated><title type='text'>Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Quilombolas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SkLQ_0fKEUI/AAAAAAAAAM8/JP3-wzURxm0/s1600-h/mobiliza%C3%A7%C3%A3oquilombola.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SkLQ_0fKEUI/AAAAAAAAAM8/JP3-wzURxm0/s320/mobiliza%C3%A7%C3%A3oquilombola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351069102109233474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas organiza, para o dia 25 de junho de 2009, Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Quilombolas. Somos cerca de 5.000 Comunidades Quilombolas em todo o Brasil. Atualmente, vivemos um momento de ataque aos direitos Quilombolas, garantidos na Constituição Federal de 1988. O Decreto 4887/2003 hoje sofre ameaça pela ADI 3239, do STF, de autoria do Democratas. Projetos de Lei e de Emenda Constitucional no Congresso Nacional também questionam nossos marcos legais.&lt;br /&gt;•Exigimos a regularização de nossos territórios tradicionais, conforme estabelecido no Artigo 68 do ADCT da Constituição Federal! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Exigimos a manutenção e o fortalecimento de nossa base legal, com ênfase para o Decreto 4887/2003! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Exigimos a implementação efetiva de políticas públicas sociais, de infra-estrutura e econômicas que reduzam a vulnerabilidade de nosso povo e respeitem nossa cultura, usos e costumes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você pode participar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do acompanhando da transmissão do evento no site www.mocambos.net e também mandando mensagens de texto e/ou audiovisual para o seguinte endereço de Skype (pesquisa no skype) Mobilização Quilombola "mobilização.quilombola" ou adicionar com e-mail:. conaqsecretaria@yahoo.com.br .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine o Manifesto pelos Direitos Quilombola! http://www.petitiononline.com/conaq123/petition.html &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DOS DIREITOS QUILOMBOLAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: Quinta-feira, 25 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Caminhada até Praça dos 3 Poderes. Horário: Início da Concentração às 14 horas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-4293203600972150052?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/4293203600972150052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=4293203600972150052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4293203600972150052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4293203600972150052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/06/mobilizacao-nacional-em-defesa-dos.html' title='Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Quilombolas'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SkLQ_0fKEUI/AAAAAAAAAM8/JP3-wzURxm0/s72-c/mobiliza%C3%A7%C3%A3oquilombola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-178871037325804625</id><published>2009-06-24T18:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T18:08:15.291-07:00</updated><title type='text'>Federalizando...</title><content type='html'>http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/criminal/pgr-pede-deslocamento-de-investigacoes-sobre-grupo-de-exterminio-para-o-ambito-federal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PGR pede deslocamento de investigações sobre grupo de extermínio para o âmbito federal&lt;br /&gt;24/6/2009 13h59 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apuração dos crimes entre Paraíba e Pernambuco deve sair da Justiça Estadual para a Federal&lt;br /&gt;O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ajuizou incidente de deslocamento de competência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a transferência da investigação e julgamento dos fatos que envolvem a atuação de grupo de extermínio na divisa dos estados da Paraíba e Pernambuco para a Justiça Federal em Pernambuco. De acordo com ele, a incapacidade dos Estados-membros em oferecer resposta está evidenciada na falta de resultados práticos das investigações, bem como no envolvimento de seus agentes, em diversos níveis hierárquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o PGR, o Estado brasileiro tem notícias da atuação de um grupo de extermínio atuando entre os estados de Paraíba e Pernambuco desde o ano 2000, atingindo mais de 200 vítimas. O fato foi tratado em Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados em 2005 e mereceu a recomendação de uma série de medidas específicas. Apesar disso, afirma Antonio Souza, a inércia estatal quanto à repressão e investigação não apenas persistiu, como resultou na morte do vereador Manoel Bezerra de Mattos Neto, cuja atuação no enfrentamento dos grupos de extermínio era conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o procurador-geral, a apuração e punição desse homicídio deve ser retirada da Justiça Estadual e, em sentido mais amplo, toda a apuração quanto ao grupo de extermínio deve ser levada para a competência da Justiça Federal. Para ele, devem ser deslocados não apenas os inquéritos policiais e processos penais eventualmente existentes (bem como as investigações já arquivadas), mas, de uma maneira mais abrangente, o conhecimento dos fatos, importando em conferir à União a obrigatoriedade de efetivamente investigar e reprimir tais crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No exercício de tal atribuição, deverão ser instauradas no âmbito federal tantas apurações quantas se mostrem necessárias, englobando, dentre outros, os homicídios de que foram vítimas Luiz Tomé da Silva Filho e Flávio Manoel da Silva, além de todas as outras mortes e crimes já relacionados à atuação do grupo de extermínio”, sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Requisitos para o deslocamento - Segundo o incidente, o deslocamento de competência é possível considerando-se os requisitos de grave violação de direitos humanos e a possibilidade de responsabilização internacional pelo descumprimento de obrigações assumidas em tratados internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ofensa ao direito à vida estaria evidente por parte de grupos organizados em atividade reiterada, com a premissa de “afastar do Estado-juiz a possibilidade de exercer a jurisdição, pois tais grupos de extermínio atribuem-se a capacidade de decidir (e executar) a punição àqueles que, por eles, são tidos como infratores das regras de vida em sociedade”. Além disso, o homicídio do vereador seria uma situação excepcional de violação de direitos humanos, pois também teve como elemento motivador a intenção de fazer calar uma das vozes que se levantavam contra a impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PGR afirma ainda que não se trata de uma alegada presunção de risco de responsabilidade internacional, mas da constatação de que já se instaurou a jurisdição internacional, uma vez que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos determinou, desde setembro de 2002, que fossem adotadas medidas cautelares para conferir proteção integral a diversas pessoas envolvidas no embate com o grupo de extermínio. De acordo ele, tais medidas foram descumpridas e ao menos duas das pessoas cuja proteção integral foi determinada pela Comissão já foram assassinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretaria de Comunicação Social&lt;br /&gt;Procuradoria Geral da República&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-178871037325804625?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/178871037325804625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=178871037325804625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/178871037325804625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/178871037325804625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/06/federalizando.html' title='Federalizando...'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6624242322747314124</id><published>2009-06-16T12:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T13:06:28.511-07:00</updated><title type='text'>Das Crioulas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sjf5hezTVTI/AAAAAAAAAM0/Eso_rY5XBwU/s1600-h/DSCN0797.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sjf5hezTVTI/AAAAAAAAAM0/Eso_rY5XBwU/s320/DSCN0797.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348017436124992818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem para Conceição das Crioulas sempre reforça o entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse entendimento é partilhado, partido, realizado ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma saudade do que não se vive ou viveu. Quem sabe se iremos vivenciar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ritmo de dar canseira e quase pulando fogueiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assombra a sobra de vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rindo do que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preenchimento de educação continuada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Estadual de Comunidades Quilombolas de Pernambuco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CARTA DE PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este documento retrata o entendimento da Comissão Estadual de Comunidades Quilombolas em Pernambuco sobre a educação escolar que queremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É resultado de uma consulta em várias de nossas comunidades e encontros de educadores e educadoras quilombolas durante os anos de 2007 e 2008, quando juntos discutimos a escola que temos e a escola que queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que somos comunidades étnicas, com modos de vida, costumes, tradições, lutas e saberes diferentes da sociedade envolvente. Nossa principal luta é pela conquista de nossos territórios tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a nossa escola deve ser pensada do nosso jeito, como instrumento de nossa luta pelo território, na valorização da nossa identidade étnica e dos saberes e histórias transmitidas pelas pessoas mais velhas, buscando a melhoria de vida para cada quilombo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo segue abaixo nossas primeiras reflexões sobre a escola que queremos, para ser amplamente discutida, aprofundada e ampliada por todas as comunidades quilombolas de Pernambuco e com o movimento quilombola.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação escolar que queremos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uma educação escolar que fortaleça e participe da luta pela regularização dos nossos territórios tradicionais;&lt;br /&gt;2. Que seja presente e participativa na vida da comunidade, reconhecendo e respeitando todos os espaços onde nossas crianças e jovens aprendem e se educam, como na roça, na pescaria, nas festas tradicionais, nas reuniões comunitárias, nos terreiros das casas das pessoas mais velhas;&lt;br /&gt;3.  Que reafirme nossa história de resistência, nossa identidade étnica, nossos saberes e nosso jeito próprio de ensinar e aprender;&lt;br /&gt;4. Que os professores e as professoras sejam quilombolas da própria comunidade, engajados na luta e pesquisadores da sua história;&lt;br /&gt;5. Que seja garantida formação específica e diferenciada para os professores e as professoras quilombolas;&lt;br /&gt;6. Que o currículo seja elaborado pela própria comunidade garantindo os conteúdos específicos de cada quilombo e a interculturalidade.  &lt;br /&gt;7. Que eduque para o cuidado com o meio ambiente e com o patrimônio cultural presente em nossos territórios;&lt;br /&gt;8. Que esteja voltada para o desenvolvimento sustentável de nossas comunidades, para que nossa juventude permaneça em seu território tradicional garantindo a continuidade da nossa existência e das nossas lutas;&lt;br /&gt;9. Que o modelo de gestão e funcionamento seja de acordo com o jeito de ser e de organizar de cada quilombo;&lt;br /&gt;10. Que a merenda seja de acordo com a cultura alimentar de cada quilombo;&lt;br /&gt;11. Que tenha material didático escrito e ilustrado pelo povo quilombola.&lt;br /&gt;12.   Estrutura física adequada ao jeito de ser e a geografia de cada quilombo, observando o cuidado com o meio ambiente;&lt;br /&gt;13. Que seja garantida uma legislação específica para educação escolar quilombola, que nos assegure esse direito e principalmente que seja elaborada com a participação do movimento quilombola;&lt;br /&gt;14. Que seja garantida a participação dos quilombolas através de suas representações próprias em todos os espaços deliberativos, consultivos e de monitoramento da política pública e de demais temas que nos interessa diretamente, conforme reza a legislação em vigor Convenção 169 da OIT;&lt;br /&gt;15. Que qualquer organização seja governamental ou não governamental respeite a nossa autonomia e nos consulte sobre qualquer projeto, ação, evento que afete diretamente a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Estadual de Comunidades Quilombolas de Pernambuco, Núcleo de Educação, março de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6624242322747314124?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6624242322747314124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6624242322747314124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6624242322747314124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6624242322747314124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/06/das-crioulas.html' title='Das Crioulas'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Sjf5hezTVTI/AAAAAAAAAM0/Eso_rY5XBwU/s72-c/DSCN0797.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6539017065876333473</id><published>2009-06-09T16:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T16:15:25.425-07:00</updated><title type='text'>Brasileiros preferem a floresta em pé</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Si7ryKlirbI/AAAAAAAAAMs/_H71vpRpDp4/s1600-h/amazonia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Si7ryKlirbI/AAAAAAAAAMs/_H71vpRpDp4/s320/amazonia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345469054803160498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho tá pegando...As árvores também estão caindo.&lt;br /&gt;O embate sobre a temática ambiental está nas manchetes do jornal.&lt;br /&gt;O jornal produzido com celulose a partir de gigantescas áreas de devastação ambiental&lt;br /&gt;O meio ambiente tá meio assim...&lt;br /&gt;Confuso, conturbado e disputado, &lt;br /&gt;Ordem e progresso?&lt;br /&gt;Organização Social e Defesa ambiental...&lt;br /&gt;Enfim...em um novo mosáico global, como diz o professor Fiori:&lt;br /&gt;"Um mundo hierarquizado, mas em constante conflito e movimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(29/04/2009) &lt;br /&gt;Local: São Paulo - SP &lt;br /&gt;Fonte: Amazonia.org.br &lt;br /&gt;Link: http://www.amazonia.org.br &lt;br /&gt;Pesquisa realizada pelo Datafolha revela que 94% dos entrevistados preferem que cesse a derrubada de árvores, não importando que o preço disso seja brecar a produção agropecuária. Já a alternativa de autorizar mais desmatamento para aumentar a produção foi escolhida por apenas 3% dos entrevistados pela pesquisa. O levantamento foi uma encomenda da ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira. O Datafolha ouviu 2.055 maiores de 18 anos e com telefone fixo em todo o país. Não há precedentes no modelo da pesquisa para que se possa comparar as opiniões colhidas durante a primeira quinzena de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.&lt;br /&gt;Para Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra, " a novidade é que o brasileiro responde sobre florestas começando a fazer contas econômicas: compara com a produção agropecuária, enxerga o papel do varejo, não quer bancar os custos dos passivos dos infratores."&lt;br /&gt;Mudanças no Cógido Florestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 29, no Senado acontecerá mais um capítulo da batalha pela mudança nos limites de desmatamento.  As atuais regras - reserva legal de 80% no bioma amazônico - foram fixadas em 2001, como reação a um aumento da devastação na Amazônia. Os ruralistas, que reúnem a maior bancada informal no Congresso, pretendem mudar o Código Florestal até o final do ano.  &lt;br /&gt;Tal data não é por acaso. Esse é o prazo previsto para que comecem a valer as punições para quem desmatou acima do limite legal, depois que a entrada em vigor de um decreto presidencial foi adiada pelo próprio governo e pressão dos produtores rurais. A antia aos produtores que desmataram além do limite legal é defendida por apenas 11% dos entrevistados na pesquisa do Datafolha. A maioria -85%- escolheu a opção de punir os infratores, ainda que essa cobrança signifique aumento nos preços dos produtos agrícolas.  &lt;br /&gt;Em outra pergunta mais específica sobre a mudança nas leis que protegem a floresta, 91% dos entrevistados defenderam que a legislação deveria ser mais rigorosa, visando assim dificultar o desmatamento. Uma parcela menor (5%) optou por deixar as leis como estão, e os 4% restantes entenderam que a legislação deveria ser menos rigorosa, inclusive para anistiar aqueles produtores que estão na ilegalidade.  &lt;br /&gt;Uma proposta de anistia aos produtores ilegais orquestrada pelo Ministério da Agricultura levou ao impasse as negociações para mudar o Código Florestal durante o ano passado. Ainda assim, algumas mudanças são tidas como acertadas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já concordou em autorizar o uso de espécies exóticas para recompor áreas desmatadas na Amazônia. Ele também avaliza a concessão de prazos de ajuste para quem desmatou antes de os limites se tornarem mais rigorosos.&lt;br /&gt;Confira a íntegra da pesquisa aqui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6539017065876333473?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6539017065876333473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6539017065876333473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6539017065876333473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6539017065876333473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/06/brasileiros-preferem-floresta-em-pe.html' title='Brasileiros preferem a floresta em pé'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/Si7ryKlirbI/AAAAAAAAAMs/_H71vpRpDp4/s72-c/amazonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3333060440483205240</id><published>2009-05-31T22:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T22:51:46.560-07:00</updated><title type='text'>Atividade para pensar o Leão - IR</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SiNsUvNoc3I/AAAAAAAAAMk/6lE8WwxCtNg/s1600-h/selvagem054leao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SiNsUvNoc3I/AAAAAAAAAMk/6lE8WwxCtNg/s320/selvagem054leao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342232686518367090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO: DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08:00 Credenciamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08:20 Apresentação do NUPEX;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09:00 Oficina. Ementa: Políticas Públicas; Dedução de IR,Caso Concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da discussão na região e no Brasil se faz necessária em face da falta de conhecimento (prático, teórico e legislativo) em torno deste importante instrumento de consolidação de políticas públicas que envolvem centenas/milhares de crianças e jovens em nossa região e país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Conselhos Tutelares desde sua criação nunca dispôs de estrutura material suficiente para que suas atividades possam ser desenvolvidas de forma potencializada, em seu trabalho essencial no campo da promoção da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento é oportuno visto que também os contribuintes possam fiscalizar, acompanhar e apoiar de forma concreta a forma com que em seus impostos estão sendo aplicados na sociedade em seu cotidiano a partir desse instrumento de dedução do imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos sua presença, assim como divulgação deste evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficineiros (Palestrantes):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Msc. Stênio (Receita Federal e FIS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof.Eduardo Fernandes ( Prof. da FIS e Coordenador do Projeto OBA É O ECA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profa. Katherine Bandeira (NUPEX – FIS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr.Josenildo André Barbosa (Secretário de Desenvolvimento Social de Serra talhada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOCAL: Auditório da Faculdade de Integração do Sertão-FIS&lt;br /&gt;DATA: 04/06/2009&lt;br /&gt;CERTIFICADO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA 4h/a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faculdade de Integração do Sertão- FISNúcleo de Pesquisa e Extensão - NUPEX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROJETO DE EXTENSÃO OBA É O ECA http://obaoeca.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-3333060440483205240?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/3333060440483205240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=3333060440483205240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3333060440483205240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/3333060440483205240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/05/atividade-para-pensar-o-leao-ir.html' title='Atividade para pensar o Leão - IR'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SiNsUvNoc3I/AAAAAAAAAMk/6lE8WwxCtNg/s72-c/selvagem054leao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-6725712544195362203</id><published>2009-05-17T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T14:12:22.406-07:00</updated><title type='text'>Uma semana - 104 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ShB4fomTffI/AAAAAAAAAMc/5H0qP7MfIfU/s1600-h/SportClubdoRecife.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ShB4fomTffI/AAAAAAAAAMc/5H0qP7MfIfU/s320/SportClubdoRecife.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336898043303394802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana daquelas de tirar o folêgo para o Sport. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia para ficar na história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 de maio de 2009, feliz aniversário, 104 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória contra o Palmeiras não foi suficiente para continuar ruma à conquista das américas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder jogo de futebol nos penaltis é uma penalidade para quem joga melhor durante toda a partida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo com aquele gosto que dava para ganhar tranquilo, mas faltou tranquilidade, não apenas nas cobranças das penalidades, mas desde o primeiro jogo na última terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte após essa partida foi um misto de ressaca com orgulho, dúvidas, comentários, análises táticas, debates psicológicos e relações espirituais, enfim continuamos nossa jornada, que a cada dia aumenta, time consolidado e temido, torcida que faz sua parte (vibrando ou cobrando). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo trás consigo não apenas a história de campeão da taça leão do norte no idos do século XX em Belém do Pará, mas também leva para todas as regiões o símbolo de um Estado nas suas camisas e meiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a música Leão do Norte, com a qual presto minhas homenagens ao Sport, pouco tenho a dizer sobre essa relação - torcida, futebol, Estado, paixão, cultura - talvez seja um desabafo (Bafo do Leão) que tem contra sua história até mesmo os nordestinos concentrados em bares para assistir e torcer pelo "verdão", "mengão", "vascão", "timão" ou 'fogão"...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leão do Norte &lt;br /&gt;(Lenine  e Paulo César Pinheiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o coração do folclore nordestino&lt;br /&gt;Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá&lt;br /&gt;Sou o boneco do Mestre Vitalino&lt;br /&gt;Dançando uma ciranda em Itamaracá&lt;br /&gt;Eu sou um verso de Carlos Pena Filho&lt;br /&gt;Num frevo de Capiba&lt;br /&gt;Ao som da orquestra armorial&lt;br /&gt;Sou Capibaribe&lt;br /&gt;Num livro de João Cabral&lt;br /&gt;Sou mamulengo de São Bento do Una&lt;br /&gt;Vindo no baque solto de Maracatu&lt;br /&gt;Eu sou um alto de Ariano Suassuna&lt;br /&gt;No meio da Feira de Caruaru&lt;br /&gt;Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta&lt;br /&gt;Levando a flor da lira&lt;br /&gt;Pra Nova Jerusalém&lt;br /&gt;Sou Luis Gonzaga&lt;br /&gt;E vou dando um cheiro em meu bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou mameluco, sou de Casa Forte&lt;br /&gt;Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Macambira de Joaquim Cardoso&lt;br /&gt;Banda de Pife no meio do Canavial&lt;br /&gt;Na noite dos tambores silenciosos&lt;br /&gt;Sou a calunga revelando o Carnaval&lt;br /&gt;Sou a folia que desce lá de Olinda&lt;br /&gt;O homem da meia-noite puxando esse cordão&lt;br /&gt;Sou jangadeiro na festa de Jaboatão&lt;br /&gt;Eu sou mameluco...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-6725712544195362203?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/6725712544195362203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=6725712544195362203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6725712544195362203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/6725712544195362203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/05/uma-semana-104-anos.html' title='Uma semana - 104 anos'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ShB4fomTffI/AAAAAAAAAMc/5H0qP7MfIfU/s72-c/SportClubdoRecife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5193641666777615536</id><published>2009-05-12T17:38:00.001-07:00</published><updated>2009-05-12T18:04:34.007-07:00</updated><title type='text'>Editar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SgoXW1ptrvI/AAAAAAAAAMU/AzvWY866vJY/s1600-h/fotos+papa+086.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SgoXW1ptrvI/AAAAAAAAAMU/AzvWY866vJY/s320/fotos+papa+086.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335102389700374258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editei textos, buscando palavras convictas e de repercussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cataloguei sentidos em texturas e hiatos de sofreguidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruminei  catástrofes, refratando multidões e serenidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fervi lapsos em tonalidades amanhecidas e hierarquizadas ao meu dispor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problematizei cenas, captando a vigança dos oprimidos e suas subversões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizei umas medates que terminavam sendo um começo de uma nação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legislei verbos, adotando risos e insultos malditos de uma imensa intromissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quebrei mastros, adornos, hinos e projetos, lambi selos que não encontravam cartas,encantei-me com as letras esparsas e sua formatação, apesar de ser uma forma insipientemente revolucionária que nesse momento muda apenas um detalhe na coloração .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5193641666777615536?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5193641666777615536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5193641666777615536' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5193641666777615536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5193641666777615536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/05/editar.html' title='Editar'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SgoXW1ptrvI/AAAAAAAAAMU/AzvWY866vJY/s72-c/fotos+papa+086.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-862405517695044230</id><published>2009-05-01T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T18:05:20.346-07:00</updated><title type='text'>Eduardo Galeano - escrito velho sempre novo para pensar no dia 01 de maio outros delírios</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfsEKwfs6YI/AAAAAAAAAME/NUhD_WI0Ot4/s1600-h/S6300161.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfsEKwfs6YI/AAAAAAAAAME/NUhD_WI0Ot4/s320/S6300161.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330859166786185602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito ao delírio  - Eduardo Galeano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Celeste Marcondes &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já está nascendo o novo milênio. Não dá para levar muito a sério este assunto: afinal de contas o ano de 2001 dos cristãos é o ano 1379 dos muçulmanos, o 5114 dos maias e o 5762 dos judeus. O novo milênio nasce em primeiro de janeiro por obra e graça de um capricho dos senadores do Império Romano que um belo dia decidiu romper a tradição que mandava celebrar o Ano Novo no começo da primavera. E a contagem dos anos da era cristã é outro capricho: um belo dia o Papa decidiu ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propicia para os oradores de inflamada verve perorar sobre o destino da humanidade e para os porta-vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e a destruição geral, enquanto o tempo continua de boca calada, sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, não há quem resista: em uma data assim, por mais arbitrária que seja qualquer um sente a tentação de se perguntar como será o tempo que virá. E vai saber como será... Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e, pior ainda, seremos gente do passado milênio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não possamos adivinhar o tempo que será, temos sim, pelo menos, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976 a ONU proclamou extensas listas de direitos humanos; porém, a imensa maioria da humanidade não tem nada mais que o direito de ver, ouvir e se calar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal se começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal poder delirar, mesmo que seja um ratito no más? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos cravar nosso olhar mais além da infâmia, para antever outro mundo possível: o ar está limpo de todo o veneno dos medos humanos e das humanas paixões; nas ruas, os automóveis serão destruídos pelos cães; o povo não será manejado pelo automóvel nem programado pelo computador, nem será comprado pelo supermercado, nem será olhado pela televisão; o aparelho da TV deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de passar ou a máquina de lavar roupas; o povo trabalhará para viver em vez de viver para trabalhar; será incluído nos códigos penais o delito da estupidez, que cometem quem vive para ter ou para ganhar, em vez de viver para viver simplesmente, como canta o pássaro sem sabe que canta e como brinca a criança sem saber que brinca; em nenhum país serão presos os jovens que se negam a servir o exército, se não querem fazê-lo; os economistas não chamarão nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida a quantidade de coisas; cozinheiros não acreditarão que as langostas gostam de ser fervidas ainda vivas; os historiadores não acreditarão que os países ficam encantados quando são invadidos; os políticos não acreditarão que os pobres ficam encantados ao comer promessas; a solenidade deixará de ser tida como uma virtude e ninguém levará a sério a quem não seja capaz de não se levar a sério; a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento ou por fortuna o canalha será convertido em virtuoso cavalheiro; ninguém será considerado herói ou idiota por fazer aquilo que acredita justo em lugar de fazer o que mais lhe convém; o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza e a indústria militar não terá outra remédio do que declarar falência; a comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos; ninguém morrerá de fome porque ninguém morrerá de indigestão; as crianças das ruas não serão tratadas como lixo porque não haverá crianças de rua; as crianças ricas não serão tratadas como se fosse dinheiro porque não haverá crianças ricas; a educação não será um privilégio de quem pode pagá-la; a policia não será a maldição de quem não pode comprá-la; a justiça e a liberdade irmãs siamesas condenadas a viver separadas, voltarão a viver juntas, bem juntinhas, ombro a ombro; uma mulher negra será presidente do Brasil e outra mulher negra será presidente dos Estados Unidos, uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru; na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão exemplos de saúde mental porque elas se negaram a esquecer os tempos de amnésia obrigatória; a Santa Madre Igreja irá corrigir as erratas das Tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo; a Igreja também ditará outro mandamento que Deus esqueceu: “Amarás a natureza, da qual fazes parte”; serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma; os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados porque eles são os que se desesperarão de tanto esperar e os que se perderão de tanto procurar; seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que têm vontade de justiça e vontade de beleza, tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido sem que se considerar nem um pouquinho as fronteiras do mapa ou do tempo; a perfeição continuará sendo o chato privilégio dos Deuses; porém, nesse mundo desajeitado e fudido, cada noite será vivida como se fora a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-862405517695044230?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/862405517695044230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=862405517695044230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/862405517695044230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/862405517695044230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/05/eduardo-galeado-escrito-velho-sempre.html' title='Eduardo Galeano - escrito velho sempre novo para pensar no dia 01 de maio outros delírios'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfsEKwfs6YI/AAAAAAAAAME/NUhD_WI0Ot4/s72-c/S6300161.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1960308229612889372</id><published>2009-04-26T15:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T15:23:00.132-07:00</updated><title type='text'>Hey, teacher : leave those kids alone</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfTetLx6o4I/AAAAAAAAAL8/_Dqar0xX5eM/s1600-h/TheWall.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfTetLx6o4I/AAAAAAAAAL8/_Dqar0xX5eM/s320/TheWall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329129126923772802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FORMAÇÃO JURÍDICA E O (RE)PENSAR DO ENSINO JURÍDICO - Apontamentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradigma dominante no ensino jurídico brasileiro é o positivismo jurídico (KIPPER, 2001). A procura desenfreada de estudantes pelo curso de Direito e a explosão de cursos particulares nessa área, não está ligada apenas ao interesse pela área jurídica e suas carreiras mais clássicas, tais como Juiz(a), Promotor(a) de (pois é tem gente ainda que quer ser professor).&lt;br /&gt;A condição de um status social do curso de Direito, que, outrora era o coroamento das famílias nas quais se destacavam o filho como Doutor, e, constatado por Furman, enquanto , componentes nem tão coerentes como o estereotipo do  letrado,  culto, influente, “ideal das famílias da oligarquia e sonho das classes médias (...) uma espécie de encarregado pelo Estado e pelas questões públicas (2005), está em franca derrocada.&lt;br /&gt;As características nos dias atuais não foram profundamente alteradas, pois a busca pelo bacharelado em direito é uma opção em ascender à carreira pública através de concursos em diversas áreas da administração estatal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os frutos do titulo de bacharel em direito são valorados em relação à empregabilidade, segurança pessoal, estabilidade financeira, pouco importando a importância do cargo, o zelo ético na profissão, o conhecimento adequado da área pleiteada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que as razões que movem milhares de estudantes e milhares de reais anualmente são a remuneração do cargo ocupado ou a possibilidade de ficar por um curto período em uma função enquanto se aguarda o próximo edital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos estudantes do Curso de Direito, aguarda ansiosamente para ver e aprender/decorar o “Direito de Verdade”, ou seja, o primeiro ano do Curso, ou períodos iniciais, que são apenas para disciplinas abstratas, que quando muito servem para integrar a turma, tirar notas máximas, e por fim, ao sair da graduação, ter a certeza de que esses professores não sabiam de nada de “Direito”, o termo recorrente colocado às disciplinas iniciais do curso é o apelido “tamborete”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disciplinas fundamentais ficam relegadas a um segundo plano, tais como a sociologia, filosofia, metodologia do estudo, direito constitucional, introdução do estudo do direito e a própria disciplina de direitos humanos. Alertamos também, para os reducionistas, que não é uma mudança na ordem que irá mudar o produto final, mas uma alternância e re-significação da concepção do que é aprender Direito, como ilustra Souza Júnior: “direito que se aprende errado, se ensina (concretiza-se) de forma errada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os/as alunos/as que procuram no Curso de Direito uma formação mais profunda, crítico-reflexiva, dividem o espaço com outros estudantes que entram na faculdade aguardando os concursos, ou aqueles que iniciam o curso atuando em estágios nos escritórios de advocacia renomados, porém todos concordam ao apontar que: o ensino jurídico está distante da realidade social, a reflexão acadêmica não é transmitida, a única possibilidade de ver o mundo real é através da extensão, as práticas jurídicas mais avançadas em termos da própria dogmática são pouco valorizadas, e a teoria dos manuais de direito são insuficientes, entre outras deficiências estruturais e pedagógicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse último quesito, em geral os(as) professores(as) de Direito, assim como afirma GIL (apud Furman) não atuam nas salas de aula em sua maioria sob orientação pedagógica, apenas reproduzem as formas e técnicas das quais foram ouvintes na sua graduação:"(...) os [demais] professores que lecionam nos cursos universitários, na maioria dos casos, não passaram por qualquer processo sistemático de formação pedagógica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontar a necessidade do ensino jurídico, pautada na relação com os princípios da educação em direitos humanos, se faz primordial por incentivar a vontade de aprender, não apenas verificar e denunciar as lacunas do dogmatismo jurídico, mas saber preenchê-las, quantificá-las e qualificá-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compor essas perspectivas com novas experiências, na qual entre as variações apresentadas acima, também constem o erro, a avaliação dialógica, a consideração de alternativas não lineares, que vinculem práticas pedagógicas dinâmicas e reflexivas nos espaços de construção de uma perspectiva crítico-reflexivo, mesmo não superando totalmente o dogmatismo jurídico, deverá colocar frente à frente as possibilidades de escolhas na formação continuada dos estudantes e dos professores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe às instituições, docentes e discentes buscar uma relação mais equilibrada entre as perspectivas abertas pela vida uinversitária, também é dever da sociedade questionar qual o grau de compromisso entre o ensino jurídico e a realidade social, as mundaças não ocorrerão a partir de dentro das faculdades de direito, tão pouco apenas por fora dos muros universitários constuídos por pequenos tijolos do cotidiano, é um processo lento, gradual e com repercussão concreta a ser avaliada no decorrer de muitos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps. Batendo os martelos nas mesmas cabeças...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1960308229612889372?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1960308229612889372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1960308229612889372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1960308229612889372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1960308229612889372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/04/hey-teacher-leave-those-kids-alone.html' title='Hey, teacher : leave those kids alone'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SfTetLx6o4I/AAAAAAAAAL8/_Dqar0xX5eM/s72-c/TheWall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-4819641930809633719</id><published>2009-04-05T09:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T10:07:15.990-07:00</updated><title type='text'>Ambos - Lantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SdjXqjwPacI/AAAAAAAAAL0/UsKPOxHofeM/s1600-h/0,,18923425-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SdjXqjwPacI/AAAAAAAAAL0/UsKPOxHofeM/s320/0,,18923425-EX,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321240085890296258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto do http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,18923425-EX,00.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:00 horas de mais uma terça-feira na qual eu me aproximava da Rodoviária para o ritual de partidas rumo à cidade de Serra Talhada. Meu celular de forma inquieta começa a tocar o hino do Sport, na mesma hora com essa nova relação toque-música-pessoas sabia que algum amigo de Pernambuco estava ligando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendi o celular e Gustavo começou a dar umas coordenadas para que eu pegasse um ônibus que não fosse pelo Derby, mas pela Caxangá ou direto para o TIP (para quem não conhece a sigla, Terminal Integrado de Passageiros, porque Recife não pode ter simplesmente uma Rodoviária ou pelo fato de ser algo tão distante da cidade que justifica um nome diferenciado, enfim...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrava Gustavo que uma revolução (exageros à parte) tinha começado em Recife e naquele momento existia em uma das principais vias da cidade e nas suas vias secundárias, um engarrafamento que estava durando praticamente a tarde toda e entrando pela noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo central era o fechamento da ponte que liga Recife aos Bairros do Pina e Boa Viagem, também uma das principais rotas para o Aeroporto, Setúbal, Piedade e Candeias (para quem vem do Centro), quem tinha fechado a ponte? Os ambulantes ou mercadores informais da praia de Boa Viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx errou de novo, gargalhei ao telefone...Também erramos em não apostar no potencial reinvindicatório desse grupo social, afinal de contas geralmente as demandas que causam pânico na classe média e nos ricos, são proporcionadas por grupos ligados ao movimento no campo (MST e outros) e na cidade especificamente os sem-teto (perdeu o hífen ou não?Bem isso é outra questão...rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando como seria o pensamento naquele momento de alguém engarrafado no carro por 02, 03 ou 04 horas? Ar-condicionado ligado, celular com a bateria quase no fim, aquele mar de automóveis e pensamento não conformado com a causa do atraso no jantar ou ida no shopping center.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma ele pensava, como encarar no próximo final de semana Dona Maria do caldinho, Seu João do Bronzeador, Dona Clara da Cerveja e do Caranguejo (esse aí perdeu o trema, eu acho...rs),pessoas que pareciam tão dóceis, de uma hora para outra causavam um dano tão grande a cidade que poderiam ser comparados com os "marginais" dos sem-terra (além de não sair a Reforma Agrária será que perderão o hífen?Ou na realidade nunca tiveram o hífen?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas figuras bloquearam a ida para casa das famílias de Boa Viagem,o desavisado com seu pensamento sequer lembra que essas pessoas na informalidade durante décadas proporcionaram conforto,pois acordam geralmente às 03:00 ou 04:00 da matina para preparar as carroças, arrastam o peso em carros velhos ou nos braços, cruzando diariamente as pontes, ruas de uma cidade que aos poucos acorda, perto de 17:00 ou 18:00 horas com os serviços prestados retornam para casa, onde o dia ainda não acabou, outros que vendem picolés, bronzeadores, protetores,ostras, camarão, cd´s e outras coisas também tem suas ritualidades que não são vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo instante o mesmo cara engarrafado, iria romper minha narrativa com um brado: Pera ía!De forma  abusivo, afinal de contas uma cerva custando R$5,00 e a cadeira R$3,00 é um assalto! A falta de regulação faz com que a gente não saiba quem é gente boa ou ruim...Calma lá - respondo- e porque você não levou durante anos suas cervejas, cadeiras e afins para praia morando a poucas quadras dela? Eu não sou farofeiro diria a figura, moro em Boa Viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em Recife por volta das 21:00 horas, não tinha mais engarrafados(estão proibidas na praia as cervejas em garrafa, ainda tomei algumas em Janeiro e poderei dizer para meus descentendes: Aqui vendia até cerveja em garrafa, e elas faziam montes que às vezes a maré teimava em levar, corríamos procurando, contando e reclamendo dos cascos, era isso antes de chegar o shopping praia ltda com Mc Donalds e afins, era assim o final de semana). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gutavo me contou que após o cerco da polícia militar e da guarda municipal eles foram "controlados" e agora em comissão aguardavam uma reunião com secretários, Marx acertou...O trânsito com sua forma caótica de fluir em Recife tomou seu prumo, o cara engarrafado perdeu o Jornal Nacional e o começo da novela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma não deixei durante a viagem de criar alguns rascunhos de idéias soltas que agora compartilho ou será que já compartilhei? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambulantes em ambulâncias. &lt;br /&gt;Ambulantes em riste na ponte. &lt;br /&gt;Ambulantes pernambucanos perambulando pelo pina.&lt;br /&gt;Ambulantes confiantes, confinando e confinados.&lt;br /&gt;Ambulantes e o tráfego. &lt;br /&gt;Ambulantes e o tráfico. &lt;br /&gt;Ambulantes da boniteza protegida. &lt;br /&gt;Ambulantes da livre concorrência. &lt;br /&gt;Ambulantes ritmados. &lt;br /&gt;Ambulantes afastados da formalidade.&lt;br /&gt;Ambulantes informais sindicalizados.&lt;br /&gt;Ambulantes disfarçados. &lt;br /&gt;Ambulantes enfezados. &lt;br /&gt;Ambulantes com fé e famintos. &lt;br /&gt;Ambulantes em suas barricadas vendendo e comprando jornais.&lt;br /&gt;Ambulantes, caminhantes, transeuntes, pedestres, carroceiros, mercadores, burgos da idade média na praia da pós-modernidade, na onda da ativação, atravessando o grito e o choque de um atraso repentino dissipado na memória automobilística da cidade moralmente consternada do povo invísivel que teve seu dia de cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-4819641930809633719?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/4819641930809633719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=4819641930809633719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4819641930809633719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/4819641930809633719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/04/ambos-lantes.html' title='Ambos - Lantes'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SdjXqjwPacI/AAAAAAAAAL0/UsKPOxHofeM/s72-c/0,,18923425-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1755342146262640005</id><published>2009-03-18T14:07:00.001-07:00</published><updated>2009-03-20T09:13:28.298-07:00</updated><title type='text'>O efeito da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ScFjQLdsIsI/AAAAAAAAALs/K-MnOMlDZbE/s1600-h/S6300768.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ScFjQLdsIsI/AAAAAAAAALs/K-MnOMlDZbE/s320/S6300768.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314638164880270018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convoca a não durabilidade da vida para momentos que sentimos a froxuidão da tênue relação entre o nascimento e o falecimento.&lt;br /&gt;As convenções sociais estabelecidas a partir de relações sanguíneas ou não, demonstram a fragilidade do caminho cotidiano.&lt;br /&gt;Nascer é ser conduzido por situações, relações, emoções que não estão estabelecidas através de um desejo pessoal. &lt;br /&gt;Falecer é um não ser conduzido...É um não ser que transborda significados para aqueles que ainda são,relaciona fatos, lembranças, emoções, desejos, frustrações, falas, olhares e também a falta disto tudo.&lt;br /&gt;O efeito desses encontros e desencontros são vidas que circundam diariamente pessoas que transitam alheias aos que todos sabem, através de um jargão popular tão dito, quanto não percebido, até que nos aproximam dela: "da vida, só temos certeza, a morte". &lt;br /&gt;Apesar dessa certeza, e de todas as dúvidas em relação a continuidade da vida,o falecimento ou nascimento de alguém próximo nos prosta diante da nossa humanidade. Toda engrenagem aflora, de forma espiritual,ritualística, religiosa, material, burocrática, emocional, racional e irracional, configura um pequeno segundo de repercussões profundas. &lt;br /&gt;São bons/ruins dias com ventos suaves, listras circulando os pensamentos, expressões de novos momentos.Enquanto envelheço rapidamente, outros partem para outras dimensões, mas principalmente ficam na mente. &lt;br /&gt;Essa semana, completo mais um ano, ciclo, momento ou alento, pois será o primeiro que quem me viu nascer tão de perto, e observou minhas transformações compreensíveis ou não, estará apenas na minha mente. Minha avó, fotografata enquanto partia o bolo dos 77 anos, e eu nascido em 77 manuseava a máquina para um registro que encontra-se impossível amanhã. Dia 19.03, não é meu aniversário, mas o sétimo dia do falecimento dela, o horário será às 19:30, quantos números e quantas aproximações...Efeitos da vida, de quem vive e sabe que um dia não estará mais por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1755342146262640005?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1755342146262640005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1755342146262640005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1755342146262640005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1755342146262640005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/03/o-efeito-da-vida.html' title='O efeito da vida'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/ScFjQLdsIsI/AAAAAAAAALs/K-MnOMlDZbE/s72-c/S6300768.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1194031411026295920</id><published>2009-03-09T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T13:49:21.906-07:00</updated><title type='text'>Tempo sob exame...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SbWAaLI63YI/AAAAAAAAALk/4vbeDqmzPSE/s1600-h/fotos+papa+026.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SbWAaLI63YI/AAAAAAAAALk/4vbeDqmzPSE/s320/fotos+papa+026.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311292522708524418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um tempo que é intervalo do tempo total (futebolear),&lt;br /&gt;Tem um tempo inventado para durar mais que o necessário.&lt;br /&gt;Tem um tempo que se perdeu nas feições maquiadas, &lt;br /&gt;Tem um tempo para os comerciais de sabonete. &lt;br /&gt;Tem um tempo que se pode esticar o prumo (redear), &lt;br /&gt;Tem um tempo possivelmente administrado. &lt;br /&gt;Tem um tempo que se quer dominar (domingar),&lt;br /&gt;Tem um tempo parado. &lt;br /&gt;Tem um tempo que o sorriso sustenta um samba,&lt;br /&gt;Tem um tempo para a propaganda oficial.&lt;br /&gt;Tem um tempo redigido por algum fato não nacional. &lt;br /&gt;Tem tempo que chove nas profundezas,&lt;br /&gt;Tem tempo que rói conceitos desavisados....Tem tempo (tempero)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-1194031411026295920?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/1194031411026295920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=1194031411026295920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1194031411026295920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/1194031411026295920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/03/tempo-sob-exame.html' title='Tempo sob exame...'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SbWAaLI63YI/AAAAAAAAALk/4vbeDqmzPSE/s72-c/fotos+papa+026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-5216793763839703329</id><published>2009-02-20T13:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T13:58:08.289-08:00</updated><title type='text'>Carnaval  - Sei lá.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SZ8dT3jjMWI/AAAAAAAAALc/XzqFI1rs8hc/s1600-h/Mangueira,_Bandeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SZ8dT3jjMWI/AAAAAAAAALc/XzqFI1rs8hc/s320/Mangueira,_Bandeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304991113233510754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, é carnaval de novo. Como tem ano novo todo ano, natal, aniversário, festa de padroeira, 07 de setembro e outras datas afins. &lt;br /&gt;Apesar de ser pernambucano, minhas primeiras impressões em relação ao carnaval não foram em bailes, blocos, troças e afins que animam o carnaval das ruas de Recife e Olinda. Minha relação com carnaval começou com a babá eletrônica teleguiada pela TV do PLIM-PLIM, além é óbvio no começo da puberdade madrugadas solitárias acompanhando os bailes "proibidões" que passavam na extinta TV Manchete. &lt;br /&gt;Certo de que os poucos que esbarram nesse espaço não estão interessado em uma imersão pessoal entorno dos bailes transmitidos pela TV Manchete, prefiro falar do impacto da TV do PLIM-PLIM e o carnaval enquanto sinônimo de Rio de Janeiro e desfile das Escolas de Samba. &lt;br /&gt;No ano de 1988 eu era uma criança (pré-adolescente) que gritava muito Axé Negão, para todo mundo na rua(no ônibus voltando para casa, passava alguém conhecido ou não e a gente gritava : Axé Negão), não entendia o que era um Axé Negão, sequer existia o termo "Axé Music" para tentar entender ou confundir mais minha mente, mas lembro que naquele ano, todo mundo falava muito em Axé e saudavam os outros com o Axé ou Axé Negão, para mim era a superação do modismo lançado por Baby Consuelo que em todo lugar que ia, jogava a palma da mão direita para frente das câmeras e gritava : Rá ou Rah!&lt;br /&gt;Depois de alguns anos, e talvez um ou dois trabalhos realizados na escola, entendi que a gíria do Axé tinha uma relação direta com os 100 anos de abolição legal/formal da escravatura no Brasil, onde é certo os trabalhos falavam mais da bondosa princesa, do que da resistência negra e outras formas de luta contra a escravidão, que "apenas" durou 300 e poucos anos como colocam muitos que torcem o nariz para esse passado no presente brasileiro...enfim...&lt;br /&gt;Nesse mesmo ano,a Mangueira foi para o desfile na Sapucaí com o tema : 100 Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão.Calma, não vou mentir para vocês dizendo que isso foi marcante na minha vida naquele momento, achei o título do samba-enredo na internet, porém quando escutei o refrão no ano passado no CD Velha Guarda da Mangueira, 10 anos depois, na mesma hora lembrei de toda a música, vale a pena procurar e dar uma lida na crítica racial-social que o samba-enredo trouxe naquele ano, aqui segue o refrão: &lt;br /&gt;O negro samba negro joga capoeira&lt;br /&gt;Ele é o rei, na verde e Rosa da Mangueira&lt;br /&gt;O negro samba negro joga capoeira&lt;br /&gt;Ele é o rei, na verde e Rosa da Mangueira, será?&lt;br /&gt;Outros sambas que embalaram carnavais da Mangueira são entoados no mesmo pout-pourri, e todos eu sabia, cantava junto, e até sambas mais tradicionais também surgiam na minha mente como se eu estivesse vivenciado a Mangueira ou acompanhado a escola verde e rosa dentro da comunidade por toda minha vida. &lt;br /&gt;Apesar da minha admiração e torcida pela Mangueira - até sem ver os desfiles gostava de ver na quarta-feira de cinzas aquela votação só para ver em que posição a Mangueira iria ficar - talvez seja alguma relação com outro Programa da TV do PLIM-PLIM, os Trapalhões, onde Mussum sempre estava com aquele boné verde e rosa dele, vai lá saber o que fica no subconsciente de uma criança...rs.&lt;br /&gt;Talvez o fato de gostar de Cartola,Jamelão ou de sempre ver a Mangueira como uma comunidade que buscava alternativas para as crianças através de programas esportivos e sociais, essa relação era como algo que eu fazia parte, é certo que com o passar dos anos minha relação de auto-estima em relação as coisas dos meus Estados (Pernambuco e Paraíba) ficaram e ficam cada vez mais forte, a percepção da maquiagem global para a centralização em um tipo de Carnaval que vende a imagem do Brasil também, outra situação deixou minha relação com a Mangueira (como se o Jequitibá do Samba soubesse da minha existência...rs) um pouco arranhada, no tempo que morei no Rio e não pude subir no Morro porque não tinha "passaporte".   &lt;br /&gt;Contudo, nesse carnaval, sei lá, porque sou Cabra da Peste, porque eu cantei iá, iá, para ver meu Guri passar,ou talvez eu seja um pouco Charles Chaplin e Zé Pereira, resolvi homenagear no balance, balança a Estação Primeira, a madrinha do Salgueiro, a rival da Beija - Flor. &lt;br /&gt;Para tanto trouxe a música Sei lá Mangueira. Composta por um autêntico portelense Paulinho da Viola. Bom Carnaval, com muito Axé!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vista assim do alto&lt;br /&gt;Mais parece um céu no chão&lt;br /&gt;Sei lá,&lt;br /&gt;Em Mangueira a poesia fez um mar, se alastrou&lt;br /&gt;E a beleza do lugar, pra se entender&lt;br /&gt;Tem que se achar&lt;br /&gt;Que a vida não é só isso que se vê&lt;br /&gt;É um pouco mais&lt;br /&gt;Que os olhos não conseguem perceber&lt;br /&gt;E as mãos não ousam tocar&lt;br /&gt;E os pés recusam pisar&lt;br /&gt;Sei lá não sei...&lt;br /&gt;Sei lá não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se toda beleza de que lhes falo&lt;br /&gt;Sai tão somente do meu coração&lt;br /&gt;Em Mangueira a poesia&lt;br /&gt;Num sobe e desce constante&lt;br /&gt;Anda descalça ensinando&lt;br /&gt;Um modo novo da gente viver&lt;br /&gt;De sonhar, de pensar e sofrer&lt;br /&gt;Sei lá não sei, sei lá não sei não&lt;br /&gt;A Mangueira é tão grande&lt;br /&gt;Que nem cabe explicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-5216793763839703329?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/5216793763839703329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=5216793763839703329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5216793763839703329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/5216793763839703329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/02/carnaval-sei-la.html' title='Carnaval  - Sei lá.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SZ8dT3jjMWI/AAAAAAAAALc/XzqFI1rs8hc/s72-c/Mangueira,_Bandeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-300409640089609981</id><published>2009-02-05T06:44:00.001-08:00</published><updated>2009-02-05T07:16:30.719-08:00</updated><title type='text'>Dica e conversa para comprar/ler livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYr7rQp141I/AAAAAAAAAK8/iNecQM-YRhM/s1600-h/torre+de+enegia.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYr7rQp141I/AAAAAAAAAK8/iNecQM-YRhM/s320/torre+de+enegia.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299324632178221906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar livros no nosso país é artigo de luxo(?!),essa desculpa é constituída por várias pessoas que não procuram os sebos, contatos,ou até amigos/familiares e conhecidos para fazer um clube de troca, bradam o jargão anterior, mas não sabe onde ficam as bibliotecas, enfim desculpa para para não ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um preço bacana, em bancas de revista e nas universidades é possível encontrar livros bons, baratos, clássicos, de bolso, enfim, para quem gosta de ler e quer enriquecer culturalmente as dimensões da vida, apertando o orçamento aqui e acolá, trocando umas cervejinhas do mês por uma boa leitura, sempre cabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grupo diz que não lê pois, não tem tempo, aulas,concursos, trabalhos, filhos, gatos, cachorros e outras dimensões do cotidiano, dou uma dica para esses atarefados, que devem achar vagabundo quem lê um livro no mês, lembro que na minha família, quando eu estava no quarto lendo um livro, principalmente depois dos 16 anos, eu era considerado uma pessoa que não tinha nada o que fazer da vida (porque esse menino não consegue um emprego!Tá na hora de ralar!Como se fosse fácil para um adolescente tentar ler a Odisséia em Prosa...rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler a tarde em casa, após o colégio e não estudar para o vestibular, era um sinal nítido, de que não iria passar nunca em uma seleção para qualquer curso e  provavelmente seria um perdido na vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais novo, lembro que me arrastei dezenas de vezes nas matérias do colégio, afinal de contas para que estudar matemática, biologia, física entre outras, se eu tinha Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Adélia Prado, James Joyce e outros/as todos/as ali, em uma coleção que nunca era lida, apenas servia para enfeitar prateleira na casa dos meus avós...rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, então para quem não tem tempo, dou uma dica, crie pelo menos a meta de um livro por semestre, antes de dormir ou de ficar duas horas no mns, blog, orkut ou diante da TV assistindo um filme dublado, abra um livro uma vez por semana nesse tempinho, e veja outras janelas do mundo, hoje a ditadura da saúde diz que ninguém tem desculpa para não fazer 03 caminhadas por semana, ou ir em uma academia, ter um personal treiner, enfim, minha meta ou dica é menor e ajuda na saúde mental de muitos, que nesse departamento estão rastejando flacidamente e com as taxas abaladas,diante de tanta falta de imaginação, abstração e conhecimento, nesse sentido nossa dosagem seria : use 02 horas da semana para ser desafiado por um livro clássico, pode ser um romance, um livro de filosofia, sociologia, política, ficção, história, apenas uma ressalva, não confuda LIVROS que estou comentando aqui, com livro$$$ de Auto-ajuda (para quem escreve que fica rico) e outras porcarias do tipo. Antenados/as? Irradiem novos conhecimentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a dica de George , o contato  está na Praça da Alegria da UFPB (pela manhã), encaminhou o contato telefõnico e faz entregas via postal, não sei se para outros Estados, é bom ligar confirmando, ou enviar uma mensagem (georgeardilles@yahoo.com.br). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá pessoas, mais uma vez estou vindo por aqui para vender livros. Qualquer interesse é só me contactar por mail ou pelo cel (83) 8809-9386, estou sempre pela manhã na praça da alegria na ufpb.&lt;br /&gt;OBS.: Entrego pelos Correios.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lista de livros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ANTROPOLOGIA E IDENTIFICAÇÃO : os antropólogos e a definição de terras indígenas no Brasil, 1977 – 2002.  Antônio Carlos de Souza lima e Henyo Trindade Barreto Filho (Orgs.). (Livro Novo) R$25,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE.  José Saramago. São Paulo, Companhia das letras, 2005. (LIVRO NOVO) R$18,00 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O PEQUENO PRÍNCIPE. Antoine de Saint-Exupéry. Com aquarelas do autor. Rio de Janeiro, Agir, 2006. (LIVRO NOVO) R$22,00 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;MORE, Thomas. UTOPIA.  Prefácio de João Almino; Tradução: Anah de Melo Franco – Brasília: Editora Universidade de Brasília: Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, 2004.  (LIVRO NOVO) R$22,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;METRÓPOLE E CULTURA: São Paulo no meio do Século XX; Maria Arminda do nascimento Arruda. Bauru, SP: EDUSC, 2001. (LIVRO NOVO) 30,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BUDAPESTE. Chico Buarque. Companhia das letras, 2003. (LIVRO NOVO) R$18,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;AÇÃO AFIRMATIVA E UNIVERSIDADE: experiências nacionais comparadas. João Feres Júnior e Jonas Zoninsein (orgs.) – Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2006.   (LIVRO NOVO)  R$22,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cidade de Deus. Paulo lins. Cia das letras, 2002 (Livro Novo) R$25,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A reinvenção da velhice. Guita Debert. Edusp, 2004. R$18,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Terceira idade: ideologia, cultura... Althair Lahub. UNB, 2004. (Livro Novo) R$16,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De geração a geração. Einsenstadt. Perspectiva, 1076. R$20,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Geografia da Cidade. Lana de Souza Cavalcante. Ed. Alternativa, 2001. R$10,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Engenharia Genética. Fátima Oliveira. Ed. Moderna, 1995. R$10,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Urbanização e mudança social no Brasil. Ruben George Oliven. Ed. Vozes, 1980. R$15,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dona Flor e Seus dois Maridos. Jorge Amado. Cia das Letras, 2008. (Livro Novo) R$40,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os miseráveis "Volume I". Victor Hugo. Ed. Monteiro Lobato, 1925. (Livro Raro) R$100,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um sonho de pobre. Humberto de Campos. W. M. Jackson Inc., S/D. (Livro Raro) R$80,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Memórias inacabadas. Humberto de Campos. W. M. Jackson Inc., S/D. (Livro Raro) R$80,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Império Vermelho. Patrick Lescot. Ed. Objetiva, 2000. (Livro Novo) R$50,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A escrava Isaura. Bernardo Guimarães. Ed. ABC, 1998. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Espumas Flutuantes. Castro Alves. Ed. ABC, 2002. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Ateneu. Raul Pompéia. Ed. ABC, 1999. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Iracema. José de Alencar. Ed. ABC, 1999. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Luneta Mágica. Joaquim Manoel de Macêdo. Ed. ABC, 2001. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dona Guidinha do Poço. Manoel de Oliveira Paiva. Ed. ABC, 1999. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Senhora. José de Alencar. Ed. ABC, 1999. (Livro Novo) R$8,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Melhores Crônicas. José Castello. Ed. Global, 2003. (Livro Novo) R$20,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Melhores Poemas. Ribeiro Couto. Ed. Global, 2002. (Livro Novo) R$20,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Melhores Poemas. Álvares de Azevedo. Ed. Global, 2002. (Livro Novo) R$20,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fumar ou não fumar: a decisão é sua. Dr. Lair Ribeiro. Ed. Prestígio, 2001. R$13,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cirurgia de Vivi. Nara Nóbrega [et. all]. Ed. UFPB, 2008. (Livro Novo) R$16,00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-300409640089609981?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/300409640089609981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=300409640089609981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/300409640089609981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/300409640089609981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/02/dica-para-compra-de-livros.html' title='Dica e conversa para comprar/ler livros'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYr7rQp141I/AAAAAAAAAK8/iNecQM-YRhM/s72-c/torre+de+enegia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-3187643510867993911</id><published>2009-01-29T19:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T19:48:24.289-08:00</updated><title type='text'>MM. Abordagem de vidas defensoras. </title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYJ3xj8FGRI/AAAAAAAAAK0/PHgfSnA_3O8/s1600-h/manuel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 203px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYJ3xj8FGRI/AAAAAAAAAK0/PHgfSnA_3O8/s320/manuel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296927805085653266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Nos últimos dias procurei não refletir sobre tal perspectiva da vida e da morte, centralizando meus esforços em acompanhar os desdobramentos do caso e os passos institucionais que estão sendo dados para a resolução do crime. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm; text-align: justify;"&gt;                      Não me sinto a vontade para escrever sobre condições materiais ou em relação as denúncias aqui no blog. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm; text-align: justify;"&gt;                     Irei portanto, trabalhar um aspecto que não será provavelmente debatido pela mídia, pelos Estados e até por vários militantes dos direitos humanos, é uma questão conceitual que nos une. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm; text-align: justify;"&gt;Todos somos Manuel Mattos, os que não entendem porque, ou mesmo aqueles que se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;deixam convencer e proferir conceitos de senso comum sobre os direitos humanos. Talvez você aí nunca se deu conta que pode ser um Defensor de Direitos Humanos, talvez até acredite que tenha clube e carteirinha para fazer parte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.5pt 0cm; text-align: justify;"&gt;                      Vou partir de linhas “normativas” sobre a definição para Defensor dos Direitos Humanos para que possamos entender um pouco, porque você e eu somos Manuel Mattos, ou Dorothy Stang, essa conceituação, foi criada com a Resolução 53/144 de 1998 da Assembléia Geral das Nações Unidas, aprovada com o título de: “Declaração dos Direitos e Responsabilidades dos Indivíduos, Grupos e Órgãos da Sociedade para Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidas”. &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;             No ano de 2000, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas estabeleceu o cargo de Representante Especial da Secretaria Geral sobre os defensores de Direitos Humanos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;            Em 2001 em Assembléia Geral da ONU apresenta-se a definição do defensor de direitos humanos, ou seja: “Um defensor de direitos humanos é uma pessoa que trabalha, de forma pacífica, por qualquer dos di&lt;i style=""&gt;reitos consagrados na D&lt;/i&gt;eclaração &lt;i style=""&gt;Universal dos D&lt;/i&gt;ireitos &lt;i style=""&gt;H&lt;/i&gt;umanos.”Minha questão para você que ainda não sabe o porque está sendo comparado com Martin Luther King ou Gandi, seria, você já leu a Declaração Universal de Direitos Humanos?  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;           Vamos entender o que está escrito nessas resoluções, pois se o tema direitos humanos, com uma Declaração Universal, aprovada por vários países do Ocidente no ano de 1948, ainda é pouco entendida, imaginem só uma resolução que demorou praticamente 50 anos, e que tem por finalidade estabelecer critérios gerais para o que é uma pessoa defensora dos direitos humanos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;         Então, vamos encarar por partes, primeiro os Direitos (de forma geral) são mutáveis historicamente, o que era Direito em 1948 pode não ser mais direito em 2049, se nossa posição fosse meramente formal, alguém poderia chegar facilmente na esdrúxula idéia de que o direito a vida poderia não ser é mais direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;         É neste momento que são criados os valores e/ou princípios fundamentais, sem os quais, a idéia posta acima poderia ganhar adeptos em todos os recantos do mundo e não é preciso ir muito longe para que alguém diga: “ bandido bom é bandido morto”, apenas não passa por essas frases a imagem, de que o bandido pode ser a própria pessoa, o filho, a esposa, o amigo, o namorado, e que o conceito de bandido, não está restrito apenas os crimes contra a vida ou patrimônio (furto ou roubo), pode ser dentro de várias infrações, dirigir embriagado, falar no celular no trânsito, lavagem de direito, ameaça na rua, discriminação, inadimplência contra credores e por aí vai...Sobraria alguém?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;        E olhem que quase todo final de semana escuto esse tipo de coisa de amigos/colegas/familiares/contraparentes que me conhecem em média nos últimos 05 anos, pois é não é fácil. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;        Voltando um pouco a nossa discussão sobre direitos humanos e defensores de direitos humanos, podemos considerar que cada região, país, etnia, grupos social, tenha uma compreensão diferenciada, pois possuem um conteúdo cultural diversificado, não detém um rol definido e acima de tudo, revelam uma imensa gama de interpretações, todas elas, porém, convergem para valores como a &lt;i style=""&gt;Dignidade Humana, a Liberdade, a Igualdade e ao acesso às oportunidades&lt;/i&gt;, apresentados cada qual em uma multiplicidade de formas, que nos diferenciam e na mesma “levada” nos tornam iguais enquanto seres humanos, essa equação é tão básica como fácil de exercê-la diariamente, ou não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;         O Defensor de Direitos Humanos, parte não daquelas resoluções da ONU, pela quais iniciamos a conversa, ele se põe além delas, ele pode até se posicionar em um determinado momento com elas, por elas, mas não fica estanque diante dessa constatação, pois compreende a diferença e igualdade dos outros com ele mesmo, nesse momento dialoga com o universo e dele retira todas as dimensões para melhor conhecer a si mesmo, como a encarar os desafios postos pela condução histórica da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;     O Defensor dos Direitos Humanos parte de condutas firmadas na &lt;i style=""&gt;Dignidade Humana&lt;/i&gt;, presente em cada um de nós e nos valores de uma comunidade, desde que respeitando a forma como as outras se colocam perante a humanidade. Desta forma devemos entender de forma multidimensional o papel de um Defensor de Direitos Humanos, ele não é um cara ou uma cara de carteirinha na mão, ele não tem necessariamente uma bíblia ou livro sagrado para regular suas formas de ver e agir, simplesmente ele descobre que as formas que a vida se apresenta não são aquelas impostas ou definidas por outras pessoas, o privilégio do defensor de direitos humanos, é agir coletivamente e refletir compulsivamente por suas próprias medições que são estabelecidas nas suas descobertas pessoais e/ou em grupos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;        Manuel Mattos e outros defensores de direitos humanos, que tenho orgulho de ter conhecido, são múltiplos em suas experiências, campos de ação, formas de encarar as situações da vida, agem com suas convicções e contradições, mas agem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;       Entender essas subjetividades e objetividades de uma pessoa que se coloca enquanto defensora de direitos humanos, não é fácil, são das suas experiências, observando sua historicidade e a natureza dinâmica de cada novo momento, que desembocam diálogos, ações e novas reflexões, com vistas a buscar nelas possibilidades, horizontes, limites e ambigüidades, a idéia de defesa da humanidade transcende a individualidade, ela complementa-se na coletividade e transborda em reticências que não significam o fim, mas novos começos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt; Obrigado Manuel Mattos, pode ter certeza que várias pessoas levam com elas o que você ensinou, tudo que você fez e até o que não fez, várias batalhas são perdidas, mas apenas são válidas no momento em que são lutadas. &lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATY&amp;amp;DU%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Abordagem de vidas defensoras. '/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SYJ3xj8FGRI/AAAAAAAAAK0/PHgfSnA_3O8/s72-c/manuel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-7250470703953762021</id><published>2009-01-21T17:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T18:15:13.062-08:00</updated><title type='text'>Carnavais, Malandros e Heróis.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SXfLkPtfkdI/AAAAAAAAAKc/Pv5T-3DeGK0/s1600-h/S6303088.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293923710550381010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SXfLkPtfkdI/AAAAAAAAAKc/Pv5T-3DeGK0/s320/S6303088.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Roberto DaMatta, considerado por muitos, um dos maiores antropólogos modernos do Brasil, é um escritor/pesquisador que tem como característica principal uma escrita crítica, simples e bem humorada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cultuado nas décadas de 1970 e 1980 entre os estudantes de ciências sociais, atualmente suas obras começam a chegar no campo do direito - sempre 30 anos luz de distância - pois bem, em determinado momento do livro que leva o título dessa postagem, constituí uma relação entre as instituições e leis do Estado brasileiro e faz uma comparação rápida com o sistema nos E.U.A, asseverando que : &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"No Brasil....Pobre de quem tem de ser haver diretamente com as leis e com as instituições impessoais do Estado na sua lógica jurídica que "não pode parar" e tem razões que o coração deve desconhecer. Nota-se, pois, que entre nós o Estado é poderoso não como mero instrumento de classe, mas, sobretudo, como uma área dotada de recursos e leis próprias.Um domínio capaz de criar um espaço social fundado no indívidou, onde as relações estruturais e dominantes do universo da família, do compadrio, da amizade, da patronagem e do parentesco podem ser colocadas em risco e, por causa disso, serem reforçadas(...) será mesmo possível escapar do sistema americano?Tudo parece que não. Lá um único movimento parece possível: marchar sempre na direção do sistema, procurando nele, e através dele, cravar a diferença ou a inovação que, anteriormente, sugeria a renúncia e/ou a mudança social radical. É assim que todo o chamado movimento hippie já pertence ao estabelecimento, na dialética sistemática e perene de canibalização de todas as vanguardas que caracteriza o American way life."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante mais um bombardeio midiático sobre a posse do novo governante do mundo, fiquei a pensar em várias questões (nós x eles), até o momento em que tive um devâneio histórico: Imagine César entrando em Roma, sendo proclamado Imperador de Roma, isso tudo com a mesma cobertura que vimos nos últimos dias, nós, pertencentes as colônias vibrando com a chegada de mais um líder...Visões de um museu com grandes novidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão que sinalizo no texto do DaMatta, é a nossa idéia de formação de um sistema por dentro dele mesmo, nos moldes de valores, sentimentos, modelos que não nos pertencem, ao mesmo tempo no qual temos uma concretização de forma perjorativa dos carnavais e dos malandros transeuntes das instituições que se esquivam das suas responsabilidades, mesmo que não sejam heróis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos E.U.A a criatura do super herói, é uma plastificação de deuses, semi-deuses e afins da Grécia e Roma, não é necessário ir muito longe para ver a mitificação em torno das histórias em quadrinhos e filmes em torno desses personagens, porém em determinados momentos, super-homem, batman, rambo e outros não proporciona tal euforia, desta forma eles constituem heróis de carne e osso, no caso, o novo presidente, super e ultra étnico, das lutas comunitárias até as nuances nucleares, da cor marcada pela história de discriminação racial, individual e institucional, ao mesmo tempo que se torna advogado por Harvard, ou seja será Obama canibalizado ou é fruto da própria canibalização?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil, nossos heróis são os deles, os nossos fazemos questão de não reverenciar, mas como canta Jorge Ben: "Quando Zumbi chegar, o que vai acontecer?Zumbi é senhor das guerras, é senhor das demandas, quando Zumbi chega é Zumbi que manda....".Será que viverei o suficiente para que dentro do sistema, após um nordestino, sem diploma, sindicalizado no poder executivo, poderei ver um/a negro/a na presidência?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duvido muito, duvido de tudo...Por aqui é tudo empacassado...se é que se escreve assim essa palavra...Daqui a pouco chega o carnaval. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passo que a criança segue, a bola fica para trás... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4746367620360976022-7250470703953762021?l=aoexaminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aoexaminador.blogspot.com/feeds/7250470703953762021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4746367620360976022&amp;postID=7250470703953762021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7250470703953762021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4746367620360976022/posts/default/7250470703953762021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aoexaminador.blogspot.com/2009/01/carnavais-malandros-e-heris.html' title='Carnavais, Malandros e Heróis.'/><author><name>Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03271010028991428179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_kPhc-SEpldc/R4b1YRHJXqI/AAAAAAAAAC4/uPs-fC2kgkM/S220/Du_003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SXfLkPtfkdI/AAAAAAAAAKc/Pv5T-3DeGK0/s72-c/S6303088.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4746367620360976022.post-1464260328544514603</id><published>2009-01-09T10:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T10:34:50.055-08:00</updated><title type='text'>Palestina - MASSACRE EM GAZA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SWeVhEY5O1I/AAAAAAAAAKU/-NwA0V2paF4/s1600-h/foto_abertura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kPhc-SEpldc/SWeVhEY5O1I/AAAAAAAAAKU/-NwA0V2paF4/s320/foto_abertura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289360682716314450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;- &lt;span style="font-family: courier new;font-size:100%;" &gt;FOTO - http://www.fotosite.com.br/palestine&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: courier new;font-family:courier new;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa foto faz parte de um trabalho realizado no ano de 2003 por diversos fotógrafos, o título original é : Palestine, d´un monde à l´autre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A exposição foi censura na França, especificamente na cidade de Lille, como aponta Alan Camargo, a justificativa da censura seria em face de que a exposição incentiva à violência :&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                      &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A exposição&lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt; "Palestina, de um mundo a outro"&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, censurada em maio de 2003 pela prefeitura de Lille (França), está no Fotosite --site brasileiro especializado em fotografia.Composta por trabalhos de quatro fotógrafos --Pierre Devin, Fabiana Figueiredo, John Tordai e Rula Halawani-- com suas diferentes visões sobre a realidade do povo palestino, a exposição foi vetada na França porque autoridades locais julgaram que elas "mostram imagens que legitimam ações terroristas", e que, portanto, não poderiam ser exibidas na cidade. Pierre Devin, em texto sobre o episódio, colocou que as imagens nada têm a ver com o ato de incitar a violência, apenas mostram a realidade local tal como ela é, sem maquiar as cenas".Fonte - http://www.fotosdeviagem.hpg.ig.com.br.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aproveito o espaço para deixar uma reflexão sobre o que está acontecendo na Faixa de Gaza e sua repercussões, através da ótica do jornalista britânico Robert Fisk, o ano começou...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MASSACRE EM GAZA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por Robert Fisk - The Independent - Dia 31.12.08&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por que bombardear Asklan é a mais trágica ironia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na década de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, que sumisse mar adentro. A existência de Gaza é um indício permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor à limpeza étnica executada por Israel há 60 anos. A análise é de Robert Fisk.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new;"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: courier new;font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como é fácil desconectar o presente da história palestina, deletar a narrativa de sua tragédia, e evitar a ironia grotesca de Gaza que, em qualquer outro conflito, os jornalistas estariam descrevendo desde suas primeiras reportagens: qual seja, que os habitantes originais e legais da terra israelense almejada pelos foguetes do Hamas, hoje vivem em Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso existe Gaza: porque os Palestinos que vivem em Ashkelon e campos ao seu redor – Asklan em árabe - foram destituídos de suas terras em 1948 quando foi criado o Estado de Israel e empurrados para onde residem hoje, na Faixa de Gaza. Eles –ou seus filhos, netos e bisnetos- estão entre o um milhão e meio de Palestinos espremidos na fossa séptica de Gaza. 80% dessas famílias viviam no que é hoje o Estado de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistindo os noticiários, tem-se a impressão de que a história começou apenas ontem, que um bando de lunáticos islâmicos barbudos anti-semitas apareceu de repente nas favelas de Gaza –um lixão povoado por pessoas destituídas de origem - e começou a atirar mísseis contra a democrática e pacífica Israel, apenas para dar de encontro com a indignada vingança da força aérea israelense. Nessa história simplesmente não consta o fato de que as cinco meninas mortas no campo de Jabalya tinham avós oriundos da mesmíssima terra de onde os atuais habitantes as bombardearam à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se porque tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na década de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, que sumisse mar adentro. A existência de Gaza é um indício permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor à limpeza étnica executada por Israel há 60 anos, momento no qual uma imensa onda de refugiados varria a Europa no pós Segunda Guerra Mundial, e um punhado de árabes expulsos de suas propriedades não importava ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora o mundo deveria se preocupar. Espremido nos poucos quilômetros quadrados mais densamente povoados do mundo, está um povo destituído, vivendo no isolamento, no esgoto, e, durante os últimos seis meses, na fome e no escuro, sancionados pelo Ocidente. Gaza sempre foi insurrecional. A "pacificação" sangrenta de Ariel Sharon, começando em 1971, levou dois anos para ser completada e não vai ser agora que conseguirão dobrar Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente para os palestinos, perderam sua mais poderosa voz política –refiro-me a Edward Said e não o corrupto Yasser Arafat (e como os Israelenses devem sentir sua falta)- ficando a sua sorte, em grande medida, sem explicação, no que depender dos seus atuais porta-vozes ineptos. "É o lugar mais deplorável que já vi", disse Said, certa vez, sobre Gaza. "É um lugar terrivelmente triste devido ao desespero e à miséria em que vivem as pessoas. Não estava preparado para encontrar campos que são piores do que qualquer coisa que eu tivesse visto na África do Sul".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ficou a cargo da Ministra de Relações Externas, Tzipi Livni, admitir que "às vezes os civis também pagam o preço", um argumento que ela não usaria se a estatística de mortes fosse invertida. Foi certamente educativo ouvir ontem um membro do Instituto Empresarial Americano –repetindo fielmente os argumentos israelenses- defender o indefensável número de mortos palestinos, dizendo que "não faz sentido entrar no mérito dos números". No entanto, se mais de 300 israelenses tivessem sido mortos, contra dois palestinos, pode ter certeza que se entraria "no mérito dos números", e a violência desproporcional seria absolutamente relevante. O simples fato é que as mortes palestinas importam muito menos que as mortes israelenses. É verdade que 180 dos mortos eram membros do Hamas, mas e o restante? Se a estatística conservadora da ONU de 57 civis mortos for verdade, ainda assim seria uma desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de surpreender que nem os EUA nem a Grã-Bretanha condenem o ataque Israelense, e ponham a 
